segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Hoje é puro desabafo

Mais um round de T2 para 1,5 que se inicia hoje, mas o pingo doce decide não ter carne picada e dá-me cabo dos planos - que desenhei com mais de 24 horas de antecedência.
Rumo ao Jumbo e já levo meia hora (preciosa meia hora) de atraso. Deixo o um na banheira e o jantar ao lume. Tiro o um da banheira e ponho o jantar no forno. Tomo banho e sinto que ser mãe solteira é quase incompatível com ser sexy. Mas obrigo-me a por os cremes, para o bem dos meus 25 anos. Revemos se os TPC's estão bem feitos. Elogio a letra do um, cada vez mais bonita. Rego o manjerico - a espécie vegetal com menos probabilidades de sobrevivência da minha cozinha mantém-se firme, ao contrário dos "pielas" e "umbrelas", que a esta hora já estão bem instalados no céu - e o empadão ainda ao lume. Hoje não há música nem danças, não apetece. A roupa fica na corda mais um dia. Jantamos. O um não pára de perguntar o que é a coisa cor-de-laranja na comida (leia-se, ovo) e eu passo de meio a um terço. Anoto: próxima série, T2 para um e 1/3. Pergunta repetidamente se já está bom. Já, já está bom. Põe-se a loiça na máquina, deixa-se tudo arrumado para aliviar o amanhã. Sento o rabo no sofá e sinto a noite não dormida a acusar-se-me no corpo. Penso no trabalho, ou na falta que ele me irá fazer. Penso em parvoíces. Venho aqui e desabafo, sem parágrafos, porque na minha vida também estão a escassear. É tudo de seguida e se te cansas, que se lixe, é para seguir em frente. Hoje troco o Sedoxil pelo Diazepam. Posto isto, admito a minha força e relembro que é uma questão de tempo. Vou sobreviver. É o que me dizem. E eu repito: "vou sobreviver, vou sobreviver". Não por papagaíce. Porque acredito. Hei-de ser mais teimosa do que o raio do manjerico.

sábado, 12 de setembro de 2009

Quando os deuses conspiram...



...mudam-te os planos.
Ana Moura, tu estás lá. Eu é que não.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Produtividade que rende!

A moça entra num concurso interno de fotos de férias, enviando uma no local de trabalho, enquanto lê animadamente o Diário Económico e ganha um porta-chaves com moldura digital.

Vale ou não vale a pena não ter férias?
Vou já cancelar a viagem do próximo ano.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Porque Ana Moura merece. Até amanhã.

Aconteceu
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar
Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou

Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?

Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz

Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Próximo momento cultural

Por cinco euros, é mesmo "a não perder" =)
 
PS: Acho que estou a transformar-me na melhor relações públicas do Parque Mayer, ultimamente.

domingo, 6 de setembro de 2009

Ficámos de pensar só depois...



... do erro.

Esta é porque gosto, da música e da letra, do sentido. Deixo-vos a ver e ouvir! E relembrar e sonhar, porque não?

T2 para um e meio: conversas à mesa (Eps.2)

A meio do jantar:

- Um: Mãe, gostava mesmo de ter um irmão.
(Arrepios)
- Meio: Isso agora não é assim... ele não aparece assim.
- Um: Então porque é que não arranjas um namorado?
(Silêncio)
- Meio: Tenho mais do que fazer... e tu também deves pensar que se arranja um bom namorado de um dia para o outro.
(Indignação de um)
- Um: Então, ó mãe, isso é só seres romântica e andares a namoriscar!

Fico aparvalhada. A frase fica presa no cérebro e não me deixa responder com perspicácia.
"Seres romântica e andares a namoriscar", "Seres romântica e andares a namoriscar", "Seres romântica e andares a..."

... sinto que bati no fundo quando os conselhos amorosos vêm de uma criança de oito anos... que ainda por cima saiu de dentro de mim!

- Olha o respeitinho! (É a frase que me ocorre dizer e sim, eu sei que pareci uma mãe de 1935)

Depois, rimos. Como só podia ser.

Albúm de fotografias

Tenho seguido o Alfaiate de Lisboa com a merecida atenção desde que mo recomendaram. Apesar das críticas de imitação, as suas últimas imagens têm-me cativado bastante, e vejo-as repetidamente pela beleza e excitação que me transmitem. Simplesmente cimentam a minha ideia de um sul de França arrepiante e sensual e de uma Itália ferormónica cheia de gente gira e quente. E aguçam o desejo de lá voltar...
Admito, invejo o Alfaiate desesperadamente pela viagem que fez e quem sabe se um dia destes não nos cruzamos por Lisboa para me tirar uma foto destas (quem não gostava, quem?).
E para que não hajam críticas, também sigo atentamente o The Sartorialist - apesar de fantástico, é eclético, perdendo-se a ligação pessoa-sítio. Ou não, porque Nova Iorque é mesmo isso... já ninguém é de Nova Iorque!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A revolta...

Hoje rio-me para não chorar (vá, e também porque me ofereceram bolinhos!)
Mas quem sofre é o estômago, não pelos bolos, mas pelos nervos.
Há dias assim... ou vidas assim! Vamos lá a fazer as apostas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

1,5 euros por...

... uma vedeta na página 30! É tudo a comprar a Visão Júnior! Com a publicidade que já fiz, as vendas já aumentaram com certeza (só eu, comprei uma série delas!)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Concentremo-nos no melhor da vida...

Não é fácil trabalhar na Avenida. Não, não é: passar o dia a ouvir a música da carvalhesa (e a aturar velhos comunistas, quando ousei a entrada naquele covil). Os carros a buzinar, os estrangeiros que não atam nem desatam, os atropelamentos de amigos...

...e depois há a Lanidor e a Mango, o Parque Mayer e os seus concertos a 5 euros, o Maxime e as suas diversões que recomeçam dia 4, o São Jorge e o MOTELx, a baixa lisboeta, o Chiado e o delicioso leite perfumado...

E disso é que eu gosto!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

T2 para um e meio: episódio #1

Para começar, deixo-vos algo para reflectirem: para quê escorrer as batatas para puré, se se podem esquecer delas ao lume até a água evaporar completamente?

O menino entra na cozinha, quando o chamo para jantar. O primeiro comentário dá-me esperança e um sorriso: "huum, cheira muito bem" (sim, ele diz mesmo "muito bem").

Umas quantas garfadas depois, já estava eu a fazer, mentalmente, a dança da vitória, quando chega de chofre o segundo comentário:

- É engraçado que quando meto a comida na boca até sabe bem, mas depois tem um sabor estranho.

- Está um pouco salgado - admito.

- E já não podes voltar a pôr doce?

- Não, já não posso.

Enfim, amanhã será outro dia!

Nota de rodapé: Gosto da pinta da minha nova vizinha e das suas amigas. Será que ela sabe cozinhar? (Se sim, também posso ser sua amiga, vizinha?)

Qualquer dia há um papel colado na porta do 2º Esquerdo: "Troca-se ombro amigo por prato de comida".

domingo, 30 de agosto de 2009

Magnificient



E pronto, esta é uma das que canto para o meu carro! Excelente produtor, grande letra, magnífica artista! =)

Palmas para Miss Estelle!

Teenage love affair, mesmo!

O fim-de-semana foi passado a fazer amor com o meu carrinho por essas estradas de Portugal fora, onde só lhe chamo nomes de sweet pie para cima!

Eu sempre soube que ia gostar de ter um carro, mas assim tanto? Um prazer inigualável!

Isso, e horas de boa conversa, essenciais para nova etapa: ladies and gentlemen, o dia oficial é já amanhã!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Os obstáculos ao objectivo: A Self-made Woman

Reparem na minha ingenuidade, quando acreditei que a alma se lavava de uma vez só. Não. A alma é como o corpo, é para se lavar todos os dias. E é este erro de cognição que me faz hoje confessar:

Saibam. Nas minhas horas vagas, tenho um "segundo emprego". Este esforço acrescido serve apenas para manter as ideias no lugar. E a tarefa é simples, sendo só isso mesmo: segurá-las com firmeza e convicção, deixando-as estar onde podem não querer estar, mas onde certamente devem estar.

Fazendo o balanço deste part-time, tenho sido competente. Claro que há acasos – um cheiro, uma palavra, um local, uma música ou o raio que o parta – que vão colocando em risco todo este profissionalismo. Dizem que se chama saudade. Eu acho que é mais maldade. (Da vida. Gosta de se rir com estas coisas, a brincalhona!) Por isso criei um plano de contingência - lá porque a gripe A não me assusta, não vou dar o corpo a tudo o que é bala. Um plano fácil de executar, que consiste tão-somente em enumerar os males passados e presentes do mundo. Inteiro. Estúpido? Bárbaro? Aceito. Mas é funcional e daí, torna-se perfeito. É o que se quer.

Mas mais adiante vem a noite. Os risos do trabalho vão gastando o eco, o gosto do refresco da esplanada vai-se esbatendo na língua, as palavras trocadas no ginásio vão perdendo o sentido, as pernas começam a fraquejar de tanto dançar... e ela instala-se!

Pois é com a noite que me transformo: na menina que tem medo do escuro, no menino que está prestes a ser vacinado, na criança que não consegue ouvir o hino nacional. Assustada. E isto, caríssimos, não é capricho, não é mariquice, não é fraqueza. A minha (recente) resistência à noite tem um nome, e bastante científico, fiquem sabendo: memória episódica. Essa que vem de mansinho, durante o sono, e que mistura conversas idas com os gritos da vizinha, momentos passados com o som dos gatos a raspar as unhas na areia...
... e que me deixa, involuntariamente, inevitavelmente e revoltadamente a dormitar sobre o assunto.
Resta-me dizer que não tem havido Sedoxil que me valha. E lamentar que os dias em que a sesta poderia ser uma opção estão a acabar-se.
(Parabéns, continuas a milhas de ser uma self-made woman!)