A conversa hoje foi sobre palavras. Como são mais do que palavras. Como é giro o jogo das palavras.
Um: Mãe, há palavras pesadas?
Meio: Há...
Um: Como? Quando as dizemos, caem-nos pela boca?
(Há seriedade na sua pergunta e eu evito o riso, para esclarecer)
Meio: Há palavras que nos fazem sentir bem, outras mal. Há palavras bonitas e palavras feias. Há palavras leves e palavras pesadas. Dou-te um exemplo, "morte". O que achas?
Um: Acho que é uma palavra pesada.
Meio: Boa. E "vida"? Não é bonita?
Um: É.
(Depois de vários exemplos de parte a parte...)
Um: Há uma palavra bonita, mãe. "MacDonalds".
(A minha expressão facial deve-se ter alterado de tal forma que o Um achou importante alterar rapidamente o seu exemplo.)
Um: Música, mãe! Música também é é uma palavra bonita! Qual é a tua palavra preferida? (Sinto que sente que se safou.)
Meio: É um nome. David.
(Sorri. Sorrio. O meu leãozinho gosta de ser o meu rei. E é!)
Na realidade, nem como assim tantos. Mas na pressão de arranjar um nome (sim, não houve tempo para pensar que ia ter um blogue) foi este que me surgiu. Estúpido? 'Tou nem aí!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Uma promessa
Acabam de me dar uma notícia mágica: "vais conhecer o Alvim mais cedo do que imaginas"!!! Com direito a esta foto e tudo! =)E de repente, fico excitada, a bater palmas e a prometer que me comporto como uma adulta diante do senhor. Uma visita à prova oral e, quem sabe, uma voltinha na mota dele. Não seria inédito, pois não?
E depois penso. Terei 5 anos? Bahhh, que se lixe! Vou conhecer o Alvim, lalalalala!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
À procura do sol
Há uma tradição na empresa: todos têm alguma alcunhas.Já me tinha habituado a responder quando me chamavam "das Neves" (vá-se lá saber porquê, foi o nome que me escolheram!).
Mas uma pequena alteração tornou tudo muiiito mais bonito. A partir de agora respondo como "Girassol das Neves".
É bonito. E como eu gosto de amarelinho!
Hoje choro.
Às 9 da manhã a minha chefe, que está à frente de uma das maiores e mais importantes empresas de comunicação, chama-me à sala de reuniões.
Apercebe-se de que preciso de consolo. Está preocupada. Qual é a chefe que se apercebe disso e gasta 20 minutos do seu tempo precioso a ajudar-me a lidar com a vida? Eu não sei, mas fiquei, certamente, apaixonada por ela.
Por isso, hoje choro porque há gente boa. Hoje choro porque há gente que me quer bem, ainda que não me conheça de lado nenhum. Hoje choro porque o abraço veio de quem menos esperava. Hoje choro porque o beijinho foi sentido. Hoje choro porque faço as pazes com a humanidade.
Trabalhar ali é desesperante, por vezes. Mas obrigada por isso, chefe. Obrigada por me fazer recuperar um pouquinho de mim.
domingo, 27 de setembro de 2009
Mudam-se os caminhos, mudam-se as vontades.
sábado, 26 de setembro de 2009
Reflexão:
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Super FM
Porque hoje de manhã ouvi o hino da super FM de manhã e fiquei pequenina. E porque há aí muito boa gente que adora o senhor:
Quem não se lembra "Acordo super maldispostooooo, são horas de ir trabalhaaaaaar!"
Quem não se lembra "Acordo super maldispostooooo, são horas de ir trabalhaaaaaar!"
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Outono cheira a sofá... e séries!
A moça identifica-se com as Taras de Tara - que a propósito, foi premiada com o Emmy de melhor comédia. São muitas vidas dentro de uma só e, por isso, hoje usufruo da liberdade para ir ao ginásio... yessssss!
E por falar em séries... a época delas começarem está aí, de onde destaco a minha espera à Anatomia de Grey - os primeiros cinco minutos já disponíveis no You Tube. Por enquanto, delicio-me com aquela que, para mim, é mesmo a melhor comédia: A ex, com Debra Messing.
E o Outono está aí.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Sócrates e a Gravidez na Adolescência
Os tempos são de calmaria, com a moça a livrar-se das lides culinárias naquele que foi o primeiro convite para jantar, oficialmente aceite pela família real que ocupa este T2.
Devo confessar o orgulho um tanto ou quanto exagerado pelo bom comportamento do meu menino perante várias pessoas desconhecidas. E saliento exagerado porque nunca duvidei da sua tranquilidade e sempre soube que não me iria deixar ficar mal. (Afinal, aos 17 anos também se sabe educar uma criança... e sugiro que anotem o ressentimento nas palavras, que eu já explico o porquê. Adiante.)
Perdoem-me. As mães têm destas coisas: estamos sempre prontas para mostrar as capacidades sociais dos nossos meninos, certo? Safa-me das críticas a este cliché o facto de haver por aí muita gente que em breve o saberá, ou não estivesse meio mundo prenho e a outra metade desejosa de fazer bebés. (Mãe, fica descansada. Não pertenço a nenhuma das partes, e o meu instinto maternal, por agora, esgota-se na criança que fiz vai para lá de oito anos. Pai, nem sequer sei como se fazem bebés. Acho que vêm de França, no bico de uma cegonha.)
A pergunta é: serei assim tão outsider!?
Recentemente, vieram lamentar-se comigo da minha maternidade tão precoce. Poupem-se, que comigo não fazem esse choradinho. Além de não ter utilizado qualquer cêntimo dos vossos impostos para alimentar a criança que pus no mundo (facto de que gosto de empolar), isto de ter tanto ano de avanço tem as suas vantagens: quando as mulheres que me criticam começam a falar da cor do cocó dos rebentos ou se gabam que o bebé já caga no penico, eu saco do trunfo. "O meu filho anda louco com as eleições".
Sim, eleições. O petiz, que é pequeno o suficiente para resistir à perspectiva de ter um quarto só para ele, adora política! E quem disse que esse era um assunto incompatível com crianças de oito anos? Nada mais estimulante para os putos inteligentes do que ver os partidos lutarem arduamente pela única boa profissão em Portugal: mandar nele. É como um jogo de futebol, qualquer menino gosta. Menos o meu.
É por isso que não é difícil convencê-lo a rir com Ricardo Araújo Pereira (a menos que lhe surja uma vontade súbita de fazer aviões supersónicos! Pronto, ok. Política para crianças, mas nem tanto!) e as suas entrevistas esmiuçadoras.
Surpreende-me e isso também me enche de um orgulho parvo. O meu filho ainda nem sequer decidiu se é pelo Benfica que quer torcer, mas já sabe que no dia 27, a cruz põe-se no PS. Para ele, o Sócrates é o maior! Está bem... os seus critérios ainda se limitam ao facto de o senhor lhe ter dado um Magalhães e da Manuela Ferreira Leite ter cara de bruxa, mas acreditem que há ali um grande potencial para ser o Marcelo Rebelo de Sousa do futuro.
Quanto a mim... devo confessar que, neste assunto, reneguei totalmente os genes da minha familia (que não simpatiza nada com Sócrates), e que tenho até alguns alelos em comum com a Carolina Patrocínio: sou jeitosa e não me importava nada que a empregada me tirasse os caroços das cerejas. E nos intervalos faço, de boa vontade, campanha pelo PS. Resta-me arranjar a dita senhora... ou simplesmente alguém que, de quando em quando, me ofereça o jantar.
E com mais um desabafo me deito, em paz, e com a certeza de ter decidido bem quando me determinei a levar avante uma gravidez aos 16 anos, qual maluca, em vez de ter pago 500 euros (100 contos, à data dos factos) para simplesmente "resolver o assunto" (citação de quem sabe tudo. Ou talvez não).
E com sorte, daqui a uns anos os convites para jantar vêem directamente do meu filho. Onde? No palácio de S. Bento, está claro. E eu digo: Yes, he can! Dêem-lhe uns anos.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Corte e costura
Volto ao tema "Alfaiate" só para comentar a notícia que hoje saiu no jornal I. Sempre me perguntei como é que o senhor convencia as pessoas a fazerem pose para um desconhecido. Já percebi:
Tão airoso que ele é. Devia dedicar-se aos auto-retratos. Só porque sim.
Tão airoso que ele é. Devia dedicar-se aos auto-retratos. Só porque sim.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
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