Ao início, é bom. Depois, é indiferente. No fim, fica-se com saudades do calor. Falo de...
... acordar sozinha!
Na realidade, nem como assim tantos. Mas na pressão de arranjar um nome (sim, não houve tempo para pensar que ia ter um blogue) foi este que me surgiu. Estúpido? 'Tou nem aí!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
O que é isto?
Hoje é isto.
Tenho saudades de uma coisa que não vivi em pleno. Bateu o vazio do resto que sobrou. Uma nostalgia da falta do máximo, ainda que tenha dado tudo o que podia.
Hoje, é isto.
E não me sinto mal por isto.
Sinto-me
estranhamente
feliz.
T2 para um e meio: na fila do MacDonalds
Estamos à espera do Sundae. Um de caramelo, um de chocolate. Põe-se ao nosso lado uma anã. Prevejo bronca.O Um não resiste. Começa por se pôr em bicos dos pés e a medir forças, que é como quem diz, centímetros, com a senhora. Discretamente, começo a empurrá-lo para baixo. Olha-a de cima. Oito anos e mais alto que um adulto. Que é que se quer mais para afagar o ego? Recebemos os Sundaes, vamos embora.
Um - Mãe, aquela senhora era anã?
Meio - Era.
Um - Nunca tinha visto nenhuma...
(...)
Um - Mãe?
Meio - Sim?
Um - Ela tinha uma voz mesmo estranha.
Meio - Diferente. Tinha uma voz diferente. Como todos nós.
(...)
Um - Mãe?
Meio - Simmmm? (Sim, as mães também perdem a paciência)
Um - Os anões são de outra espécie?
Pergunto-me onde que raio vão buscar estas ideias!
Um - Há um no Senhor dos Anéis que... (blábláblá. Desligo)
Já sei onde vão buscar estas ideias.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
T2 para um e meio: decisões sérias exigem comemoração
Um - Mãe, quando for grande, vou ser primeiro-ministro!
(Confirmo as suspeitas. Faço sons de agrado.)
Um - E depois, mãe, a nossa família nunca mais vai ter de trabalhar!!! Sou eu que vou mandar...
Meio - Confesso que gosto dessa ideia!
Um - Eu também. E acho que a minha decisão merece uma comemoração...
(Hum... que estará ele a tramar?)
Um - Que tal irmos à Telepizza?
(Pois)
Meio - Vamos nessa, Sr. Primeiro-ministo! Hoje pago eu.
(Confirmo as suspeitas. Faço sons de agrado.)
Um - E depois, mãe, a nossa família nunca mais vai ter de trabalhar!!! Sou eu que vou mandar...
Meio - Confesso que gosto dessa ideia!
Um - Eu também. E acho que a minha decisão merece uma comemoração...
(Hum... que estará ele a tramar?)
Um - Que tal irmos à Telepizza?
(Pois)
Meio - Vamos nessa, Sr. Primeiro-ministo! Hoje pago eu.
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Caracóis a caminho da residência oficial
domingo, 10 de janeiro de 2010
Amor em guerra
São raras as vezes que sonho com o Um. E gosto assim. Quando sonho, é para ter medo, preocupação ou angústia. Como hoje. Sonhei que o Portugal estava em guerra e que fui incompetente na tarefa de protegê-lo.Acordei triste.
Acho que é isto que sentem as mães nos países devastados pela estupidez humana. Só que elas não têm o privilégio de acordar. O mais certo, é nem terem o privilégio de dormir, quanto mais de sonhar.
sábado, 9 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
São rosas, meu senhor.
Depois ele sentou-se ao piano, com os dedos livres, tão livres que pareciam pequenos farrapos de uma alma que se esfumou anos atrás. E bateu em cada tecla com um amor metódico, melódico, complexo, irremediavelmente e erradamente irreversível e irreparável.E tocou. Fez ali, perante os meus olhos cegos, o meu corpo lívido, a minha mente gelada, a canção mais bonita que já ouvi.
Apertei o regaço, procurando nas entranhas um sinal de minha humanidade.
- O que trazes aí? - olhou-me.
- Sâo rosas, meu senhor.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Entendimento
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
La valigia
... anche le ragazze fanno promesse da marinai!
Hoje é dia de embalar os tarecos! As semanas não deviam ser todas assim tão pequeninas?
Hoje é dia de embalar os tarecos! As semanas não deviam ser todas assim tão pequeninas?
Gigante!
Dizem os chineses que 2009 foi o ano da cabra. Para mim, foi um ano mais a dar para o macaco. Não necessariamente mau. Macaco, mesmo. Um ano «macaquinho do chinês», acho que é isso.
Foram 365 dias de voltas: voltas pelo mundo, voltas trocadas, voltas atrás, voltas sobre mim mesma, de costas voltadas. Não fiquei no mesmo lugar dois dias seguidos, só para descobrir que sou feita de uma fibra pouco resistente. Felizmente, sou matéria volátil. Choro, grito, desisto só para, no fim, preencher todo um volume. E me poder orgulhar de tê-lo feito sozinha, com o que tenho – pouco mais do que o corpo, nenhuma cabeça - por mim e sempre, sempre, para nós. Os que importamos.
Por isso, quando chega o ponto de bater com a porta ao ano, não tenho pena. Faço-o com vontade, sem olhar para trás. Anseio pelas doze badaladas, porque sei que, a partir de então, é oficial: sobrevivi. É que isto de nos entendermos é giro, mas dói que se farta. E eu... nem queria crescer! Mas já que aqui estou e tive de passar por tudo isso, entro em 2010 com dois metros de altura e cento e vinte quilos de peso: sou gigante e levo saltos altos. Entro em 2010 feliz, e não espero menos do que arrasar!
Foram 365 dias de voltas: voltas pelo mundo, voltas trocadas, voltas atrás, voltas sobre mim mesma, de costas voltadas. Não fiquei no mesmo lugar dois dias seguidos, só para descobrir que sou feita de uma fibra pouco resistente. Felizmente, sou matéria volátil. Choro, grito, desisto só para, no fim, preencher todo um volume. E me poder orgulhar de tê-lo feito sozinha, com o que tenho – pouco mais do que o corpo, nenhuma cabeça - por mim e sempre, sempre, para nós. Os que importamos.
Por isso, quando chega o ponto de bater com a porta ao ano, não tenho pena. Faço-o com vontade, sem olhar para trás. Anseio pelas doze badaladas, porque sei que, a partir de então, é oficial: sobrevivi. É que isto de nos entendermos é giro, mas dói que se farta. E eu... nem queria crescer! Mas já que aqui estou e tive de passar por tudo isso, entro em 2010 com dois metros de altura e cento e vinte quilos de peso: sou gigante e levo saltos altos. Entro em 2010 feliz, e não espero menos do que arrasar!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Natal de bikini
Eu digo sempre que é para o próximo ano, que é mesmo para o próximo ano... pois bem:
Para o ano, vou festejar o Natal no hemisfério sul.
Está prometido.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Boas Festas
Natal. Dizem que é o dia do ano em que se junta a família. Para mim, é como fazer amor com hora marcada. É bom, mas falta-lhe o entusiasmo dos corpos que não se esperam. Reunir a família em dias inesperados tem um sabor inigualável, experimental e muito, muito mais sentimental.
Festa que vale a pena, para mim, é o Ano Novo. Ao contrário do Natal, não se celebra o passado, antes olha-se para o futuro. Com esperança de dias melhores, o peito fica cheio de força, de ideias, de desejos. Sentes-te livre para fazeres o que queres, arrancar o que há de pior em ti e transformares-te em algo melhor. Mas para o fazeres com inteligência, exige um balanço.
Mais perto das 12 badaladas, tornarei público a minha visão de 2009... se assim me apetecer!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Tremeu!
Tinha de deixar aqui testemunhado o primeiro sismo que senti. Tive medo. Pois. Não sabia se a terra se estava a revoltar ou se era apenas um gang aciganado a assaltar-me a casa.
Ninguém disse que isto de morar sozinha era fácil. Mas já disse que adorava sentir um sismo. Ora aí tive a resposta.
Ninguém disse que isto de morar sozinha era fácil. Mas já disse que adorava sentir um sismo. Ora aí tive a resposta.
Está aberta a época oficial dos jantares de Natal
O que sei é nem todas as pessoas receberiam bem a prenda de Natal que me deram. A coisa podia não correr bem. Mas tenho fair play. E, se tenho sentido de humor, reconheço-o nos outros, embora nem sempre seja rápida a perceber quando ele começa a ser inconveniente.
Do presente, recordarei as gargalhadas. E a possibilidade de comer pipocas.
Como conclusão, apraz-me dizer: não troco um amigo pela morte de um boato. Shall we go to the cinema?
P.S. - No jantar de Natal, fui oficialmente reconhecida como fã número um do homem que me faz rir à gargalhada com as suas piadas sem graça. Já aqui referi o senhor... o tal que tem o nome de esquilo, um programa de rádio e milhentos outros projectos giríssimos. E mais. Agora posso mandar-lhe mensagens madrugada dentro!
Digam lá, é ou não é Natal?
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