quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Perna à mostra

Quero sol e diversão!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Se eu fosse. E serei.

Um dia vou ter uma empresa. Tenho a ideia, tenho o plano delineado, tenho os produtos em mente. E nesse dia, só nesse dia, vos provarei que o que digo hoje é verdade. (Vou escrever este post ao jeito de composição de 1º ciclo.)

Se eu fosse...

Se eu fosse patroa, a quantidade de tempo que passasse a gerir o dinheiro seria igual à quantidade de tempo que dedicaria às pessoas.
Ouvia os trabalhadores, um a um, e deixava-os à vontade para dizerem o que quisessem, sem medo de represálias. Acreditava neles, porque a verdade de cada um é tão verdade como a verdade colectiva. Apaziguava as zangas, mas erradicava os perpetuadores de brigas. Despedia os abusadores de colegas e subordinados. Exigia boa disposição, bons dias e obrigados.
Premiava os que faziam mais do que o pedido - sempre que o fizessem no horário de trabalho - mas não prejudicaria os que fazem apenas o suposto - são uma fatia importante de uma organização.
Se eu fosse patroa, proibia o trabalho fora do horário de expediente, excepto em situações muito extraordinárias. Há prazos para cumprir tarefas e um intervalo de horas onde estas devem estar prontas. Quem não o conseguisse, perguntar-lhe-ia: porquê?
Se eu fosse patroa, não ignorava lágrimas de trabalhadores. Não ignorava problemas pessoais. Empenhava-me nas pessoas para que elas se empenhassem no trabalho.
Se eu fosse patroa, gostava de encontrar os meus trabalhadores no café, depois do trabalho, criando laços extra-organização. Esperava que me convidassem para os acompanhar. Dava-lhes privacidade para falarem uns dos outros. É normal. É saudável. É um escape.
Se eu fosse patroa, negava-me a defraudar as expectativas dos trabalhadores, por mim criadas ou alimentadas. E jamais diria a alguém que «ninguém é insubstituível». Porque todos somos insubstituíveis. Temos um jeito único de fazer as coisas. E porque até se arranjar substituto, há sempre o caos.

Um dia vou reescrever este post no presente. E será assim:

Sou patroa...

Sou patroa e a quantidade de tempo que passo a gerir o dinheiro é igual à quantidade de tempo que dedico às pessoas.
(...)

Pensamento do dia - quando não há mais nada, há sempre as pessoas. E as pessoas, são tudo para mim. Como este post é para ti. Obrigada.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ascabou-se!

Um luto com novos horizontes.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ah, pois é.

Ao início, é bom. Depois, é indiferente. No fim, fica-se com saudades do calor. Falo de...
... acordar sozinha!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O que é isto?

Hoje é isto.
Tenho saudades de uma coisa que não vivi em pleno. Bateu o vazio do resto que sobrou. Uma nostalgia da falta do máximo, ainda que tenha dado tudo o que podia.
Hoje, é isto.
E não me sinto mal por isto.
Sinto-me
estranhamente
feliz.

T2 para um e meio: na fila do MacDonalds

Estamos à espera do Sundae. Um de caramelo, um de chocolate. Põe-se ao nosso lado uma anã. Prevejo bronca.
O Um não resiste. Começa por se pôr em bicos dos pés e a medir forças, que é como quem diz, centímetros, com a senhora. Discretamente, começo a empurrá-lo para baixo. Olha-a de cima. Oito anos e mais alto que um adulto. Que é que se quer mais para afagar o ego? Recebemos os Sundaes, vamos embora.

Um - Mãe, aquela senhora era anã?
Meio - Era.
Um - Nunca tinha visto nenhuma...
(...)
Um - Mãe?
Meio - Sim?
Um - Ela tinha uma voz mesmo estranha.
Meio - Diferente. Tinha uma voz diferente. Como todos nós.
(...)
Um - Mãe?
Meio - Simmmm? (Sim, as mães também perdem a paciência)
Um - Os anões são de outra espécie?
Pergunto-me onde que raio vão buscar estas ideias!
Um - Há um no Senhor dos Anéis que... (blábláblá. Desligo)
Já sei onde vão buscar estas ideias.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

T2 para um e meio: decisões sérias exigem comemoração

Um - Mãe, quando for grande, vou ser primeiro-ministro!
(Confirmo as suspeitas. Faço sons de agrado.)
Um - E depois, mãe, a nossa família nunca mais vai ter de trabalhar!!! Sou eu que vou mandar...
Meio - Confesso que gosto dessa ideia!
Um - Eu também. E acho que a minha decisão merece uma comemoração...
(Hum... que estará ele a tramar?)
Um - Que tal irmos à Telepizza?
(Pois)
Meio - Vamos nessa, Sr. Primeiro-ministo! Hoje pago eu.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Amor em guerra

São raras as vezes que sonho com o Um. E gosto assim. Quando sonho, é para ter medo, preocupação ou angústia. Como hoje. Sonhei que o Portugal estava em guerra e que fui incompetente na tarefa de protegê-lo.
Acordei triste.

Acho que é isto que sentem as mães nos países devastados pela estupidez humana. Só que elas não têm o privilégio de acordar. O mais certo, é nem terem o privilégio de dormir, quanto mais de sonhar.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Bolaño

Hoje lanço-me às 1030 páginas de 2666.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

São rosas, meu senhor.

Depois ele sentou-se ao piano, com os dedos livres, tão livres que pareciam pequenos farrapos de uma alma que se esfumou anos atrás. E bateu em cada tecla com um amor metódico, melódico, complexo, irremediavelmente e erradamente irreversível e irreparável.
E tocou. Fez ali, perante os meus olhos cegos, o meu corpo lívido, a minha mente gelada, a canção mais bonita que já ouvi.
Apertei o regaço, procurando nas entranhas um sinal de minha humanidade.
- O que trazes aí? - olhou-me.
- Sâo rosas, meu senhor.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Entendimento

Ele sorri. Surge a perfeição. Ela baixa o olhar. É afeição.
- Ouvi dizer...
- Não sei.
- Entendo.
Entendem-se.
Ela sorri. Sente a redenção. Ele baixa o olhar. É afeição.
Eles, nunca o serão.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

La valigia

... anche le ragazze fanno promesse da marinai!

Hoje é dia de embalar os tarecos! As semanas não deviam ser todas assim tão pequeninas?

Gigante!

Dizem os chineses que 2009 foi o ano da cabra. Para mim, foi um ano mais a dar para o macaco. Não necessariamente mau. Macaco, mesmo. Um ano «macaquinho do chinês», acho que é isso.
Foram 365 dias de voltas: voltas pelo mundo, voltas trocadas, voltas atrás, voltas sobre mim mesma, de costas voltadas. Não fiquei no mesmo lugar dois dias seguidos, só para descobrir que sou feita de uma fibra pouco resistente. Felizmente, sou matéria volátil. Choro, grito, desisto só para, no fim, preencher todo um volume. E me poder orgulhar de tê-lo feito sozinha, com o que tenho – pouco mais do que o corpo, nenhuma cabeça - por mim e sempre, sempre, para nós. Os que importamos.
Por isso, quando chega o ponto de bater com a porta ao ano, não tenho pena. Faço-o com vontade, sem olhar para trás. Anseio pelas doze badaladas, porque sei que, a partir de então, é oficial: sobrevivi. É que isto de nos entendermos é giro, mas dói que se farta. E eu... nem queria crescer! Mas já que aqui estou e tive de passar por tudo isso, entro em 2010 com dois metros de altura e cento e vinte quilos de peso: sou gigante e levo saltos altos. Entro em 2010 feliz, e não espero menos do que arrasar!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Actualizações

Hoje, é isto. E isto, é bom.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal de bikini

Eu digo sempre que é para o próximo ano, que é mesmo para o próximo ano... pois bem:
 
Para o ano, vou festejar o Natal no hemisfério sul.
 
Está prometido.