quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cada um.

Don't get me wrong. I love(d) every single one of my lovers.
(Encolher de ombros para quem não entende)

Jackpot!

Hoje, o café foi de graça.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

(Sem título)

Olhou para as cinco letras que, à semelhança do que o X faz num mapa de tesouro, indicavam que era ali que te encontrava. Fixou-as no visor. Pela primeira vez, apeteceu-lhe carregar no verde. Telefonar-te.
E foi então que se apercebeu. Mentira-te. Desculpa-a, não foi propositado. Mas mentira-te. Estava viciada naquela adrenalina que só a fugacidade dos actos proporciona e quis que assim o fossem para sempre. Breves.
Meses depois, recordava-se do pronome. Vocês.


Naquela noite.
Trazia nela o desejo frágil, aquele que se desmancha logo após o corpo. A mão na cara. A tua mão, descarada, na cara dela. A reflexão breve da estranheza da erogenia. E a meiguice, num aperto tardio, já depois de consolados:
- Sabes que nada dura para sempre - Não lhe perguntaste. Não lançaste um debate. Uma afirmação. Simples. Palavras duras para um coração ainda mais duro. Petrificado. Pelo medo.
Nada dura para sempre. Pensou. Nada dura para sempre. Riu-se dele. Ela também o sabia. Não se afastou. Não se aconchegou. Deixou-se ficar. A mão na cara. A tua mão, agora doce, na cara dela.
- Nem a dor - Terminaste. Sem hipótese de debate. Uma conclusão. Simples. Palavras sábias para um coração instantaneamente menos duro (mole?).

Hoje.
Ela acreditou finalmente no que contaste (tu já sabias). Foi procurar-te. Ali mesmo, no visor. Cinco letras e uma segunda vez. Menos breve. Muito menos breve. E mais dela. Muito mais dela.

(Prometo)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

T2 para um e meio: o que tu queres é aparecer!

Um - Mãe, como é que os homossexuais namoram?
Meio - Como os heterossexuais.
Um - Mãe, só existem homossexuais na televisão?
Meio - Não - faço cara de ponto de interrogação.
Um - Ah. Então porque é que estão sempre a falar deles nas notícias?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

É quase um George Clooney

A minha dúvida existencial, após cinco dias a cruzar-me com um rapaz giríssimo junto da máquina de café do novo trabalho, é esta:

«Como é que se engata alguém em trinta segundos matinais, sem cair no erro de lhe atirar café para cima, mesmo que a vontade de lhe passar a mão pelo peito - calma, calma, para limpar as manchas - seja muita?!»


Eu não sei. Mas hei-de lembrar-me de qualquer coisa (embora aceite sugestões).

Reunião

Acabo de ter a minha primeira reunião de condomínio. Sinto-me grande por poder participar. Sinto-me aborrecida por passar a ser a administradora.
Ah, e gosto à brava da minha vizinha nova! Jovem, toda práfrentex e com amigos sempre a entrar =P
Já faziam falta mais dois ou três destes... vizinhos!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Contas de somar

Vinte e seis anos. Cheios de amor.
E a contar.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Black Taxis

Gostei dos vencedores do Festival Termómetro e conto ir vê-los num desses festivais. Quando for Verão. Ah, o Verão... Check it out:

Alguém lhe dê uns bagaços, por favor!

Deviam fazer um teste às mulheres antes de as deixarem entrar num estádio de futebol. Um teste... de voz! Pois, claro!
Ontem fui à bola (que expessão tão lindinha, sempre quis dizer isto) e senti-me como aqueles pobres coitados dos seguranças: o verdadeiro espectáculo estava nas minhas costas!
Uma rapariga, dos seus 20 anos, como boa benfiquista, gorda, barriguda e com pêlos em sítios indesejados, desviou todas as atenções para os seus berros. Meus senhores, passar 90 minutos a ouvir:

- «Vaíííí, Vaíííí!!!!!»

num tom esganiçado (muito!!!) é absolutamente doloroso. (E reparem que eu pus acentos nos ís, tentem ler a coisa como deve ser e mesmo assim não conseguem estar nem perto da tortura que foi!). Mas ela tinha outras pérolas na carteira. Não muitas, porque o «Vaíííí» foi dito mais de 5679 vezes, mesmo quando a bola estava parada. Suspeito até que disse um ou outro no intervalo.

- «Coitadíííínho, coitadíííínho», sempre alguém caía - do Guimarães ou do Benfica.

- «Ai Meu Deus!!!» - sempre que o Guimarães contra-atacava.

- «Vermelho! Vermelho!» - pedia, mesmo que fosse Carlos Martins a ser expulso (estaria confusa?)

E muitas, muitas outras coisas engraçadíssimas, que fizeram toda a minha bancada rir à gargalhada e esquecer que foram ao futebol e não ao circo.
Existem filmagens, e acreditem que não fomos os únicos a fotografá-la, que aqui serão colocadas assim que «o meu técnico» mas tirar da máquina! =P
52 mil 616 espectadores. Sugiro ao Benfica que arrendonde as contas para a próxima: 52 mil 615 teria sido um número bem mais certeiro.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Deus vos perdoe

Isto sim, é chocante. É ignorância.
Há mais pessoas a não gostar/não conhecer a poesia de Fernando Pessoa do que a gostar muito?!

Publicamente, admito:

Este é daqueles senhores que me custa um pouco contar ao mundo que gosto e que tenho todos os seus álbuns bem guardadinhos.
Não sei porquê. Porque ele é mesmo bom. E giro. E sacana. Tudo a ver comigo, portanto! =)


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

As vidas que a volta dá

Naquele dia falámos. Referiste-te a ela como «namorada». Era a tua «namorada». Para lá, para cá. Estavam juntos, viviam juntos, parecias genuinamente feliz.
No dia seguinte falámos. Referiste-te a ela como «ex-namorada». Era a tua «ex-namorada». Não foi para lá, nem para cá. Foi uma vez. Não estavam juntos, já não viviam juntos, parecias genuinamente infeliz.
- Sem volta a dar? - quis saber.
- Não... volta a dar, só eu e tu. Levas-me um bocadinho?
Arrumei-te o braço no meu. Seguimos, sem caminho.
Naquele dia não falámos mais.
Repara. Tenho de te pedir desculpa. Eu não tenho palavras para estas voltas da vida. A tristeza ensombrava-te o espírito. E eu estava solidária com a tua dor.
Era-me vagamente familiar.

Os pais são os maiores! Sexshop parte 2.

Quando o Um chega ao pé de mim e diz «Preciso urgentemente falar com o meu pai», eu sei que ele quer fazer alguma pergunta que acha que eu não sei responder.
Eu adoro os pais. Adoro a relação homem-criança e a forma como eles tratam os filhos: como um semelhante e não um bebé. Eles são os maiores para as respostas difíceis. E devo confessar que que o Um tem o melhor pai do Mundo. Não só por isto, mas também por isto:


Um - Pai, o que é uma sexshop?
Pai - É uma loja que vende cuecas.


Já o estou a imaginar, aí com os seus 14 anitos, a entrar por uma sexshop adentro e a pensar.
«O meu pai bem me disse que vendiam cuecas, mas o que não me disse é que também vendiam pilas. E às cores!»

Obrigada pai. Por não deixares o menino sem resposta.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cada vez mais solidária com o pudor americano

Cartaz altamente explícito na beira da estrada. (Em nada semelhante à imagem aqui colocada)
Um - Mãe, o que é uma sexshop?
Faço-me de mouca.
Um - Mãaaaae, o que é uma sexshop?
Meio - É uma loja, filho. É uma loja.

Sexualidade, um. Meio, zero.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Passa a outro e não ao mesmo



Tenho alguns problemas com a forma como se «cagam» músicas hoje em dia. É como a solidariedade massificada mas pontual.
Sim, não aguento mais apelos para ajudarem as vítimas do Haiti e dá-me nojo que tanta gente queira adoptar aqueles meninos e trazê-los para um mundo completamente desconhecido apenas para satisfazer as suas necessidades (pouco) altruístas. Como se terem ficado sem ninguém que conheçam não fosse uma provação suficiente. E garanto que, de altruísmo e solidariedade, até me posso orgulhar de perceber um pouco. Está-me no sangue - não fosse eu orgulhosamente aquariana - mas sobretudo na educação. Cresci a ouvir histórias de familiares que davam banho a mendigos, não esquecerei o dia em que a minha avó me disse: «água e comida não se recusam a ninguém!» e orgulho-me daquela ceia natalícia que a minha mãe patrocinou a uma aluna, para que o seu Natal fosse menos triste, ainda que isso representasse (verdadeiramente) um sacrifício ao orçamento familiar.
Mas pronto. Se se compõe músicas express, que sejam boas e por uma boa causa, embora lamente - e não é o caso, ou não fosse Bono a Madre Teresa de Calcutá da música - que só se lembrem de ajudar quando as coisas más acontecem.
Ajudar antes das tragédias evita grandes catástrofes. Registem isto.

Ajudem todos os dias. Mesmo quando não podem.