Na realidade, nem como assim tantos. Mas na pressão de arranjar um nome (sim, não houve tempo para pensar que ia ter um blogue) foi este que me surgiu. Estúpido? 'Tou nem aí!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Sugestão cultural #8: Traços no Tempo
Todos os que conhecem Emílio Lima sabem como ele é especial. Adoro os que lutam, com poesia, pelo povo do seu país.
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Ainda
Entre corpos, deixei-me retocar. Como se fosses a maquilhagem que preciso para esconder a imperfeição que é não te amar.
domingo, 16 de maio de 2010
Morder-te o coração
Há muito que acompanho Patrícia Reis por aqui. Assumo a inveja - da boa, se a houver - que eu tenho de não ter nascido assim: com a capacidade de fazer um mundo só com letras. Por isso, e pela primeira vez, vou-me deliciar com um livro seu, aquele que antevejo como a compra do ano. Quatro euros e noventa cêntimos. Ou, possivelmente, no meu maior desrespeito pelo dom de alguém que, assim às cegas, arrisco-me a dizer que merecia mais dinheiro pela sua obra.
Logo vos direi.
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Tolerância, precisa-se!
A Sétima Porta traz frescura a um tema que, pelo número de vítimas que fez, se resume a preto e branco. Talvez por também eu fazer parte de uma minoria étnica, aliado ao facto de ter acontecido tão recentemente, o período em que Hitler esteve no poder interessa-me. Não tanto as suas políticas - que me reduziriam a cinzas num instante - mas a falta de reacção das pessoas que não se revoltaram contra o pogrom alemão. Antes apoiaram-no com o silêncio ou a denúncia. Pior, com o apoio a um dos piores dirigentes de que há registo.
Richard Zimler fez-me agora perceber que a magnitude das acções do Nationalsozialismus foi temperada, marinada e demorou algum tempo a apurar. E, incoerentemente por isso, foi tão inesperada. Sophie, uma jovem cristã feliz junto de judeus e aberrações aos olhos dos Nazis, narrou-me um Tempo em que houve tempo para o bom humor, fortalecer amizades, amar e desejar que a Alemanha de Hilter não viesse a ser tão selectiva e disparatada como, por fim, se veio a saber que foi.
Pelo caminho, as inevitáveis perdas: dos que importam e dos que importam, mas não deviam importar. No fim, um sorriso por ter tido a coragem, logo depois da vergonha, e de ter conseguido um autógrafo num dos livros que vou sempre recordar.
O tempo em que se persegue judeus e outras minorias religiosas e étnicas não acabou. E nós, aqui continuamos, como se não tivessemos nada a ver com isso. Receio bem que um dia também façamos parte da história.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Desde cedo, escrever foi a forma que encontrei de dar sentido ao que não entendo. É certo que também escrevo sobre o que acredito, sei, vejo ou sinto, portanto, entendo, mas tenho pouca urgência nisso. Quando estou atordoada, pego na caneta e ponho as palavras como bem entender, como me parecerem melhor arrumadas. Expurgo algum caos em mim.
Hoje arrumo as ideias: escrevo sobre pessoas. Não entendo muitas.
Gosto de amar, gosto de gostar. E não suporto quando essas mesmas pessoas me gritam:
- Vês? Não valia a pena...
Gostares. Amares.
Por definição, desiluidir está longe de ser uma mera perda de ilusão. Calha-me bem. Porque me recuso a achar que a minha percepção sobre um conjunto de acções
rir, falar, gesticular, numa outra escala, expôr ideias, definir valores
é uma mera ilusão. É concreto e, sobretudo, é a minha verdade.
Custa-me deixar de amar, deixar de gostar. Porque me deixa a remoer sobre onde falhou o meu discernimento sobre esse conjunto de acções
ele ria, falava, gesticulava, numa outra escala, expunha as suas ideias, definia os seus valores
e eu gostava
e conduz-me à inevitável verdade de que o seu falhanço, é o meu falhanço. No limbo, o discernimento, a percepção.
Mesmo assim, não consigo não gostar de uma pessoa de um dia para o outro, ainda que seja o que se espera, o que convém. Porque me vem à memória o itálico. E depois fico assim... a lamentar profundamente a complexidade de carácter.
Hoje arrumo as ideias: escrevo sobre pessoas. Não entendo muitas.
Gosto de amar, gosto de gostar. E não suporto quando essas mesmas pessoas me gritam:
- Vês? Não valia a pena...
Gostares. Amares.
Por definição, desiluidir está longe de ser uma mera perda de ilusão. Calha-me bem. Porque me recuso a achar que a minha percepção sobre um conjunto de acções
rir, falar, gesticular, numa outra escala, expôr ideias, definir valores
é uma mera ilusão. É concreto e, sobretudo, é a minha verdade.
Custa-me deixar de amar, deixar de gostar. Porque me deixa a remoer sobre onde falhou o meu discernimento sobre esse conjunto de acções
ele ria, falava, gesticulava, numa outra escala, expunha as suas ideias, definia os seus valores
e eu gostava
e conduz-me à inevitável verdade de que o seu falhanço, é o meu falhanço. No limbo, o discernimento, a percepção.
Mesmo assim, não consigo não gostar de uma pessoa de um dia para o outro, ainda que seja o que se espera, o que convém. Porque me vem à memória o itálico. E depois fico assim... a lamentar profundamente a complexidade de carácter.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
It don't breakeven... nor easy.
Quando achas que já viste tudo, que a natureza das pessoas é uma linguagem que já dominas, aparece o teu primo na capa de um jornal a dizer que não, nada disso.
E não sei que raio de reacção é esta, mas sempre que me relembro da facilidade com que uma pessoa magoa outra, só me apetece vomitar.
Nota - a música, é porque sim.
O que mais odeio na publicidade?
A capacidade de me impedir de ter coisas que simplesmente adoro, só porque sei que toda a gente vai ter uns. E ainda ter de pensar nisso a cada esquina.
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Facebook ou o Deus dos tempos modernos
Um dia ele disse-me que eu era a Anita é Mãe Solteira. E eu desconfiei que o Facebook sabia tudo. Há tempos sugeriu-me que fosse amiga da namorada do ex. Tive a certeza que sabia tudo e que tem um humor lamentável. Hoje espeta-me a notícia que põe a minha família numa capa de jornal, por razões deploráveis. Sabe tudo e é sacana. Nunca mais vou ao facebook.
Nota - Acabo de escrever isto e eis que surge um pedido de amizade de um gajo muito, mesmo muito feio. Macabro.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Gajos vs. Gajas
Afinal há diferenças entre os sexos.
Nota - Infligi trinta mil quilómetros no meu carro e sinto-me uma má pessoa. Eu juro que te adoro como se nos tivessemos conhecido hoje.
Rapaz das bombas Galp - Tu és do Benfica? - pega na mangueira e aponta para mim.
Meio - Isso é uma ameaça?
O Rapaz das bombas Galp abana a banha, soltando um não convincente.
Meio - Ah, bom. Sou!
Rapaz das bombas Galp - Ainda bem - solta um ronco que, quer-me parecer, indica que vem aí uma piada... das boas (!) - Com um carro tão vermelho era muita chato se fosses do Sporting!
Ai. Atão não sabes que foi mesmo isso que pensei quando comprei o carro?! Oh, homem! O que eu queria era que fosse giro. Gi-ro!
Além disso, quando me levam a ver o Benfica (B., começa já a tratar de comprar os lugares para o ano!), não preciso de levar o meu carro para fazer pandam: arranjo boleia de alguém que ainda não sabe, só desconfia, mas vai ficar apeado à porta do estádio. =P
Nota - Infligi trinta mil quilómetros no meu carro e sinto-me uma má pessoa. Eu juro que te adoro como se nos tivessemos conhecido hoje.
Margem Sul Power, yô, yô, 'tasse bem!
Txékiraute!
A todos os meus amiguinhos da Margem Sul! Ai, ai, o que me vão ouvir este Sábado, nessa bela terra chamada... Cova da Piedade!
A todos os meus amiguinhos da Margem Sul! Ai, ai, o que me vão ouvir este Sábado, nessa bela terra chamada... Cova da Piedade!
terça-feira, 11 de maio de 2010
T2 para um e meio: o Papa
Aviso - Post com conteúdos susceptíveis de afectar pessoas sensíveis à religião.
Eu e o pai do Um decidimos não lhe dar uma educação religiosa, muito menos católica. Não o queremos influenciar em nenhum dos sentidos, mas não somos capazes de resistir a fazer uma piadinha ou outra sobre religião. No outro dia, esta funcionou:
Meio - Olha, portas-te mal, baptizo-te! E vais usar um vestidinho destes branquinho o dia todo. - aponto para a montra de uma loja de roupas de baptizado.
Resultado: a birra passou quase de imediato. Meio: Um, Um: Zero.
À mesa do jantar, sigo a estratégia:
À mesa do jantar, sigo a estratégia:
Meio - Portas-te mal, levo-te a ver o Papa! - e pensava eu que ficava sem resposta? Pensava.
Um - Iha, é é! - um som exclusivo dele, que faz sempre que antevê que vai ganhar a discussão - Não sabes que o Papa come criancinhas?
E o pai jura-me a pés juntos, enquanto rimos desalmadamente ao telefone, que esta, não foi ele que lhe ensinou!
Nota - Obrigada pelos pedidos carinhosos do regresso de T2 para um e meio.
Caricatura daqui.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
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