quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Knock Out!

Comprei um saco de boxe. E partilhei com o moçoilo as minhas dificuldades.
Gancho à esquerda? Naaaa. Uppercut's? Qual quê! 
Ela, com o seu ar mais feminino de aspirante a boxeur - Está a imaginar-me a pendurar isto no tecto?
Zás, aí vai ela de golpe directo.
O rapaz, gentilmente, prontificou-se a vir furar o meu tecto. Mas só depois de eu garantir que não tenho ninguém, mesmo ninguém (mesmo nenhum homem) para mo vir pendurar. A defesa como arma de ataque.
Ah, pois é. Chama-se a isto o jogo do engate.

*É óbvio que vou optar pelo suporte, mas se ele quiser pode vir montá-lo...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sugestão cultural #não-sei-porque-estou-a-postar-do-mail: GNR

Se encontrarem perdida numa gaveta lá de casa uma cassete de Bee Gees, não se ponham a rir sem ouvirem a justificação. Tudo o que a minha irmã queria de prenda era ouvir o senhor Axel Rose ao som de Slash. Só que não havia. E a minha vizinha deu lhe a de Bee Gees.
Afinal, o nome era parecido...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

T2 para um e meio: Maternidade a tempo inteiro

Cada vez retiro mais prazer de dias assim: eu, ele e uma data de mimos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Tempo frio afasta o tempo que nos afastou...



... mas só mais uma vez. Só mais uma vez.

(Nota - fazia muita coisa gira com este senhor. Oh, se fazia.)

domingo, 3 de outubro de 2010

Diário de uma inibição de condução#3: O pendura

Fui levar um amigo a casa. E apercebi-me que, para o pendura, conduzir sem carta de condução significa mesmo... conduzir sem (ter tirado a) carta de condução:
- Cuidado com a velocidade. Olha o radar. Olha a polícia. Olha a polícia. Olha a polícia. Porra, mas isto hoje é só polícia?
É caso para dizer: levas tu ou levo eu?

sábado, 2 de outubro de 2010

Comer, orar, amar

Eu queria guardar este facto só para mim. Mas se Javier Bardem deu a cara, foi realizado por Ryan Murphy e produzido por Brad Pitt cresce-me confiança no peito para admiti-lo: fui ver Comer Orar Amar.  
A história aborda tão somente a gasta metáfora da viagem como descoberta pessoal. Aquela que muitos sonham fazer mas que poucos encetam. Tem romantismo, mas escusem-se à presença de parceiros. Assim de repente, é a única forma que vejo de evitarem a náusea de sair de mão dada com alguém, quando o que realmente apetece é desatar a pôr os tarecos à venda e partir para a vossa Burges. Seja ela uma metáfora ou não.
Eu não sou muito aventureira. A história de uma mochila às costas e o mundo pela frente não me agrada... embora a ideia de fazê-lo com uma mala de viagem (daquelas de rodinhas) e boas camas à minha espera  me ponha em pulgas para partir agora mesmo.
Sei-o hoje que são muitos os sonhos que não sobrevivem à adolescência. São mais ainda os valores que por ali morrem. Mas se há uma coisa que não me tem largado desde então é a ideia de que, no dia em que formos capazes de andar pelo mundo só com a nossa bagagem, sem carregar absolutamente nada de ninguém, é o dia em que nos encontramos. Seja isto uma metáfora ou não.
Não tive inveja de Elizabeth Gilbert porque a minha viagem também já começou. Há um ano. Não fui longe. Não conheço a Índia nem Bali. Nunca me deliciei durante quatro meses com iguarias italianas. O mais longe que fui deixaria qualquer aventureiro a rebolar no chão a rir. Mas a verdade é que me tenho descoberto como se palmilhasse quilómetros com estes pézinhos. Três voltas ao Mundo em pouco mais de quatrocentos dias...
E conheci as mesmas pessoas fantásticas, que deixo, sem ressentimentos, sem culpas, quando se torna imperativo partir para outro lugar. A viagem tem de continuar e os que merecem a pena, colam-se em nós; aprendi que amar não tem de ser um acto correspondido. Nem contínuo. E que se pode simplesmente admitir o amor em voz alta, sem vergonhas; descobri que o amor nem sempre paga a renda. Mas, lamentavelmente, só nós o podemos despejar; assumi que a saudade nasce na ausência, alimenta-se dela e é nela que morre; e aprendi que ser como sou dá-me mais vida do que parecer o que sou. Não sou forte. Não sou aventureira. Não sou capaz de fazer tudo sozinha. Magoo-me facilmente. Perdoo com dificuldade. Não amo Deus, mesmo que ele afinal exista e me ame de volta. Aprendi a dizer, com sentido: não faz mal. Porque, de facto, nada disto faz mal. No fim, só eu poderei fazer o balanço de uma vida. E vou ser tendenciosa. Não faz mal. Nada disso faz mal. Eu já me decidi. Vou declarar que foi uma vida fantástica.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

E já só falta quinta, sexta e sábado.

Porque é que sinto que sou a única pessoa a entrar em casa mais de doze horas depois de sair? Logo eu, que sou das poucas pessoas que admite que isto de trabalhar não é para mim...

(E acendo a televisão pela primeira vez na semana e o que vejo é que o IVA vai aumentar para 23%. Mais vale viver na ignorância. Já estou como os velhotes que não me largam da mão: «Onde é que esta merda vai parar?»)

Coisas minhas.

Adoro tomar banho, vestir (só) o meu robe FontanaPark Hotel e comer sopa no sofá. Sinto-me independente, sexy, chique e lembra-me quando o meu trabalho era pago em géneros. (Hey, nada de ideias erradas sobre o tipo de trabalho!)

E as viagens. As viagens...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Diário de uma inibição de condução#2: venham mais cinco...

... o catano! Já só faltam três. Três semanas sem operações stop, sem acidentes e sem conduções nocturnas. Confesso que no primeiro dia parecia que além de me terem tirado a carta, me tinham tirado o «saber conduzir». Hoje, oito dias depois, continuo assustada quando vejo um polícia. Mesmo que estejamos na fila do supermercado. Mas temo que daqui nada já nem me lembre que sou uma pessoa inibida. De conduzir, está claro.

Jasuuuuuuuuuus!



(Avancem para o minuto número três e entendam porque é que eu queria tanto ver um concerto deste senhor... na primeira fila, pois.)

E portanto, um dia feliz. Até que enfim...

Diverte-me acreditar no destino: uma cirurgia inesperada, uma falta ao trabalho e, esse destino que eu quero crer, esmera-se por surpreender. Coloca-nos frente a frente. Gritos reprimidos, um abraço e muitos sorrisos que se prolongaram toda a tarde: sempre que me lembrava de ti, de nós, ali, da audácia da vida.
Dizem que não tenho muitos amigos. Eu sei. Mea culpa? Sem dúvida. Tenho um coração grande, maior do que o mundo... mas eu só amo gente maior que isso. Grandiosa. E isso ocupa um espaço imenso. Mais do que matéria. Só por isso a nossa amizade durou tantos dias sem um abraço, mas nem um sem o teu consolo. Mesmo assim, foi bom sentir-te. Que o próximo abraço não tarde tanto.

Posto isto, apetece-me choramingar. De felicidade. Um beijo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Ceci n'est pas un revê

Sonhei que morrias e chorei muito. Acordei em lágrimas. Temo que sejas eterno em mim. E que morras sem o saber. 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Estou nas suas mãos.

Ando com umas dores de costas tão grandes, mas tão insuportáveis, que no sábado conheci um massagista e pedi-o em casamento.
Encontro marcado.

Diário de uma inibição de condução#1: E lá fui eu.

Coração apertado, voz a tremer, com vontade de fumar três ou quatro charutos. E nunca, mas nunca me senti tão Rock n' Roll. Ok, talvez quando fui escoltada por dois polícias à esquadra a coisa tenha tido mais adrenalina, mas entregar a carta e entrar no carro a seguir - sim, no lugar do condutor - também tem o seu quê de bad girl.
Despeço-me dela com um beijinho. Sussurro-lhe que nunca mais nos vamos separar. Entrego a carta.
Até dia 21 de Outubro.