quarta-feira, 10 de novembro de 2010

T2 para um e meio: E assim se começa

O Um pôs a avó a fazer um bolo para vender no São Martinho. Diz que o dinheiro é para uma viagem de finalistas.
Uma viagem de finalistas.
O Um tem 9 anos.
Eu não sei, não. Aguenta, coração.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mais um momento feliz

E como hoje foi o dia da amizade, só podia terminar com um jantar com um amigo. Porcarias, como ela gosta. 
Agora vem cá ler isto e sorri. Eu sei que gostas quando falo de ti.

Mi sentirei così come mi sento. Innamorata.

Fê-la rodopiar nos seus braços e disse-lhe, mudo de palavras:
- Estás linda.
Ela sorriu, levantou o pé em jeito de elegância e devolveu-lhe:
- Um dia vou-te amar.
Já em si cega de amor.

Eu juro que sempre que vou ter contigo, vou a encolher os ombros. A convencer-me que tanto me dá. E depois vejo-te. E fico sem saber mais nada.

(Eu já não odeio as terças-feiras)

Obrigada. Obrigada. Muito, muito obrigada.

Tu não estavas lá para ver a reacção. Mas eu conto-te: eu sorri. Eu sorri muito. Eu pulei. Eu fiquei derretida. Eu fiquei de lágrimas nos olhos. Eu fiquei incrédula. Eu voltei a sorrir. Eu sorri muito. E fiquei com o sorriso a tarde toda, a noite toda e muito, muito tempo. O resto da vida. Cada vez que me lembrar da surpresa que me fizeste. Cada vez que pensar em ti. Cada vez que me apetecer falar contigo.
Foi dos gestos mais bonitos que já me fizeram. Adorei a espontaneidade. Adorei não ser nenhum dia especial e tu fazeres dele um dia especial. Adorei que me perguntassem se fazia anos. Que me dessem os parabéns. Adorei ter de dizer que não, que não faço anos. Simplesmente tenho uma amiga sem igual.

Mas que dia...

... maravilhoso.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E posso queixar-me só mais uma vez?

Estou farta de trabalhar para alguém enriquecer. Tenho dito.

Venha de lá essa terça

Algumas segundas-feiras só podem acabar com um diazepam em cima. Culpa da garrafa do Porto, que se acabou.

domingo, 7 de novembro de 2010

'Tás a ler?

Admito. Fui atrás dele por ter sido premiado com o Nobel da Literatura. E ainda bem. Porque me deixou a sonhar - literalmente - com Ricardito. E a pensar que me identifico tanto com o menino bom e a menina má.
Posto isto, já tenho comigo A Tia Julia e o Escrevedor (aliás, o primeiro romance que me chamou à atenção há uns tempos atrás) e sei, já assim de antemão, que me vou deliciar nos próximos tempos. E como eu gosto disso.

sábado, 6 de novembro de 2010

T2 para um e meio: o rei do eufemismo

Eufemismo
nome masculino
figura de estilo que consiste em suavizar uma ideia desagrável por meio de uma expressão mais agradável

Um: Mãe, andam a comer o mesmo fio de esparguete?
Meio: Quê?!
Um: Sim.. tu sabes! São namorados?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Recuperando,

Numa praia perto de si.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pousou as mãos nas costas arqueadas mas não a deixou descansar. E ela guardou cada impulso que lhe chegou ao coração enquanto a mão dele descia. Devagar.

Um dia a vida partiu-me o coração...

... e eu acabei a chamar o reboque.

É do conhecimento público que eu ando a passar de mansinho pelos homens desde que me vi estupidificada com o fim de uma relação. E entendo que estejam a pensar o que raio tem isso a ver com o facto de eu ter furado hoje um pneu, mas eu explico.
Tenho de confessar: há momentos em que bate a saudade de ter um namorado. Aquele em que sais do carro e vês que o pneu está em baixo. Olhas à tua volta, dás voltas à cabeça, sobre ti mesma, sobre o carro e percebes que não sairás dali pelas tuas próprias mãos, que as manicures são um investimento para durar e que o macaco é, afinal, um mico leãozinho cujas capacidades de erguer um carro são altamente duvidosas.
Hoje aprendi que as relações fortuitas não mudam pneus e nem sequer valem para te dar apoio moral enquanto esperas pelo reboque. Por isso, senti saudades de ter um namorado para me vir ajudar. Ora, para erradicar da mente tais ideias absurdas, pus-me em contacto com o meu terreno seguro: a mãe, que faz o efeito calmante, o pai do Um, que faz o efeito minimizante e a amiga, que faz o efeito muro das lamentações. E mais nada. Porque a seguradora, essa instituição que automaticamente inclui na apólice a hipótese de chamar o reboque para mudar pneus ao sexo feminino, faz o resto.
E, no fim, cento e setenta e seis euros e vinte e dois cêntimos e dois pneus novos depois, descobres que sozinha também és capaz de procurar um mecânico, que há alguns muito giros e que, estando mais esta prova ultrapassada, já podes passar mais uma temporada sem chamar namorado aos moçoilos que aparecem por aí.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mas claro que a saga continua...

Eu disse que estava paga a dívida, mas não é bem assim. A PSP não me deixa respirar e já me enviou mais cartas do que a EDP me enviou facturas da luz. Mais uma multa para pagar. Bom, pelo menos foi em Torres Vedras. Tudo é muito mais bonito em Torres Vedras.

Diário de uma inibição de condução# 4: O fim


Não sei exactamente em que momento da minha vida me tornei na moça que faz danças da vitória em pleno Governo Civil, mas garanto que fechar este capítulo foi dos momentos mais fantásticos da minha vida.
A dívida à sociedade está paga. Obrigada, até nunca mais ver.

(Nota - A dança do milindro é coisa para me fazer rir durante horas.)