Estou a rebentar de energia! Talvez devesse ir correr, arrumar a casa, dançar a noite inteira... qualquer coisa que me deixe extenuada!
Na realidade, nem como assim tantos. Mas na pressão de arranjar um nome (sim, não houve tempo para pensar que ia ter um blogue) foi este que me surgiu. Estúpido? 'Tou nem aí!
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
(É segredo)
Um dia capturei os nossos sorrisos na luz, e fiquei abismada com o resultado. Estava longe de saber como combinam as nossas bocas. À distância, apetece-me dizer-to. Mas a pouca sensatez diz-me que faz sentido resistir-te. Não te conto, é segredo, como às vezes é difícil. Se te aproximas pelas costas, me afastas o cabelo e me cheiras o pescoço, é difícil. Se me pousas as mãos nos quadris, é difícil. Se me sussuras suspiros na boca, é difícil. Se, por fim, me abraças e deixas repousar em ti a mente irrequieta, fica impossível. Quero gritar «arrebenta a bolha».
- «Arrebenta a bolha!», mas o som não sai quando os meus dentes se empenham a cerrarem os meus lábios. Tivesses tu os olhos abertos e verias (ai!) como eles aspiram que a minha boca seja a tua. Trincar-te era tudo quanto bastava para que hoje não me faltasse o sono. Mas quis a história suspender-se assim. Até que o desejo nunca mais nos separe.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Há vitórias que são agridoces
... assim como um grande prato de comida chinesa.
E assim com este sabor na boca comunico que, demorou. O primeiro contrato de trabalho demorou. Achei que nunca viria. Mas veio. E é daqueles que duram, e duram, e duram. Dos sem fim, dos «até que a morte nos separe». Ou a empresa abra falência.
(ou a moça aqui abra a própria chafarica)
E assim com este sabor na boca comunico que, demorou. O primeiro contrato de trabalho demorou. Achei que nunca viria. Mas veio. E é daqueles que duram, e duram, e duram. Dos sem fim, dos «até que a morte nos separe». Ou a empresa abra falência.
(ou a moça aqui abra a própria chafarica)
terça-feira, 24 de maio de 2011
Tipo baralho de cartas
O post anterior lembrou-me «I Do» de Colbie Caillat, que me levou a recordar «I never told you» ,que, quando tocou, me levou a amolecer, o que me fez apetecer ficar na escuridão, o que me deixou com saudades, o que me fez confundir sentimentos e a misturar-lhes melancolia, o que me trouxe a vontade de te apertar com força, com muita força, o que me fez lembrar o teu cheiro, o que me deu vontade de voar. Para Miami.
Que é como quem diz, para os teus braços.
(Não te esqueças da minha prenda.)
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Improvisos
Uma esplanada na praia. Outra vez, uma esplanada na praia. Encontros não combinados. São os melhores. Aceno-te. Estás bonito, ao sol. Não te via há algum tempo. As viagens, sempre as viagens. Revejo se estou igualmente bonita. Dois beijos e o teu cheiro. Convidas-me para te acompanhar no almoço: borrego assado com batatas. Julguei que ninguém comia borrego assado com batatas na praia. Gosto da tua inconvencionalidade. Estão fritas e ficam no prato.
- Estou de dieta. - justificas.
Sempre te intimidei, eu sei. Sabes que estás longe de precisar de dietas. Já da outra vez, só comeste fruta ao pequeno-almoço. Naquele dia em que acordámos juntos, lembraste? Já foi há algum tempo. As viagens, sempre as viagens. No fim, o empregado repara no prato cheio de rodelas amarelas, outrora brilhantes, agora engelhadas, murchas. Lamenta-se:
- Não queria arroz porque vinham batatas e afinal, nem as batatas...
Sorris, tímido. Olhas-me de lado. Como um menino apanhado. Foste apanhado.
- Estou mais gordo. - dizes-me.
Não te sorrio de volta porque o desejo obriga-me a esbater as emoções do rosto. Para não ser apanhada a repensar o teu corpo. Perfeito. Dos mais perfeitos que senti.
Olhas-me impaciente com o meu silêncio. Estás farto do jogo do gato e do rato. Não somos assim.
- Vem comigo passar o fim-de-semana a Berlim.
Sorrio. Dentes brancos descortinados pela boca desejosa de ti. Fui apanhada. Sabes bem como me apanhar de volta. Um dia, as nossas vidas cruzaram-se num acaso. A felicidade está nos acasos. Como tu e eu, hoje, aqui. E amanhã. Em Berlim.
Ó Blogger, tu lá sabes
O blogger deve ter gostado do post do Toninho e trouxe-o mais para cima. Que fazer? Deixai-o exprimir-se. Deixai-o!
Ó Toninho!
Pel'amor de Deus! Um de cada vez, Toninho, um de cada vez!
Vá, não te ponhas com ideias de me pôr à prova, sabes muito bem que não sou boa nisso! Juízo!
Vá, não te ponhas com ideias de me pôr à prova, sabes muito bem que não sou boa nisso! Juízo!
Trabalhos
Passo o dia a queixar-me do excesso de trabalho. Às oito e meia já atravessei a cidade de Lisboa e percorri 35 Km. Hoje são poucos. Passam por mim 25 pessoas. Todas diferentes. Dou-lhes dez minutos do meu tempo. Falam-me de muitas coisas. São 250 minutos sem parar. Não como. Não bebo água. Não vou à casa-de-banho. Saio a tremer. Como uma sopa. Sigo para os próximos 24 Km. Vejo o mar. Apetece-me deitar no areal, desligar o telemóvel e fingir que fugi. Para sempre. Trabalho toda a tarde. Sonho com a folga de segunda-feira. Toca o telemóvel. Atendo o telemóvel. Fico sem folga na segunda-feira. Continuo a queixar-me do excesso de trabalho. Toca o telemóvel. Atendo o telemóvel. É da revista com a qual vou colaborando:
Preciso de ti com urgência. Um trabalho para ontem. Uma capa. Exige trabalho.
E esqueço o excesso de trabalho. Sorrio. Digo que sim. Desligo o telemóvel. Sorrio. Sorrio. E volto a sorrir. Sorrio só mais uma vez. E relembro-me:
Quando se corre por gosto, não se cansa.
Podia ser um rodapé, uma simples caixa. Até um obituário - já fiz uns quantos e descobri que tenho prazer até na morbidez. Quando se corre por paixão, cansa-se ainda menos. Ganha-se energia.
Faço 60 Km. Penso.
Maldito país que não me deixa viver de histórias.
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Recordações
«Na plenitude das suas relações, Florentino Ariza tinha-se perguntado qual dos dois estados seria o amor, o da cama turbulenta ou das tardes tranquilas dos domingos e Sara Noriega sossegou-o com o argumento simples de que tudo o que fizessem nus era amor»
Gabriel Garcia Marquez, O Amor nos Tempos de Cólera
Recordo esta frase e reformulo a minha ideia: há livros que merecem a pena ser relidos. Talvez o vá buscar, assim que acabar o Ilha Teresa.
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terça-feira, 17 de maio de 2011
T2 para um e meio: ouçamos o futuro primeiro-ministro
Debate entre Francisco Louçã e Pedro Passos Coelho em segundo plano.
Um - Este país está mesmo mal...
Meio - Ah, havemos de melhorar.
Um - E é que somos burros...
Meio - Sim, sem dúvida que fizemos más escolhas.
Um - Eu - solenidade na voz - proponho que todos os estrangeiros que aqui entrarem paguem mais caro por tudo o que comprarem.
Coloca novamente a voz de menino de nove anos que quer é safar-se de grandes trabalhos, dê lá por onde der (E, Deus!, como este miúdo é preguiçoso)
Um - ... eles que nos sustentem!
Continuo a apostar numa carreira política para este miúdo. Assenta-lhe bem. Oiçam a criança, senhores: Qual tax free, qual carapuça! Eles que paguem, para nós ficarmos na caminha. Voto em ti, filho. Voto em ti!
Um - Este país está mesmo mal...
Meio - Ah, havemos de melhorar.
Um - E é que somos burros...
Meio - Sim, sem dúvida que fizemos más escolhas.
Um - Eu - solenidade na voz - proponho que todos os estrangeiros que aqui entrarem paguem mais caro por tudo o que comprarem.
Coloca novamente a voz de menino de nove anos que quer é safar-se de grandes trabalhos, dê lá por onde der (E, Deus!, como este miúdo é preguiçoso)
Um - ... eles que nos sustentem!
Continuo a apostar numa carreira política para este miúdo. Assenta-lhe bem. Oiçam a criança, senhores: Qual tax free, qual carapuça! Eles que paguem, para nós ficarmos na caminha. Voto em ti, filho. Voto em ti!
E, no fim, tens sorte se o amor te acontecer uma vez na vida
Às vezes dou por mim com esta presunção de achar que todo o mundo tem inveja de mim. Se exagero, talvez, sim. Mas se isto não é verdade, então pelo menos meio mundo me inveja. Não é que eu tenha uma vida invejável, de todo. Mas sei que irradio a paz que sinto com as opções que tenho tomado e, sobretudo, com as que não tenho tomado.
Esta ideia vem-me, volta não volta, à cabeça. E se hoje escrevo sobre isto, é porque foi exactamente hoje me fartei da conversa recorrente sobre o facto de eu não querer assumir nenhuma relação: Ah, e tal, ninguém gosta de estar sozinho; Ah, mas não te sabia bem teres alguém para te ajudar?
Vejamos: não quero. Está provado, comprovado, fiz testes in vitro, in vivo, in lo(u)co e in sabe-se-lá-mais-o-quê e já alguns sofreram à conta deste meu enjeite a relações forçadas. E a inveja com a qual me introduzi neste texto, vejo-a exactamente dos olhos de quem, como eu, preferiria estar sozinho, mas não o sabe fazer e que, por isso, se acomoda, se enoja e se revolta, em silêncio, numa relação assim-assim, ora a dar para o frio, ora a dar para o morno. É que terem conversas destas comigo e passarem a vida a queixar-se dos namorados, é preciso terem lata, não?
Sabe O Senhor (esse, o omnipresente e omnipotente) que já amei, já. E que essa história é a minha bitola. O meu molde, que um dia caiu ao chão. A obra que não consigo, só de memória, recriar. A dança que se esquece os passos. A cassete com a fita partida. O filme que não recordo o nome, só o quanto me apaixonou. Epá, mas quando eu digo, neste meu jeito de quem nunca fala muito sério, Eu não me apetece que o Tal me apareça tão cedo, acreditem, é sério! Gosto tanto de fingir que estou à procura dele... de tal forma que me ponho a pensar que, no final de tudo isto, a ideia do gajo não existir e de eu poder ser uma velha gaiteira até ao final da minha vida não me desagrada nada. Mesmo, meeeesmo nada.
E no entanto, alguém muito sábio avisou-me: «Ó more, um dia dás por ti, e o tempo já passou.» Irra!
E no entanto, alguém muito sábio avisou-me: «Ó more, um dia dás por ti, e o tempo já passou.» Irra!
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