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domingo, 28 de fevereiro de 2010

T2 para um e meio: conversas em família


Tenho partilhado aqui a curiosidade do Um relativamente à homossexualidade. Esta coisa do casamento passar a ser permitido deu-lhe a volta à cabeça. No bom sentido. É que pelo menos temos tido a oportunidade de debater o tema até à exaustão. E, a longo prazo, estou convencida que acontecerá uma de duas coisas graças às nossas conversas:

- Ou será um heterossexual muito tolerante.
- Ou um homossexual assumido.

À volta da mesa:

Um - Eu já pesquisei «homossexual» no computador.
Faço silêncio. Começo uma reza para que não se tenha lembrado de ir às imagens ou, caso tenha ido, para que tal preversidade não tenha ficado gravada na sua mentezinha ainda pura. Ou assim imagino.
Pai do Um - Ai sim, e então?
Em jeito de declaração:
Um - Não sou homossexual.
Meio - Bom saber... bom saber. - Shame on me. Devia ter contido um pouco o preconceito. Sempre disse que não me importaria nada se ele for homossexual. No entanto, reclamo o direito de chorar baba e ranho um diazinho inteiro, às escondidas. Depois disso, estou pronta e à disposição para conhecer um «genro» com o maior dos sorrisos e hospitalidade.
E é então que o pai se sai com a advertência:
Pai do Um - Olha filho, podes até não ser homossexual, mas tu vê lá se tens cuidadinho com a tua heterossexualidade que eu não quero ser avô tão cedo.

Tive de largar uma gargalhada. É o que se espera de um pai século XXI. «Podes até nem ser homossexual»? Como se, vá lá, fossemos dar um desconto por ele não o ser? E «vê lá se tens cuidadinho com a tua heterossexualidade»?, pois claro. Oito anos é a idade perfeita para se começar a falar de planeamento familiar. Ou não fosse o Um um pequenino acidente de percurso na adolescência.  

Já vos disse que adoro as conversas deles?

Nota - E já agora, se for gay, ao menos que seja tipo estes da foto. É que se for para acabarmos com a raça humana, ao menos que acabemos em grande.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Não.


Meio - Gosto da Patty. - e sim, refiro-me àquela personagem argentina que, à falta de outro mérito maior, punha o meu telemóvel a receber mensagens ao sábado de manhã.
Um - Gostas? Então és homossexual.

Eu não entendo a obsessão do Um com a homossexualidade. Mas sei a resposta dele à pergunta da ILGA.
A avaliar pela naturalidade da conversa, é não.