quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pensam lá bem:

O meu primo de 40 e tal anos aparece no meu trabalho. Sorrisos, dois beijinhos, saímos para um café. Volto.
Colegas com sorriso cínico e quiçá incomodados por um café fora-de-horas - É teu namorado?
Penso: É isso. E dou dois beijinhos ao meu namorado e trato-o por primo. É um nome tãooo carinhoso.
Primo volta com dois sacos enormes de roupa para me dar.
Eu - É. É meu namorado e acabámos de nos chatear. Esta noite, durmo aqui.

Mas porque é que não me levam a sério?

Triiim, triiim.
Ela - Sim?
Eu - Epá, estou apaixonada.
Ela - Então conta lá, quem é que é o gajo hoje?

Cruzes, ainda bem que eu não nasci naquelas épocas promíscuas!

T2 para um e meio: cabe sempre mais um...

O que faz uma mãe, já de si solteira, quando começa a meter-se com todos os bebés na rua?
1) Começa a deitar pílulas fora e a convidar o namorado para passar as noites em casa. Ele estranha que ela abra a porta com um termómetro na boca, mas passa à acção assim que vê a lingerie nova.
2) Vai para os bares engatar um potencial dador de esperma podre de bebedo que daí a 20 anos vai ter um adolescente a bater-lhe à porta e a dizer:
- Olá, pai.
3) Vai buscar um gato bebé.
Eu não sei que opção escolheriam. Eu, claro está, ponderei a primeira, ameaçei a segunda mas lá me convenci com a terceira.
Por isso, não. A história do novo inquilino não é o meu saldo curto que me obrigou a alojar um Erasmus na sala do T2 - se bem que a ideia não me desagrada assim tanto e, se ele fosse assim super giro, eu até deixava o moço passar as noites de Inverno na minha caminha (sim, porque isto do frio de Portugal consegue ser mais doloroso do que o frio da Suécia, ólarilas!).
Meti numa alhada? Não. É um caso de amor, que no meu coração cabem sempre umas cinco ou seis paixões. Ou não passasse eu o dia todo altamente desconcentrada, desejosa de esganar o raio do bicho com miminhos.
Este, caríssimos e caríssimas, é o novo inquilino do T2. Apresento-vos o tal:
O Sushi. Himself.

Tem dois meses. E o Um está deliciado.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nem sempre te sentes como aparentas:

Tenho as pernas depiladas. Estou com o vestido mais giro que comprei este Verão, super sexy, extra-chique. O meu cabelo está mais giro que nunca (ámen René Furterer). Tenho a tarde livre, um blush novo, fantástico.Vou buscar o novo inquilino hoje*, dar um beijinho ao Um e é a semana do pai. Desenhei planos concretos para a nossa vida. Ainda está calor.   

E que sinto? Mais nervos do que um bife de vaca velha. O epicentro do terramoto de 1755 nas pernas macias e arejadas com grandes possibilidade de ocorrência de marmoto em altitude, na zona ocular. O corpo mais cansado do que se tivesse estado em Alcatraz, condenada a 20 anos de trabalhos pesados.

Apetece-me vomitar. Eu não quero ficar sem carta. A minha chefe não está a fim de me dispensar dois dias para ir fazer o módulo.

When life sucks, I puke.

*Sobre o qual vos falarei mais tarde.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Planos

Pão de alho, tarde de maçã com gelado e sessão de cinema? Anima qualquer uma.

I'm leaving on Monday morning. Yeah, yeah.



A propósito do post anterior.

E ainda perguntam...

(2ª Circular. Nove e meia da manhã)

... porque é que eu ando a tentar mudar-me de vez para Torres Vedras?

domingo, 12 de setembro de 2010

Ténis? Wii?

Some people take competition very seriously! =)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vivendo...

... e aprendendo.
Hoje sei que te podes arrepender dos actos que fazes com a melhor das intenções. E que esse arrependimento não te mata, como o outro, mas mói. E dói. E que não se suja de vergonha, mas lava-se com lágrimas. E dói mais ainda. Porque se paga igual. Com o corpo. Com a alma. Com o troco em raiva, em ódio, em ganas de mudar o que fizeste por bem. É tão absurdo, isso, de quereres mudar o que fizeste por bem...

Vou ficar 30 dias sem poder conduzir. Eu que faço dois mil quilómetros por mês para me sustentar. Ou em troca, umas horas na Prevenção Rodoviária Portuguesa a ouvir lições de moral sobre o condução sobre o efeito do álcool. Eu que só quero passar o meu pouco tempo livre com quem me importa.  

Em última defesa, eu, que não ia a conduzir.

Alguém me corta os pulsos, por favor? É que até para isso estou sem forças. E enquanto o fazem, chamem-me otária. Muitas vezes. Mas com meiguice. Estou a precisar de mimo.

(Bem diz o Um: É crime e castigo.)

Mesmo bom. Mesmo, mesmo bom.

Ando há uns tempos para dizer isto, mas ontem vi o Eclipse e tenho de admitir que fiquei perturbada: a natureza foi tãooo generosa com este rapaz! Ai, ai.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Isto hoje vai por pontos:

1. A menina está melhor. Será que rezar deu resultado?
2. Os avós adoram facilitar e depois não aguentam quando tanto facilitismo dá para o torto. Será que rezar dá resultado?
3. Tem dias que o Um parece possuído pelo Mal. Vou ali rezar para ver se dá resultado. Ou se calhar é melhor construir um templo de vez.

Confissão: tem dias que ele me chama e eu vou, pelo caminho, ruminando um «foda-se». Ser mãe, minhas meninas e meus meninos que ainda não sabem o que é ter filhos, também é isto. Da próxima vez que chamarem a vossa, pensem nisso.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

As melhoras

A menina caiu. A menina fez uma hemorragia interna. A menina foi operada. A menina pôs-me a rezar.

Uma coisa que não fazia há muito tempo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

...and he said:

Be brave, we'll die together.

domingo, 5 de setembro de 2010

Um dia volto à Nazaré

Este fim-de-semana foi o dia.