segunda-feira, 14 de julho de 2014

Porque não me canso do que é bom...

... e porque Jose James foi, de longe, melhor do que poderia imaginar.

Faço-lhe uma vénia.

Regresso

Hoje regresso a casa porque termino uma etapa. E sinto que já posso voltar a escrever. Aqui.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Silêncio

Perdoem-me.
Continuo ativa na escrita. Desta feita, com outros propósitos.
Ainda não consigo produzir em massa.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

T2 para um e meio: Ninguém me avisou.

É como o parto. Ouves as mulheres falarem por meias palavras do quanto custa sair-te das entranhas um pedaço da tua carne, mas só sabes realmente de tudo o que implica parir quando o fazes. E entras de imediato para a sociedade secreta: even if they ask, don't really tell.
O pior é que esta espécie de silêncio perdura no tempo. Ouves rumores de que é difícil ter um adolescente, mas nunca saberás o quanto custa até o teu filho ter uma penugem por cima do lábio superior. Aquele, carnudo, que antes estava sempre molhado de baba. E te dava beijinhos como se fosse um passarinho. Ou simplesmente abria a boca e a pousava na tua cara, enchendo-te de tudo e mais alguma coisa. Baba. Com língua e tudo, saboreando-te as bochechas como se fossem uma bela papinha.
Não é que já tenha ido tudo embora. Não. Os beijinhos continuam, mas agora em segredo. As lágrimas de mimo, com a cabeça no ombro, e os braços a rodearem o pescoço, transformaram-se em resmungos e amuos na almofada. Só o «faz de conta» se mantém: «faz de conta» que sou bom aluno, «faz de conta» que ainda sou um menino, se isso me der jeito, «faz de conta» que sou eu o dono do mundo.
Se há coisas boas? Há. Há coisas maravilhosas em ter um menino com doze anos. Sobretudo, tenho um companheiro de risos. Alguém que me entende só de olhar, que me diz que me ama e me pede desculpa - os bebés nunca pedem desculpa, mesmo que te urinem em cima às cinco da manhã. Tenho uma criança que me deixa dormir e não preciso de falar dela de cinco em cinco minutos no círculo social, muito menos sobre a aparência do seu cocó.
Perguntam-me muito o porquê de não haver mais T2 para Um e meio. Acho que é porque agora o T2 é para Um e Um. Já não sou meio: não uso só latas para alimentar a família, a casa anda arrumadinha, não choro por qualquer coisa e tenho um namorado que me agarra com força se me apetece dar com os pés ao mundo e que, estou em crer - não acredito que vou dizer isto - é bem capaz de ser a metade que me faltou este tempo todo.
Por isso, só por isso, os episódios do T2 são cada vez menos frequentes. De resto, o amor por aqui, continua sempre frequente, e cada vez maior. Capaz de não caber em lado nenhum.
E se duvidas houverem do porquê de tanta lamechice, hoje encontrei umas fotos antigas do Um. Tenho saudades do meu bebé: às vezes vejo-o por aí, mas cada vez menos. E pronto: ainda bem que, pelo menos, sou do tempo das fotografias. Para mais tarde recordar.

domingo, 27 de abril de 2014

É primavera em todo o lado...

... menos em mim.
Eu bem vou avisando que qualquer dia pego nos tarecos e "Era uma vez..."

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Anda por todo o lado.

O vídeo. O amor. E são lindos.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

terça-feira, 11 de março de 2014

...been there, done that.

And absolutely love(d) it.

segunda-feira, 10 de março de 2014

quarta-feira, 5 de março de 2014

O peixe morre pela boca


Sempre disse que odiava andar com um fotógrafo. De qualquer modo, podem sempre espreitar* (sem comprar, por favor. Não queremos dar azo a novos trabalhos do género) a Happy Woman do mês de Março, página 124, e verem o trabalho do meu moço. Que é como quem diz: misericórdia, matem-me depressa!

P.S. - O rapaz jura a pés juntos que o artigo sobre «Erva da discórdia - afinal a cannabis tem benefícios» estar na mesma edição onde participou é pura coincidência.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Toda a malta sabe!

Já não me lembro se gostei do tempo em que fui jornalista, por ter sido jornalista ou por ter deixado de ser dietista.
Na verdade, não consigo pensar em nenhuma outra profissão tão socialmente aborrecida como a minha. Vais jantar com alguém:
- E o que é que eu devo escolher?
Here we go again...
- O que te apetecer...
- Queria perder uns quilinhos... já agora, é melhor o arroz ou a massa?
Vão-se foder! O melhor? O melhor é a sobremesa, caralho!

I wonder


I wonder if we get one true love
Or maybe there's a few out there or maybe not even one
I wonder if it's made up by man
I wonder if love is what we make with our own two hands.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

E é isto


“Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”

Simone de Beauvoir

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

E no fim, uns «beijinhos ranhosos» nunca fizeram mal a ninguém:

A mim custa-me chatear-me. Digamos que não gosto. Uma pessoa começa a sentir a fúria, a raiva, a tristeza, a indignação, a ofensa. Isso tudo e mais qualquer coisa que contribua para esta mistura explosiva. Sou uma pessoa de paz. Pudesse eu, e não me chateava. Nunca. Até porque quando uma pessoa se chateia, não chora apenas. Não. Chora e ranha-se. E o meu muco nasal é uma coisa que gosto de partilhar apenas comigo e quanto muito com os meus lencinhos da Renova. Eventualmente, a fronha da minha almofada. E pronto. Raramente me chateio. Mas as coisas estão diferentes. As pessoas mudam, e eu, na qualidade de pessoa, mudo também. Moral. Antigamente, quando raramente me chateava, fazia limpezas. Agora, quando ainda raramente me chateio, dispo-me. Ou seja: já fui menina de «acordar» de uma discussão com a casa num brinquinho; hoje sou mulher de terminar uma discussão com um look totalmente diferente.
Sendo eu mulher, acho fixe - diretora da Happy Woman, aproveite a dica para uma sessão fotográfica.
Fosse eu homem, também achava fixe. Estar a discutir, em pleno «diz que disse» e zás, uma gaja nua!, parecer-me-ia perfeito. Ao invés, o homem que me dá beijinhos, indignou-se. Não entendo bem porquê. Se calhar o facto de estarmos em plena rua, ali para os lados da Amadora, teve qualquer coisa a ver com o pânico que vi no seu olho arregalado.
Não, eu cá não discuto com certas roupas.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Adoro bons atendimentos

Acho as funcionárias da Intimissimi, independentemente da loja, e acreditem que já percorri muitas, espectaculares.
O cuidado em nos fazerem sentir lindas é exemplar. E conseguem sempre o que querem: fazer-me gastar mais do que o planeado. Esta, foi a prenda de anos que me ofereci:

E saí de lá a sentir-me a mulher mais fantástica do mundo.

T2 para um e meio: Coisas que eu gosto muito...

Que o Um traga amigos a casa. E de lhes fazer panquecas. E de ficar, de parte, a ouvir as conversas de adolescentes. Dá-me saudades de ser adolescente.

S. Valentim (back me up again, dear Amy!)

Estava aqui a fazer um review sobre os posts que fiz do dia de S. Valentim no blogue. E descobri que, desde 2008, já passei por muitos estados de espírito nesta data: momentos de paixão assolapada, momentos de completo desinteresse pelo dia, momentos em que, muda, amei por palavras e imagens alheias e anos até, em que a amizade foi o jeito de amor que encontramos para gargalharmos no dia dos namorados.
Pois este ano, 2014, será o ano do amor. Finalmente, na mouche. Não é, afinal, o que se comemora hoje? O amor? Esse, o tal. Desinteressado de tudo o que não seja essa mistura bombástica de amizade com paixão assolapada.
Eu não te amo. Não oficialmente. Porque nunca to disse, e se nunca to disse, pouco importa se já o senti. Não é oficial. É assim como um filho bastardo. Isso, o meu amor por ti é um filho bastardo, que não sabe que existe por estar escrito ou decorado. Só saberá que existe se nos abraçarmos, se sorrirmos continuamente. Valida-se se continuarmos cúmplices, sobretudo nas adversidades. Só respira se me pegares ao colo e levares para a cama, depois de, mais uma vez, adormecer no teu sofá. Materializa-se nas brincadeiras que só nós entendemos. E perfilha-se nos nossos cantinhos secretos, onde olhamos as estrelas e o mar e nos dispersamos não só em beijos, mas em conversas sobre a natureza, o universo e nós. Seres pensantes, incapazes de pensar o amor. Seres céticos incapazes de perceber o que nos aconteceu. O mais puro e sincero dos amores. Obrigada por isso. Por me fazeres chegar aqui. Ao 14 de Fevereiro de 2014. Só agora soube o que é. Mesmo que o passes longe, sabe: este é o primeiro ano da minha vida em que celebro o amor.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Não fiz mais resoluções, eu sei:



Mas olhem que esta de ter mau feitio está a resultar perfeitamente.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

(#1) Aos trinta,

vou deixar de ter bom feitio. Aparentemente, pode parecer um passo atrás na minha evolução espiritual e emocional mas, na verdade, ao fim de trinta anos, reparei que é o mau feitio que resulta. Tenho feito alguns testes antes da implementação final da resolução e parece-me estar a resultar muito bem. Pois bem. Mau feitio mode instalado com sucesso. Data de início: 2 de fevereiro de 2014.

Fica registado.

Este ano não fiz resoluções de ano novo. Os trinta estão à porta, e acho que é muito mais ambicioso fazer resoluções para uma década do que fazê-lo para um mísero ano. Pelo menos, acho que não consigo fazer duas resoluções em tão pouco tempo. Por isso, aqui vai.
Os próximos posts serão dedicados ao assunto. Tenho 3 dias para refletir. Intensamente.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Aos "so called" chefes, um pouco de Benjamin Franklin:

"Ser humilde com os superiores é obrigação, com os colegas é cortesia, com os inferiores é nobreza."

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

E ainda adoro andar contigo.

Amanhã faz uma semana que o senhor que me dá beijinhos teve um aparatoso acidente de mota. Após várias horas de urgência, desistiu, com algum alarido, de fazer a TAC. Não teve a minha aprovação. Sublinho que não teve mas...
... Há uma semana que o moço só verbaliza coisas que me fazem sentir a mulher mais fantástica do mundo e arredores.
Ter-se-à avariado mesmo alguma coisa? Ou bater com a cabeça num pára-choques arruma as ideias? É que, assim sendo, há aí muita gente que tem de ir dar uma voltinha de mota!

(Talvez haja um "quê" de injustiça neste post, tendo em conta que há um ano e picos que me sinto a mulher mais fantástica do mundo e arredores!)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

É ciúme o que sinto. E, por isso, hoje não gosto de ti.

Apetece-me pegar no título de Mário Zambujal, "Já não se escrevem cartas de amor".
E que pena tenho eu. Dessa forma, tão legítima quanto honesta, de nos exprimir-mos, estar extinta. Eu nunca escrevi cartas de amor. Mas também não sei exprimir tudo o que envolve o sentimento de outra forma, que não a escrita. E então, que faço agora? Fico aqui: pendurada entre a crueldade de não ser cool escrever-te uma carta em tinta permanente, e de um sms não ser fiel ao meu tom, de um tweet não ter caracteres suficientes, de não sermos amigos no facebook e de um bilhete ser demasiado redutor para te explicar aquilo que me vai na alma hoje.

O ano início do ano chegou para me relembrar que estou a milhas de onde quero estar. E isso é triste. É muito triste. Dentro desta felicidade que sinto genuinamente, há uma mancha de tristeza que não consigo limpar, por mais sorria. E com isto sei. Em quase trinta anos, daquilo que não me afastei um único milímetro, foi da minha essência.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Há momentos em que odeio o meu país.

São poucos. Porque, na verdade, adoro o meu país. O sol - sim, o inevitável clichê do sol -, a proximidade, a sua pequenez geográfica, a sua gente, na qual me incluo e, sobretudo, a sua língua. Adoro Portugal, os portugueses e o português!
E é por isso que às vezes o odeio. Não pela falta de dinheiro que se proclama a torto e a direito, que se lixe a falta dele, que o dinheiro é escasso mas ainda nos deixa brincar aos ricos - ou não será a conta da tv por cabo, do telemóvel e o crédito da mega televisão puros luxos?
Eu por vezes odeio o meu país pela falta de oportunidade que dá. Aos que querem ficar. Simplesmente, querem fazer vida onde gostam de estar e que, por acaso, até é o sítio que trazem no documento de identificação como sendo a sua casa.
Odeio cada vez que um amigo - mais um - se vai embora, emigra. Que se lixe a falta de dinheiro, que pior é ter falta de amigos. E não me digam que as boas amizades perduram, pois não me lembro de nenhuma que saia intocada com a ausência e a distância.
Mais odeio quando vejo o homem que me dá beijinhos tentar a sorte fora daqui, dizendo que não é o que quer, não, não é, mas que não vê jeitos de continuar a carreira aqui, pois ninguém dá valor aos anos de trabalho que traz em cima, ao que perdeu de todas as vezes que fez horas e horas seguidas em prol da cultura portuguesa, nem ao facto de ter trabalhado com os melhores artistas deste país e deste mundo fora. Eu entendo. Digo que uma pessoa tem de fazer aquilo que tem de fazer. Eu apoio. Verifico possíveis erros de inglês nas cartas de apresentação. Brinco com a situação. Mas, por dentro, sabe Deus o quanto conseguirei odiar este país se o único homem que me fez sonhar, tiver de ir. E não me digam que um bom amor resiste à distância. Até à data, não conheço nenhum. Que se lixe a falta de dinheiro. O pior do mundo é perder um grande amor.