domingo, 30 de dezembro de 2012

Para 2013, 12 passas e um desejo

Que o mundo continue em suspenso.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pode acabar o mundo...

... hoje trago-te comigo. No corpo e no coração.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Foi noutra vida. Pouco importa.

O meu amor é pitosga, cegueta, miope, toupeira, mas nao é cego. Sorrisos. Consigo cheira-los à distância. Esperando vê-los de perto, toca-los. Senti-los. As luzes da noite e uma vontade de chorar. As lágrimas curam qualquer problema de visão.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Voltou. Assim, assim.

Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou,
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer
Sou eu quem não quer ver que o tudo é tão maior
Aqui está frio demais para apostar em mim

Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
És tu quem quer
Mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais para me sentir... mas queres ficar?

Queres levar
Tudo o que é meu
É tudo o que eu
Não sei largar

Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou!
Vem que a água vai lavar o que te dói!
Vem que nem o último a cair vai perder.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dá jeito ter um blogue.

Perguntei-me se me tinhas marcado ao ponto de te eternizar neste cantinho. Procurei a data do dia em que te conheci. E aqui estás. A "gente" que apetece. O que não imaginava era o quanto ainda me ias apetecer. Mais e mais.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

T2 para um e meio: Como é que se sabe que o nosso filho é pré-adolescente?

1 - Passa a tomar banho todos os dias, quando antes fazia birra e odiava o mínimo contacto com quaisquer práticas de higiene. Inclusive, deixas de ter de gritar duas vezes ao dia para ele lavar os dentes.

2 - Começa a demorar tempo extra para sair de casa, quando antes tinha «medo» de chegar atrasado onde quer que fosse. Acresce algum mau humor matinal, segundo especialistas, fruto da revolução hormonal nocturna.

3 - Responde-te com grunhidos quando lhe pedes um beijo, chama-te chata, diz que és uma mimada e, quando finalmente te dá um beijo, espeta-to no cabelo, e sem sequer fazer «chuaaaack».

Estão lá todos os sintomas. Senhoras e senhores, é oficial. O Um fez o upgrade para a pré-adolescência.

Estou com desejos

Fechava-me em casa, com uma chávena de chá, embrulhada num cobertor e agarrava-me ao vestido. Ou então enfiava-me no sofá, com um copo de vinho quente, entrelaçada nas tuas pernas e agarrava-me a ti.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Se tenho saudades...

... é porque me perdi por ti. Ou algures em ti. Não demores. Sou capaz de morrer de amor.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dei por mim com medo de mais traços comuns do que eu gostaria de encontrar. Não em coisas importantes, só nesses pequenos pormenores, que por serem pormenores, dispensam em si o pequeno. Mas enfim! São coisinhas deste género. Picuinhas. Que me sugerem, sem certezas, que, pela certa, vocês já se cruzaram. A vida é plena de ironia, sim. Certamente que sim. O céu estrelado deu-vos ar de gémeos falsos. Em ténues traços, vejo-te nele mas não te reconheço. E suspiro de alívio quando recordo e acordo. Afinal, não és em traço algum este homem gentil e atencioso que me abraça pela manhã.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sonhei que estava em Roma...

... e acordei tão feliz!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pensei que a saudade tinha corpo. O teu corpo. Mas tenho apenas um vazio. Está dentro de mim.

Porque será que penso sempre em ti?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Basicamente, Enquanto o mundo acaba.

Don L (o meu novíssimo vício musical) vem cantar aqui o que sinto sobre manifestações, políticas de austeridade e o estado do nosso país. Furacões e desastres em geral. Ora toquem aí no play, passem os olhos pela letra e descubram. Ou desculpem. Não levem a mal. Não levem a sério. Este é o meu estado de espírito agora. O amor é uma cena que me deixa tola. E só me surge de quando em quando.

O mundo jaz
E eu quero ouvir um jazz
Coltrain
E um vinho class
Oh quem nunca provou esse combo
Oh men, se inda tem como...
Enquanto o mundo acaba
Eu fechei a porta
A casa é sua gata
Cê me tem agora
Quero mergulhar no seu êxtase
Ao ponto de amar seus defeitos e
Te contar meus segredos e
A gente dançar sem receios em
Êxtase
Êxtase
Tecido fininho
Camisola green
É meu california dreams
Fortaleza dreams
Ela gosta de me
Seduzir assim em frente o mar
Oh ! cê tá em frente o mar meu amor
Vejo a brisa neblinar o refletor
Sinto seu corpo em todos os sentidos
Na boca nariz e ouvindo...
Ó ! tá ouvindo ?
Olha a chuva vindo
Por fora da janela o mundo indo
O mundo em ruínas tipo mad max
E a gente curtindo nossa best tracks
Ei ! essa é nossa last take
Deixa eles no que o bob chama rat race


E vem curtir comigo
Na rua eu sou bandido
Mas aqui amor
Sou doce como licor


Vem curtir comigo
Que amor
A gente é fogo tipo
Tekila com licor

Enquanto o mundo acaba
E as fábricas de armas não param
E os carros nas estradas não cabem mais
Tráfego demais
Aluguei um ap
Tráfico de paz
Não sei se preguiçoso ou se malandro
Em cima do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor aproveitando
Que o mundo tá acabando até amanhã
Então deixa eu tirar teu sutiã
Que o mundo
Que o mundo acaba amanhã
Sutiã da cor de macã doce
Eu tirei com a boca e ela encantou-se
Me perder com a língua nessa pela lisa
E conhecer o ponto em que a matéria dela fica
Mais densa
E não parar
E o que mais penso eu nem vou falar
Onde eu vou parar desse jeito ?
Em ver de pertinho a pele arrepiar no peito
E pelo espelho vejo: que bonito
E depois do amor jogos de criança tipo
Adedonha
Nome de lugar
B ! barcelona !
Nêga vem ser
Minha vadia e minha princesa
Ela diz: só dizer
Que eu quiser que ela seja vai ser
Que beleza
Hoje a noite vai ter


E vem curtir comigo
Na rua eu sou bandido
Mas aqui amor
Sou doce como licor


Vem curtir comigo
Que amor
A gente é fogo tipo
Tekila com licor

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Mi estas en amo

Em esperanto. E em qualquer outra língua.

domingo, 11 de novembro de 2012

On loop

Fazes-me querer dançar. Vezes e vezes sem fim.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A conclusão do dia é esta:

Há coisas agridoces.
(E o dia ainda tem muitas horas pela frente.)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ai, paixão...!

Aquele abraço reflectido no espelho. E os olhares que se cruzam.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

T2 para um e meio: Se medos houvessem...

Se medos houvessem, dissiparam-se no abraço apertado, enquanto me disseste:
- Mãe, agora nunca mais nos vamos separar...
Não tenho só o filho mais lindo do mundo. Tenho também o melhor ser humano, o mais inspirador e o mais forte, juntinho a mim. Todos e todos os dias. Que privilégio! 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Eu não sei amar. Não desse jeito desprovido de essência. Não desse jeito moderno, oco. Eu não amo muitas vezes. Mas se te amo, amo-te e dói. A respirar, a comer, a andar. Na inconsciência e na ausência. Dói-me, sobretudo, no silêncio depois do amor feito. O amor não vem fácil, não. Mas se te amo, deus!, se te amo quero fazê-lo de corpo e alma, sem olhar ao tempo que temos. Não quero o teu mundo nem o meu mundo. Basta-me o nosso mundo. Com todas as suas incertezas, uma bolha de fragilidade, onde incubamos o nosso amor. Onde o forçamos a crescer, com beijos e abraços e suspiros e o aninhamos debaixo dos cobertores.
O amor estilhaça-me sempre. Sempre. E hoje tenho outra vez pedaços meus espallhados por aí.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

(se lhe tomo o gosto)

Vou esquecer oráculos e conselhos. Ignorar tendências e costumes. Vou esquecer probabilidades e estatísticas. Fingir que as golfadas de ar não vêem partidas. Vou agarrar uma mão à outra e obrigá-las a parar de tremer. Vou pôr o Mundo a milhas, os outros e o passado. Quero espreitar o que está para lá do meio dia se, hoje, interferir com o que está traçado. Hoje, prometo ser só desta vez, só hoje, vou brincar com o meu destino.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A decorar.

Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. v Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu não tenho nada a perder. Eu nã...

(Enviar).

Falling...

... keeps me moving.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A mão que não me agarra, só apoia. Suavemente, puxa-me para ti. Para que te possa sentir o riso e o cheiro. Para me roçares o pescoço com as palavras, que me arrepiam mais do que a pele. O coração. Deixas-me a pensar em ti. Sem saber bem porquê. Vi-nos. Um amor de livro, um amor de perdição. Quem sabe, serás enfim o meu final.

domingo, 7 de outubro de 2012

Eu queria ser clara e concisa, mas...

Às vezes acho que todos temos expectativas frustradas em relação ao outro, quando também nós temos o sádico prazer de frustar o semelhante. Não consigo ser clara, mas é qualquer coisa semelhante à prevenção rodoviária: achamos que o perigo são os outros, quando nós somos os outros para os outros.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A pensar na pessoa mais gulosa que conheço ;)

Aqui, má qualidade, só a da foto, mesmo.
Dás sempre belíssimos conselhos.

domingo, 30 de setembro de 2012

Back to Black.

É oficial. Sinto vida nas entranhas.

sábado, 29 de setembro de 2012

São onze da manhã e estou parada numa passadeira numa avenida de Lisboa. Estou a pensar em emigrar. Onde iria, o que faria. Acorda-me a buzina frenética de um carro. É sábado de manhã. As buzinas costumam estar mais tranquilas ao sábado de manhã. É um amigo. Faz-me adeus, entusiasmado, enquanto mete a segunda. Sorri. Buzina, faz adeus e sorri. E eu deixo de pensar em emigrar. Aqui, pelo menos, tenho disto.

As escadas descem-me e eu recrio o momento em que te vi pela última vez. Olho para trás e estás lá, com o chapéu, embrulhado no cachecol cinzento, encolhido no teu sobretudo. Não está assim tão frio na rua mas o meu coração está gelado. Recrio o momento, mas hoje faço o que devia ter feito há um ano. Termino à tua procura no jardim.

Não estavas.

Para Roma, com Amor. As luzes baixas são cumplices: à primeira cena, emociono-me. Fez-me saudades. Sigo as cenas. Tudo me prende nesta cidade. Recrio: Piazza Venezia, Trastevere, as muralhas da cidade...e até Roma Termini. As experiências, sobretudo elas, as vivências. Penso de novo em emigrar. Woddy Allen é genial, o meu preferido. Talvez vá.

É noite. Olho o jardim, agora fechado e imagino-te longe. Entro no carro e fico a ouvi-la cantar. Desejo secretamente que troveje.

Há muito que não choro. E se me esqueci de chorar?

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sou o tipo de pessoa que, quando compra uns sapatos, vai à casa de banho mais próxima e estreia-os.
De repente, percebi o quanto isso diz da minha personalidade.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Trivialidades

O dono da Red Bicycle, a empresa de cicloturismo que nos proporcionou excelentes momentos em Roma, aceitou a minha sugestão e deixou-me traduzir o seu site para português. A proposta que lhe fiz surgiu daquele orgulhinho parvo que temos em ser portugueses quando estamos fora. Mas não só. Gosto de bons projectos. Mais, gosto de boas pessoas, que ao mesmo tempo são empreendedoras. É assim, ele. Um sul-africano perdido por Roma que faz tudo sozinho, e faz tudo muito bem.
Infelizmente, pelo que percebi, não há assim muitos clientes portugueses na carteira dele. Pena. Tenho a certeza que um site em inglês não é a barreira, línguas é connosco. Mas de qualquer modo, se, ao abrirem o site vos bater aquele orgulhinho que a mim me assaltou quando propus a tradução, por este estar escrito em português, reservem umas horas em Roma com ele. (Vá, as viagens não estão assim tão caras, e é um excelente destino). Se não for por isso, reservem apenas porque ele é mesmo muito bom. Guia, claro.

PS - A tradução - que ainda não está disponível - foi feita com a ajuda do Um. Digam lá que não tenho um filho super inteligente?!

Não propositado.

Mas ando meio desanimada. E é por isso que o teu beijinho de ontem soube deliciosamente bem.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Censurado

Gosto quando me ignoras. Se me sorris, cortês, mas finges que não me conheces bem. Sempre gostei de segredos que reforcem laços. O teu é o meu, não te descaias ou caio eu. Por isso, gosto que me ignores. Que faças sala, cerimónia, que te desvies para dar passagem. Peças «por favor», termines com «obrigado». Gosto que pensem que somos isso mesmo: estranhos, cordiais. Que não sonhem que te mordes pela minha língua, que te pelas pelo meu toque, que te desvias para dar passagem ao corpo que gostas de roçar. Primeiro ao de leve. Em conquistas. Depois assim: à bruta. Agarras, esfregas, fodes. Sem favores. Um beijo e duas mãos que agradecem. Obrigado. E no fim, nem me conheces. Sem fingimentos.

Ironias

Quis deixar de ser aquilo que sou. E agora tenho saudades do que sou.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Bora lá mostrar quem manda aqui!

Há um ano, o regresso à escola foi doloroso. Nova escola, novos amigos e um incidente na saúde do Um que nos fez temer pela sua integração.
Hoje, o regresso foi bonito, com reencontros felizes e muita tranquilidade. Adoro tudo isto. Todo o seu crescimento deixa-me emocionada. E adoro recomeços. Faz-nos acreditar que este ano vai ser melhor. 

domingo, 16 de setembro de 2012

Em modo tristeza profunda.

(Embora este bocadinho me tenha feito esquecer. Os meus bons amigos não são os de todos os dias, mas isso não lhes tira nem um bocadinho do mérito.)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Trago o teu beijo suspenso no sonho.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Para quem precisava de provas

... de que o meu coração é esquizofrénico: amo o Verão, mas apetece-me dar uns passeios de mãos dadas com o Outono e, no fim da tarde, roubar-lhe uns beijinhos no sofá.

Já escrevia Pessoa

«Os outros nunca sentem.
Quem sente somos nós,
Sim, todos nós,
Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada.

Nada? Não sei…
Um nada que dói…»

Não sei se sou eu que sou muito exigente, se são simplesmente as pessoas que estão num nível muito abaixo. No entretanto, é só mais uma desilusão. Começo a habituar-me. É um nada que dói... cada vez menos. Cada vez menos.

sábado, 8 de setembro de 2012

Aquela cena do "sleepover"

É a estreia do Um. Estou em querer que estas férias serão inesquecíveis. Tanta novidade. Tanta coisa boa.
Hoje foi dia de rever a melhor amiga da primária, que não via há dois anos. E como bónus, ainda ficou a dormir na casa dela. Ainda bem que ela tem um irmão mais velho. Ainda bem...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os oráculos e o pragmatismo

Dizem as previsões que os aquarianos vão ter uma semana tórrida de amor. Pois bem. A avaliar pela minha sorte nas últimas horas, só se for com o canalizador que amanhã vem cá a casa partir-me o chão da casa de banho para impedir que o vizinho tome um duche sempre que me dê na real gana.
Ah, sorte macaca. Mas porque que é que ainda não consigo começar a semana sem ler o horóscopo?!

Quando as incertezas te assaltam...

Continua em frente. Não há outra forma de saber.

domingo, 2 de setembro de 2012

Tenho nódoas negras.

Só o Um para me meter em carrinhos de choque. À parte das mossas no corpo, confesso que foi um espectáculo!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ideias

Vejo aviões e apetece-me chorar. Se não andasse a malhar tanto na bicicleta, diria que estou a ficar mole.
Talvez a solução seja pegar na bicicleta e apanhar o avião. Assim como assim, sem querer, alguém me meteu uma ideia mesmo maluca na cabeça... E eu ando maluca. Ai se ando.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Regressos

A ausência deve-se a nada, e deve-se a tudo.
As férias acabaram e eu recordo que não quero o meu trabalho toda a vida.
Redefino sonhos e objectivos.
Tenho saudades do Um e dos beijinhos que me dá. Entretanto, já tem dois uns. Nos anos.
Está a crescer.
Faço limpezas às relações. Reciclo pessoas. As que não têm jeitos, mando-as para o lixo. Estão estragadas.
Estou a crescer. (Ou pensavam que era só o Um?)
Que neura! Não é fácil voltar ao trabalho. Como me disse uma pessoa muito sábia: pensa em Itália.
Penso em Itália com força e com sorrisos. Estou lá, estou lá.
Abro os olhos. Não estou lá. Mas 2013 parece-me um bom ano para voltar.

sábado, 18 de agosto de 2012

Ciao, Itália!

Roma.
Eis-nos no fim. Um ano a pensar nisto, e quando chegou, terminou rápido demais. Dez dias. Inesquecíveis. De cumplicidade. De aventuras. Não voltamos os mesmos. Voltamos mais ricos, embora tenhamos ultrapassado largamente o nosso orçamento. Bem... há coisas que são "once in a lifetime" e o Um não voltará a ter uma primeira viagem. Esperou dez anos para tê-la. Creio que foi nestas coisas que abdiquei por tê-lo tão cedo. Mas o facto de o podermos fazer juntos, em idades tão bonitas como as nossas, cheias de energia e espírito de aventura, é deveras compensador. O Um disse-me, por várias vezes nestes últimos dias que não sabe o que faria sem mim. Acho que lhe deu para o sentimentalismo. Pois bem, eu também não sei o que faria sem ele. Não imagino a minha vida com melhor companheiro. Do dia-a-dia. Ou até mesmo de viagem. Nunca tive melhor.
Pude trazê-lo a uma terra que me fascina. Pude plantar a semente da curiosidade e do amor pelo próximo. Mostrar-lhe cultura e culturas. Ensinar-lhe a importância da língua, de aprender línguas, e do desenrasque.
Assim terminam os últimos dias da sua primeira década de vida. Parece-me simbólico. As próximas dez vão ser uma loucura, bem maior do que a que fizemos nesta viagem.
Quanto a mim, saio sempre desta terra com um aperto. Sinto que sou um bocadinho daqui. Não sei porquê, como explicá-lo, mas preciso de voltar. Vezes infinitas. Gosto disto. Das pessoas. Já falo melhor o italiano, vou-me desinibindo. Descubro-me, também pelos olhos dos outros. Têm-me dito coisas bonitas. Que nos adoram, como dupla. Que sou uma mãe carinhosa e atenciosa, mas descontraída. Que somos giros, juntos. Que o meu filho é lindo e que eu sou uma mãe super cool! Marcamos sempre a diferença em grupos, e isso é um espectáculo. Somos diferentes, independentes. Aventureiros. É bom saber. Levamos mossas no corpo. Mas levamos mais no coração. Das que ficam.
Esta foi a experiência de uma vida, e amanhã, às quatro da manhã, o despertador acorda-me para a realidade: chegámos ao fim. Talvez seja só o princípio. Que seja sempre assim: fantástico.
Arriverdeci, Itália. Ti voglio tanto bene! Grazie mille.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Totalmente mortos.

Roma.
Está calor por aqui. Muito calor mesmo. Olho para a mala e pergunto-me o que me levou a pôr quatro casacos na mala. Estão intactos, e a fazer peso. Burrice. Sempre tive medo do frio. Eventualmente, posso explicá-lo apenas com o meu cromossoma X.
Hoje foi dia de bike tour. Confesso que, à hora de almoço, pensei que desistir era uma boa ideia. Pedalar à torreira do sol... humm, não me pareceu apetecível. No entanto, estávamos tão mortos só com o passeio matinal, que visitar as catacumbas nos pareceu plausível...no sentido literal da coisa.
Ganhámos coragem e fomos. O ponto de encontro era no coliseu, e não sei como é que raio o Glenn, o guia, nos encontrou no meio de tanta gente, mas veio direitinho a nós. Theredbicycle.org foi o sítio onde reservámos a experiência. Parecia uma grande empresa. Na verdade, é o ele que faz tudo sozinho. É meio independente. E é sempre bom poder ajudar pessoas com iniciativa, por isso fiquei contente por não ter pago a uma das muitas opções que por aí andam na internet. Foram connosco um pai e um filho, de 14 anos, do Texas, USA. Foi super divertido! Aqui, o meu cromossoma X não se fez notar, e eu consegui acompanhar muito bem um monte de gente desportista. Também o Um. Aparte uma queda aparatosa, com direito a cambalhota no ar e tudo, esteve super bem. O percurso foi a via Appia e as Catacumbas, muito agradável, embora bastante mais exigente fisicamente do que eu poderia imaginar. Chegámos suados, porcos e imundos, uma vez que o percurso também mete terra, mas contentes por termos apostado em mais uma experiência inesquecível! Por hoje, acho que o jantar será no quarto: bolachas e água. Estamos demasiado rotos e cansados. Talvez mais daqui a nada nos apeteça sair. Roma continua excelente, mas definitivamente não aconselhável em Agosto: demasiados turistas e demasiado calor. E se não bastasse serem maus por si só, juntos então... bem, simplesmente não combina. Na verdade, ver tanto carro após a nossa estadia em duas cidades praticamente livres deles chega a ser cacofónico!
Bacci mille.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sou de paixões fáceis.

Roma.
Quando mais pessoas conheço, mais me aborrece pensar em namorar. Há tanta gente fantástica no mundo, como é que poderia escolher só uma? Estou nostálgica outra vez. Deixar Florença deixou-me assim. Pequena. Chegámos hoje a Roma e ainda não me consegui ambientar, ainda não me senti feliz por voltar. Tenho saudades de tudo e de algumas coisas em particular - ou alguém em especial ;) sou assim: um coração mole.
Quero "chegar" a Roma. Já fomos ao coliseu. O Um gostou muito, mas creio que também ainda não está no espírito. Florença bateu-nos forte. E também com este calor citadino, para quem ainda ontem andava perdido pelas montanhas de Chianti... não está fácil!
Amanhã vamos fazer a bike tour, mas o que nos apetece realmente é alugar uma vespa! Estamos viciados. E, desde que consigamos manter as pernas longe do motor, é a coisa mais segura do mundo. A queimadura na perna está com bom aspecto. Não parece infectada. Mas também tomámos todas as precauções. Com o número de pessoas que lhe garantiram que a cicatriz vai ficar cool, acho que até ele já não se importa. Rapazes.
Esta noite, pela fresca, acho que arriscamos uma volta grande. Talvez ganhemos outras tantas experiências que nos façam tirar a cabeça de Florença.
Sou de paixões fáceis. Intensas. Dessas que não duram mais do que devem e que, exactamente por isso, duram uma vida. Não magoam, só fazem sorrir. Mas há coisas das quais não me canso de gostar. Itália é uma delas. Pergunto-me se a viagem que as cartas me destinaram não será para aqui. Vou pensar nisso. Com alguma seriedade e muita paixão no coração. 2013 parece-me um bom ano.
Bacini a tutti!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Dias já não sei quantos!

Florença.
Está a chover na cidade, o que provoca uma certa nostalgia. Condiz com o nosso espírito. Tudo o que disse no post anterior, à chegada a Florença... retiro. Mordo a língua, como, de resto, pedi para morder! Estamos com o coração pequenino, por serem as nossas últimas horas por Florença. Aqui, sentimos uma beleza totalmente diferente da de Veneza: a das experiências. Meu Deus, Florença será, simplesmente, inesquecível! Pelos amigos que fizemos, desde pequenos a grandes.
No curso de cozinha - pizzas e gelados - estivemos numa turma super engraçada, com mais 4 crianças além do Um. É interessante - e creio que esta foi a primeira experiência dele a fazer amigos internacionais - como os miúdos se entendem, sem perceber uma única palavra do que dizem. É ao observá-los, brincando, comunicando do jeito que dá, que percebo que a língua é uma barreira dos adultos. Para as crianças, é tudo muito mais fácil. Para nós, ao fim de um copo de vinho, lá se socializa um pouco mais. O vinho sempre foi um bom catalisador de conversas.
Hoje foi o dia de Vespa pelas montanhas de Chianti. Fomos ao castelo de Poppiano. A partir daí, e após as devidas orientações e instruções de segurança, montámos a mota. Foi brutal! Uma experiência inesquecível... não nos fartámos de andar naquilo, e parece-me que vamos ter mesmo de juntar uns trocos para comprar uma Vespa. De resto, foi tão marcante que o Um até ganhou uma cicatriz. Pois é... mesmo no final do dia, queimei-o na perna, com o motor. Está tudo bem, à parte de uns cuidados para não infectar a ferida e uma ligadura super sexy na perna (bad boys are cooler!). Todos foram fantásticos para ele, ajudando-o e animando-o. Fizemos bons amigos. O dono da empresa Tuscany Vespa-Tour, foi um deles! Incansável, levou-nos à farmácia, no final do dia, e ainda nos trouxe para perto do Hotel. Todos adoraram o facto de sermos uma parelha de mãe-filho. Acham-nos piada termos esta experiência sozinhos e dizem sempre que ele é lindo. Não é que precise de vir a Itália para o saber, mas a verdade é que sabe sempre bem que elogiem os nossos filhos. O Um também acha que todos os homens ficam caidínhos por mim e já me arranjou, no mínimo, uns 50 namorados. É maluco. =) Mas tem piada.
Amanhã partimos para Roma, para os últimos quatro dias desta aventura. Voltar, como tinha prometido, é a prova de que conseguimos tudo o que queremos. E, assim como fiz com Roma, há um ano atrás, faço com Florença, Veneza e toda a Itália: prometo que voltaremos em breve. Não me canso disto, deste destino, destas experiências. Quem sabe, não voltamos para ficar uns tempos. Uns meses. Um ano. Uns anos. Gosto disto. Sinto-me em casa. O Um também. Ainda bem!
Ciao! Ci vediamo presto!

(PS - Mãe, o Um está inteiro. Foi só uma queimadurazinha de nada, prometo.)    

Dia 4

Florença.
Ontem «aterrámos» em Florença. Antes de descrições, tenho de confessar que o Um me saiu um grande companheiro de viagem. O menino que adora estar em casa, tipo reizinho, ainda não fez uma única birra, palmilha as cidades como gente grande e ainda acarta com as malas sem reclamar. Tenho a certeza que faremos muitas viagens juntos, ainda.
Florença desiludiu-me. Espero enganar-me e morder a língua no final da estadia, mas a verdade é que as expectativas estavam tão altas, que quando aqui cheguei, acabadinha de embarcar de uma cidade lindíssima como Veneza, fiquei desapontada. É bonita, não me interpretem mal, mas começo a pensar que a nossa viagem por itália deveria ser no sentido ascendente, para que saísse daqui com um UAU na boca!
O hotel é confortável, mas nada que se compare com o anterior. O pior do Guidi, em Veneza, é  melhor daqui: o chuveiro. De resto, a simpatia perrdeu-se algures.
O Duomo é uma catedral lindíssima. Talvez a mais bonita que já tenha visto. A ponte vecchio é muito engraçada. A cidade faz-se bem a pé. É pequena. A bistecca à fiorentina não vale 35 euros, mas não deixa de ser uma costoleta saborosa e gigante.
Hoje começam as actividades. Acordei com os sinos  às sete da manhã. Dormimos com a janela aberta, porque o Um tem sofrido de calores nocturnos. Foi bom, acordar assim. Diferente. Como se houvesse um acontecimento importante. Ele continua a dormir. Anda estoirado e eu prometi que hoje podia dormir mais um bocado. À noite, faremos o curso de culinária.
Até ao meu regresso.

sábado, 11 de agosto de 2012

Dias 2 e 3 - Ciao, Veneza!

Há uma razão porque todos gostamos de viajar: a imaginação tem limites, e raras vezes pinta o quadro como ele realmente é. E quanto mais diferentes do nosso quotidiano forem os sítios, mais esta ideia ganha força. Eu já sabia, pelos filmes, pelos livros, pelo boca-a-boca, como era Veneza. Pois bem... eu não sabia nada. Não sabia que podiam haver lugares sem carros. Muito menos lugares onde os barcos fazem de carros e de autocarros, mas tão, tão bem, que põe a Carris a um canto. Para mim, andar de barco envolve uma logística grande, que seria impensável sair de casa, e entrar num. Aqui, ninguém enjoa. Não há coletes salva-vidas nem instruções. Quem mora aqui, sabe andar de barco, e ponto-final. E provavelmente, quando fecham os olhos, à noite, adormecem com aquela sensação de mareio. A mim, aconteceu. Acho que se adormece mais feliz.
Outra coisa que nunca ninguém me contou, e olhem que eu conheço umas quantas pessoas que vieram a Veneza, é que aqui há praia. Hoje molhámos os pés no Adriático, e juro que fiquei cheia de pena de não ter colocado na mala uns fatos-de-banho. Em Lido, entra-se num outro mundo. Ou melhor, volta-se ao mundo: tudo é mais parecido com o que conhecemos. Praias e deixa-andar. De bicicleta, ou pelo menos, este foi o modo que escolhemos para conhecer toda a ilha, com a devida paragem para pôr o pé na areia que, português que é português, em Agosto, quer é praia.
Em pouco tempo, apercebi-me que os turistas do futuro estão condenados. A beleza de conhecer um lugar, está nos detalhes. As cidades mais bonitas que já vi são feitas a renda. Têm arte. Isto de usarmos o minimalismo como arte dos tempos modernos vai correr mal. Ou, pelo menos, vai tirar o sabor de descobrir. Coisas. Pormenores.
Amanhã partimos para Florença. É caso para dizer: Ciao, Venezia! Ci vediamo dopo! Com fato-de-banho!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Dia 1 - Em terra firme.

Veneza.
Na verdade, este deveria chamar-se dia zero. Mas a sua riqueza em aventuras, confere-lhe um número de valor. São as primeiras horas. É também o dia 1. Ou o dia do Um.
O baptismo de voo correu melhor do que esperava. Bem... não faltaram os gritinhos, os «ai, ai, ai, aiii que agora não posso sair daqui mais!» e umas lágrimas a compor o cenário. As dele, de medo. As minhas, de riso.
O hotel é bastante confortável e toda a logística correu muito bem. Acho que é por isso que as pessoas planeiam as viagens: aproveitam todas as horas. Chegámos e entrámos logo num táxi que, por 7 minutos de viagem, nos levou 25 euros. Ok. Nada de choramingar, já sabia que, à hora de aterrar, não tínhamos alternativa. No hotel, fomos recebidos em português, o que facilitou, e muito. Pudemos aproveitar a noite em Veneza, um jantar ao ar livre e, a propósito do assunto, está uma ventania maluca e até já choveu! À primeira impressão, Veneza é de suster a respiração! Parece mentira, parece inventada. Uma cidade digna de desenho animado, de sonho ou qualquer outra palavra que defina o extremo da fantasia.
O Um está muito contente. A felicidade dele é notável, em cada risada, em cada expressão. Jantámos spaghetti bolognesa e lasagna. Era o que havia à hora que nos propusemos a jantar. A sobremesa? Gelados, pois! ... que durante o passeio nocturno se derreteram, nos sujaram completamente, e nos proporcionaram a risada da noite! Fizemos um acordo: gelados, só em copo. Bom, pelo menos enquanto nos lembrarmos da tentativa de lavar as mãos nos canais...
Neste momento, o Um delicia-se com desenhos animados italianos. E eu? Delicio-me com as risadas dele.
Amanhã, veremos quantas mais registo. Aposto que umas quantas.
À domani! 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

T2 para um e meio: Aqui vamos nós!

Nós, e um monte de malas!
O dia, finalmente, chegou.
 
 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ontem

Descobri, uma vez mais, o quanto gosto de pessoas. O quanto gosto de Lisboa. E como é encantadoramente tranquila e amistosa, à noite. O quanto gosto de projectos com componentes humanas e sociais. O quanto é este o caminho... o meu caminho.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Isto de pensar «Out of the box»...

... é assustadoramente divertido! Mais um passo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Sai um like!

Hoje é, por tradição, um dia difícil. É também o aniversário da minha vida, como hoje a conheço: independente.
Por cada coisa má, uma coisa muito boa. No final das contas, saldo positivo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O amor não escolhe idades. Seriously?

Tenho um admirador com 50 anos. E eu juro que o homem nem é feio, até tem uma profissão do cenário e, assim como assim, é um cromo que eu nunca tive, e já que sou a favor da diversidade, podia colá-lo na minha caderneta. Creio que já me saíram piores na carteirinha. Mas e depois? Já estou a imaginar almoços de família... ele a falar com a minha mãe sobre a chegada do homem à lua e eu a planear grandes noitadas com a filha do senhor. Blargh! Vêm? Acabo de lhe chamar senhor! Naaaa.'Tou fora.

Foi tão bom, não foi?


Aquele documentário sobre a Amy, celebrando a sua música e a sua cultura, ao invés de explorar a desgraça pessoal, foi tão bom, mas tão bom, que ainda hoje estou parvinha.
Cada vez que vejo aquela mulher penso que, por ela, virava lésbica. É muita admiração, meu deus! Aquele jeitinho dela de falar, de se mexer, de sentir, de cantar... tira-me do sério. E faz-me sempre acreditar que ser artista é um privilégio: o privilégio de nos expressarmos sem nos sentirmos ridículos. I wish. Maybe in another life!

(E vocês querem ver que já sei postar vídeos outra vez?)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Gosto de ti porque aposto, que também gostas de mim

Eu não sei se acredito no destino, ou no livre arbítrio com as suas devidas coincidências. Isto, posso dizer, não me tem saído da cabeça nos últimos tempos. Por mais que eu queira pensar que a minha liberdade não está condicionada, a verdade é que há momentos em que tenho de dar a mão à palmatória. Parecem destino. E porque é que, ao fim de uma semana a matutar o assunto, hoje é um bom dia para falar sobre isto?! Alguém faz anos. Uma pessoa que eu trago no coração, especial, e que me faz acreditar que há pessoas que estão destinadas a entrar na nossa vida, seja de que forma for.
Ora bem, além de um grande beijinho de parabéns - que eu sei que costumas cá dar um olhinho em silêncio - quero dizer-te que gosto de ti. Sem tangas, sem rodeios.
Gosto de ti porque me abalas as teorias. A do livre arbítrio, a de que não se fazem amigos a dançar, e tantas outras que temos discutido ao longo destes anos. Mas não é só. Gosto de ti porque me és confortável. Assim, como se estivessemos de pijama - embora, não raras vezes, o tenhamos dispensado, e ainda bem. Somos nós, sem tangas, sem rodeios. Gosto de ti porque quase nunca temos tempo um para o outro, mas quase sempre guardamos um bocadinho das nossas vidas para nós. E porque quando não me dizes nada, eu sei que não é indiferença. Sem inseguranças. Andas simplesmente pelo mundo, e nunca te esqueces de me trazer um presente. Porque me falas de Itália e me contas o encanto de cada recanto. E como tudo é solitário, quando vais. Gosto de ti, porque temos uma identidade exclusiva. E quando estamos juntos, é como se, efectivamente, esses fossem os nomes que constam na nossa certidão de nascimento. Porque já te escrevi muitas palavras. Livros e livros. E tu gostas. E pedes mais. Gosto de ti porque és o meu segredo e porque em tempos fui o teu pecado. E eu gosto de te deixar nervoso. Vejo-te a alma. Mas sobretudo, mesmo mais do que tudo, gosto de ti porque gosto. Gosto de ti porque sim. Sem mais tangas, sem rodeios.


terça-feira, 24 de julho de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Oh, my sweet sweet Amy...

Faz um ano que recebi uma triste notícia. De tão grande que é, seria um pecado lembrá-la só pelo aniversário da sua morte. Mas fico tranquila. A Amy é visita assídua. Daqui. De mim. E eu adoro-a. Ad eternum. My sweet, sweet Amy.  

domingo, 22 de julho de 2012

In diciotto giorni

Finalmente, comprei a mala que nos servirá. Grande. Para levar o essencial e trazer o que, nem uma mala daquele tamanho, abriga. Uma viagem e tanto. Recordações. E laços tão fortes que se assemelharão a correntes. Inquebráveis.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Obrigada.

Ontem a médica proibiu-me de sair de casa até sábado. Foi uma notícia mais dolorosa do que a própria dor da qual me queixava. Ponderei ignorar. Agasalhar-me e «saltar pela janela» para ir ver a Erykah Badu. Mas contornar as regras não é fácil quando o corpo não colabora. E a Erykah, a minha querida Erykah, companheira de tantos momentos deliciosos, não me teve no público, cantando as suas músicas, admirando a sua alma de outro mundo.
Salvou-me a tecnologia. Mais ainda, uma pessoa especial. Telefonou-me e trouxe um bocadinho da Erykah, noite dentro. E eu choraminguei. Só um bocadinho, o costume. Não pela Erykah, que apanharei noutra ocasião, tenho a certeza. Mas pela atitude: há pessoas a quem um simples obrigado não basta.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Reencontros

O Mundo é do tamanho de uma ervilha. E ainda bem. Gosto de ervilhas. Gosto ainda mais de reencontros.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

I never feel much of a party girl...

... until the party begins!

terça-feira, 3 de julho de 2012

E saudade é uma coisa maravilhosa.

Tenho saudades do Um. Tenho saudades da minha família. Tenho saudades das férias. De ser pequena. De um mergulho no mar de Santa Cruz. Tenho saudades de horas de almoço na praia, em boa companhia. Os jantares com convites ousados. Saudades de ser beijada. De dançar com uma multidão. Suar e não me importar. Beijar desconhecidos. Do desejo. Tenho saudades de gostar de alguém. A sério, para sempre. De fazer planos e não os concretizar. Acho que se diz sonhar. Tenho saudades de amizades longínquas. Das gargalhadas. De conversas de miúdas. Concertos privados. De cumplicidade. Tenho saudades de rapazes. Dizer asneiras e beber uns copos valentes. Fumar uns charutos e morrer no colo de alguém. Banhar os pés no mar azul de Nice. De querer ser francesa. E italiana. E espanhola. E do mundo. Saudades de um bom livro em português. De falar com alguém, coisas que importam. Saudades de dormir a sesta ao ar livre. De pisar relva, fazer turismo na minha cidade, esquecer-me numa esplanada. Falta-me Sintra e a Quinta da Regaleira. Queijadas e guloseimas. Bailaricos e gente boa. As minhas pernas e o meu corpo jeitoso. Tenho saudades da minha afilhada e do amor fraternal. Do amor carnal. De escrever. Chorar a ouvir uma música. Arrepiar-me. Ter frio, ter calor. Fazer viagens à pendura, com os pés no tablier. De comer croquetes em piqueniques. Andar de avião. Levantar e aterrar. Das torres gémeas e de nova iorque. Do meu primeiro beijo. De fugir. De não atender o telemóvel.
(Continua)

Deixem-me explicar:

Às vezes quero escrever coisas e não consigo. É como querer cagar e não sair nada: uma merda.
Estou a fazer contas à vida. Por causa disto.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O amor não tem GPS.

E eu detesto fazer pares de meias.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Diz que é da praxe publicitar eventos com caracóis.

Ou as coisas que eu faço parada num semáforo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

PARABÉEEEENS!

Dei-te os parabéns de muitas formas. Excepto daquela que mais prazer me daria. Olhos nos olhos, com um grande e sentido abraço.
Fica o adoro-te, repetido até à exaustão, e a certeza que aniversários como o teu se celebram como tu: em grande.
(E a escolha da imagem? Pois! Zum zum zum, sou uma abeeeelha! ehehehhe)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Eu queria muito poder dizer uma coisa. Agora, neste momento. Porque tenho a sangria às voltas na cabeça. Queria muito poder dizer isto que também cá anda às voltas com a sangria na cabeça. Ou no coração. Ou nas entranhas. Eu sei lá. Mas não posso. Não digo, porque isto só anda às voltas na cabeça, ou no coração, ou nas entranhas, quando a sangria também cá mora. E amanhã ela já cá não mora. Evaporou. Esfumou-se. E só registo isto, porque amanhã não me iria lembrar do que queria muito dizer, mas não posso. E talvez devesse lembrar-me. Talvez devesse...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Quebrei o tabu. Vim procurar-te. Neste jardim, entre mil recantos.
Venho fazer as pazes. Procuro a absolvição.
O amor está cheio de lugares sagrados. Invioláveis. Este é o teu. Tive de contornar as regras, eu sei. Mas trouxe o coração como oferenda. Procuro o perdão. Não estás aqui hoje. Estás longe. Num outro jardim, num outro lugar. Acontece que agora também estás aqui. Neste jardim, à minha frente. Eu vejo-te, estás tranquilo. Nestes mil recantos, ocupando tudo isto, ainda que mais ninguém dê por ti.
Estás a fumar. Erva. Daquela marroquina. E pintas. Nada permanente, um esboço apenas. Um quadro onde não estou, não em figura. Talvez num traço. E olhando o teu jeito de Deus, dominando o mundo com os teus lápis, confesso-te o meu pecado. Baixo a face, baixo o tom. Apaixonei-me por um homem que não é meu. É de todos. É do mundo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sem volta.

Ando com aquela sensação de que nada me prende aqui. Que podíamos simplesmente ir.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Vou fingir que não estou

«Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um...»
 

Gosto quando os planos se concretizam

Passo a noite a sonhar com Itália. Não é de estranhar, passei o dia a fazer planos para a nossa estadia (absolutamente fantásticos, posso garantir, mas não revelar). Acordo a pensar que há um ano estava lá, feliz, muito feliz, jurando a pés juntos que voltaria em breve. E assim será.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

(Work in Progress)

Eu sei. Estou a tentar concentrar-me na voz dela. Não resolve. Não resolve. Sim. Mas se me entorpece os sentidos...

Mais, no Cool Jazz Fest, ladies and gentlemen.

Fui ontem ver o Pablo Alborán à Feira Nacional da Agricultura, em Santarém e só me ocorre dizer uma coisa: meu deus, que rapaz mais apetecível!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

São os Fernandos Pereiras da vida.

Há pessoas que não têm personalidade, embora achem que tenham muita. E depois quando te apanham por aí na vida, querem ser como tu. Sugam-te a alma, os gostos e os jeitos. O que elas não sabem é que nunca vão conseguir uma aproximação do que és. Vão ser só ridículas.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mulheres. Ninguém me avisou que isto ficava para sempre.

O moço aqui do trabalho reclama porque hoje não me vê as pernas.
E eu digo-lhe que estou chateada com as minhas pernas.
Ele garante que tenho umas belas pernas e reclama mais um bocadinho porque hoje já não me vai ver as pernas.
E eu convido-o a ir vê-las através dos espelhos dos provadores de roupa e termino a conversa com ele: hoje não. Estou chateada com as minhas pernas.

sábado, 2 de junho de 2012

T2 para um e meio: Crescer é um acto contínuo

Há um mês comprei bifanas. Quem me conhece, sabe que é um passo e pêras - mas calma, que já chegamos à fruta. O conselho, dado por uns amigos, é tratar sempre o pedido pelo diminuitivo, demostrando um certo grau de conhecimento e intimidade com o mundo das carnes. Por exemplo?
- Queria umas coxinhas de frango.
- Corte-me aí uns bifinhos de perú.
Honestamente, o truque é muito bom. O talhante nunca vos engana, pois pensa que vocês sabem do que falam. Reparem, é como pedem as senhoras de idade, que compram carne há mais de 50 anos. Muito diferente do que pedir umas simples coxas de frango ou uns bifes de perú. Ou trazê-las embaladas só para não serem olhados de lado, porque toda a gente sabe que as coxas e os bifes que o talhante vos deu são de 1785, menos vocês (risinhos na fila de espera). Pelo menos até vos dar uma valente dor de barriga.
Agora sim, a fruta. Hoje fui à frutaria e sondei o mercado da freguesia. Sem truques ou conselhos, portanto, sem rede. Hesitei, confesso, pois creio que ainda no Natal passado a minha mãe anunciou na loja, assim, zombando de mim, que eu tinha vergonha de ir à frutaria. Mas lá entrei. Comprei ameixas, cerejas, limões e uvas. Na frutaria, onde há «mães» e senhoras que tratam a fruta por tu! Eu entrei, escolhi e comprei. Assim. Com confiança. (Imagino o orgulho da minha mãe ao ler este post. Provavelmente, e conhecendo-me bem, está também a pensar que a fruta se vai estragar toda. Pouco importa, mãe. Foi o processo de ir à frutaria que quis experimentar, e prometo que vou comer, vá... metade daquela fruta!)
Agora o próximo passo é comprar queijos e chouriços. No mercado.
Quem diria que ao fim de três anos a ser responsável pelo frigorífico cá de casa, continuo a ultrapassar certas barreiras... Estou crescida. E isso também implica deixar de comprar as coisas só em superfícies comerciais. Mercado ao sábado. Sinto-me mãe.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

T2 para um e meio: Sabe mal mas faz tão bem!

Eu conheco muitas mães solteiras. É coisa de mãe solteira. Junta-se com mães solteiras. E sou a única, mesmo detestando cozinhar ( sabe Deus e o meu amigo B.os dissabores que a cozinha me tem dado) que faz questão de preparar e jantar com o filho. Todos os dias. Sem desculpas. As outras, escudando-se no cansaço e no facilitismo, trazem os filhos para casa já jantados. E faz-me uma ligeira confusão.

terça-feira, 29 de maio de 2012

É isto.

É isto que preciso.

Outra linha.

Eu ainda sei distinguir um ponto final de umas reticências. E o que escrevi, foi um ponto final.
Parágrafo.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Como é que sabes que já não tens 14 anos?

Quando vais a um concerto de punk e ficas dois dias - pelo menos - com dores nos joelhos de tanto saltares.
É melhor começar a tomar JointCare. Aposto que há mais Offspring em breve. Ah, se aposto.

domingo, 27 de maio de 2012

Fenómenos

Fico pequena. Fico gigante. Numa só.

É a velha história

Liberdade. Independência.
E agora quem é que me agarra?

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Só para registo.

Eu também podia fazer uma lista bem compostinha, só com os meus defeitos.

terça-feira, 22 de maio de 2012