sábado, 31 de dezembro de 2011

2012, vou andar devagarinho para não me cansar.

Dois mil e onze. Foi um ano que me trouxe muita gente. Dormi pouco, muito pouco. Bebi muitos cafés, e tornei-me oficialmente dependente da cafeína. Comi desastrosamente mal. Foram semanas ternas e muito maternais alternadas com semanas loucas. Literalmente, loucas. Muito dinheiro desperdiçado, muitos quilómetros rodados, um carnaval prolongado e, agora pelo fim, um cansaço grande, mas tão grande, que decidi à ultima da hora que dois mil e doze é o ano do equilíbrio.
Talvez por ter passado os últimos dias do ano a aprender algo que me fez verdadeiramente feliz, decidi que vou investir nisso. Vou apostar na minha paixão, sem expectativas, com tempo, só porque sim. E porque me equilibra as  60 horas semanais de um trabalho que odeio, mas que não posso deixar. Depois, viajar, conhecer mais. Porque se percorro 2500 quilómetros por mês obrigada, tenho de equilibrá-los com energia positiva, fazendo muitas milhas para experimentar o que me apetece viver. Quero ganhar mundo. E, por fim, vou estar com poucos, ou com menos. Só os que importam que, afinal, não são assim tantos.
Enfim, declaro oficialmente que 2012 é o ano para conseguir fazer o quatro sem cair para o lado. Começo hoje, à meia-noite.

Um feliz (e fácil) ano novo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Quarta noite

Produzimos em massa. Estamos nostálgicos e voltamos aos estranhos que fomos. Relembramos génios e caminhos. Incentivamos e somos incentivados. Desenhamos, com palavras, círculos. Terminamos e evoluímos. Entrámos brutos, saímos melhores. Escolhemos post-its da parede. Agarro este: «Hoje passaram por mim 3 dias e 30». Crio algo de amor. Nasce uma paixão. Hoje, não concluo nada. Vou continuar.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Terceira noite

Usamos as mãos para moldar, e as ideias para criar. Personagens. Não é fácil dar vida a tanta gente. Um retrato, um sapato. Surpreendente e amargurada. Damo-nos mais, revelamos origens e opiniões. Dou-me mais, em segredo. Recrio e destruo. Como foi, de facto. Sinto-me exausta. Não da experiência, mas de parir tanto, em tão pouco tempo. É que sai tudo de dentro de mim. Hoje, dei vida.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Segunda noite

Começamos sempre por limpar a cabeça. Desta vez com corta e cola. Uma flor. Hoje é dia de estimular os sentidos. Vamos para a rua à procura dos sons, cheiramos frasquinhos, ouvimos música e tocamos o mistério. Mato a mãe no dia de Natal e gostam. No fim da noite, lido o último parágrafo, dizem:
- É a _ _ _ _ _. - Cinco letras que apontam o meu nome e descubro que, se não tiver mais nada, tenho uma identidade.
Saio feliz. Hoje, libertei-me.

Primeira noite

Cinco pessoas numa sala, à noite, num dos sítios mais bonitos da cidade. Não nos conhecemos e os nervos dão cabo de mim. As apresentações não são feitas com nome, idade ou profissão, mas sim com um desenho e um texto. Depois saímos para o frio da noite, numa pausa conversada como estranhos que somos e temos de permanecer. Subimos e deixamos, finalmente, que o papel faça as honras da casa. Gostam do que digo, mas os nervos continuam a dar cabo de mim. Apelidam-me como a menina do coração amachucado. Faço uma careta e sorrio. As apresentações estão feitas, palavras ditas para quê?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Estou um pouco nervosa

Mas hoje vou iniciar um curso que queria muito, muito fazer.
Para terminar 2011 em grande.
Merece. O ano e eu.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Posso-te conhecer?#3

Numa lavandaria. Encaminhei-o à porta quando me perguntou se sabia onde ficava. Entrou. Passados dois minutos estava novamente junto de mim:
- Vem jantar comigo.
Embaraço e recusas.
- Anda, vem jantar comigo.
Olho para as minhas colegas. Nenhuma me acode.
- Pede-lhes. - sorri.
Tem um sorriso giro.
- Talvez um café? - digo, envergonhada
- Um café está óptimo.
Foi um café e dividimos um pastel de nata.
Gosto de ousadia. Porque acho que é preciso muita auto-estima para fazer um convite destes a uma desconhecida. Também gostei que me tivesse perguntado se gosto de dançar. Achei uma pergunta sensual. E depois? Depois gostei que dividisse o pastel de nata com uma dietista. Olhem que quem não se sente intimidado a comer doces em frente a uma, é porque tem mesmo muita auto-estima. Ou então, muita vontade. Afinal o rapaz chegou há três dias da Holanda e, caramba, tinha mesmo saudades de um pastel de nata! E do improviso das gentes portuguesas.

Posso-te conhecer?#2

No lixo. Não partilhei com vocês esse momento, mas é verdade. Já conheci um rapaz enquanto fui deitar o lixo, que me ajudou com os sacos e se apresentou de seguida. Convidou-me para um café que nunca se concretizou. 

Posso-te conhecer?#1

Tudo começou aqui. Num multibanco.

Nova rubrica

(Uma vez que há matéria para tal)

Sobre sítios estranhos para se conhecer rapazes

Senhoras e senhores: Posso-te conhecer?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Isto das acções da EDP serem compradas pelos chineses...

... parece-me um bom negócio. É tudo mais barato na loja dos chineses.

Quem sabe...

... não vai ser este o nosso primeiro filme juntos? Está no cinema em Portugal, mas vou mandar vir o DVD de Itália.

T2 para um e meio: Há músicas mesmo parvinhas...




... mas é digno ver-me a mim e ao Um a cantar e a dançar esta música. Tanto que nos rimos! E taaaanto que gostamos das sextas-feiras! Embora, lamentavelmente, eu trabalhe ao sábado.

P.S. - Pensando bem, eu não gosto de Boss AC mas não é a primeira vez que me promove momentos divertidos!

Começo a compreender

Acho que é de ti que ela fala. Ou de alguém como tu. Tranquilo. Com quem possa falar horas. Sobre filmes. Sobre filmes italianos. Sobre tardes perdidas no aquecedor, enrolados em mantas. Sobre música, sobre danças. Acho que é de ti que ela fala, ou de alguém como tu: que me faça rir e, por vezes, poucas vezes, corar. Alguém que não se repara ao início, mas com quem vai apetecendo estar mais e mais. Alguém que se procura no meio de um grupo e sem se dar por isso, já está junto de mim outra vez. Conversando. Alguém que, subtilmente, revela uma beleza inesperada. Sim, é de ti que ela fala. Alguém com quem tenho algo em comum, tão raro, como poder cantar uma música italiana perfeitamente desconhecida de todos. Vou pensar em ti e tomar-te como exemplo. E da próxima vez que me apaixonar, será por alguém como tu. Prometo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cinco preciosos minutos

Num mar sem ondas, num dia de sol. Fui à praia e sentei-me, mais uma vez, junto à casinha. Tentei recordar-me que o amor ainda existe. E soube-me tão bem.

Foi a felicidade

Ontem fui jantar aqui (perto). Eu fui muito feliz aqui. Contigo. Fiquei com o coração pequenino. Sou uma saudosista incorrigível. O frio a bater-me no corpo, um passeio pelas ruas quase desertas e o desfiar das lembranças. Foi um ano difícil. Vivemos coisas inimagináveis. Acredito que aprendemos mais lições do que as que pagámos. Não estavam incluídas no pacote e nem sempre foi fácil, mas estivemos sempre juntas. O jardim, os patos, muitos gelados, um especial. Uma aula de fotografia, as tuas gargalhadas mais contagiantes do que as memórias. Lágrimas, algumas. Confissões e indignações. Arritmias com fotografias em grande e a tua mão sobre o meu coração, que ainda hoje fecha essa prova de que um dia eu também amei. Pessoas que se perderam com o Valentim e a nossa ingenuidade. Ontem fui jantar aqui e vim de lá a chorar. Uma lágrima. De saudade dos tempos em que só ganhei: a percepção de que a escrita é mais do que um capricho em mim e uma amizade basilar, que me convence de que há pessoas fantásticas neste mundo. Mesmo que andem por ele com muita discrição.

O calor não vem

Rir. Gargalhar. Fazer soar no frio da noite a alegria que transborda. E depois chorar. Sem lágrimas. Agora sempre sem lágrimas. Cerrar os olhos, apenas húmidos. Vergar os lábios ao peso do sabor amargo que sobrou. E convulsar. Peito e corpo. A mente como uma esfera. Em perfeita forma. Também em perfeito desequilíbrio.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

I dream of you (but I wake up alone)



This face in my dreams seizes my guts
He floods me with dread
Soaked in soul
He swims in my eyes by the bed
Pour myself over him
Moon spilling in
And I wake up alone

If I was my heart
I'd rather be restless
The second I stop the sleep catches up and I'm breathless
This ache in my chest
As my day is done now
The dark covers me and I cannot run now

(Eu, Amy Winehouse e uma caixa de Schogetten Yoghurt-Strawberry. À espera que o sono se deixe de pesadelos.)

Habemus Papam

Sem dúvida, um dos filmes mais amorosos que já se fez sobre religião, uma exclente lembrança da beleza do Vaticano - e do meu Luke, aiii o meu Luke -, o desenferrujar da língua italiana e um aperitivo ao retorno à Bella Italia que, senhoras e senhores, é oficial, acontecerá já no próximo verão.
Aconselhadíssimo, pelo sorriso que me provocou durante todo o filme.

domingo, 18 de dezembro de 2011

A forma como a minha cabeça processa as coisas e as transforma em sonhos, é um pesadelo.
Ó cabeça, há pessoas que não são para se juntarem, nem em sonhos. Nem em sonhos!

(É que depois passo o dia angustiada, pá!)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Planos para 2012:

Um desconhecido. Cinco mil euros. E a apresentação de um livro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

I told you:

- I'm a messed up girl.
And you smiled.
- Messed up is good.
See where it took us? Messed up is everything but good.

(And now I'm in love)

Sem qualquer falta de auto-estima...

... mas há tanta gente fantástica, criativa e inteligente, que às vezes me pergunto o que raio ando eu aqui a fazer.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Coisas que eu gosto muito



De ver e ouvir. E aprender.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Leituras

«Noites que não iria esquecer, horas loucas, momentos em que o mundo em redor parecia habitado por gente cuja existência somente se justificava porque serviam de figurantes no teatro da sua paixão. O prazer deixara de ser repetitivo, para se tornar crescendo cujos limites se dilatavam em permanência, cada vez mais longínquos, cada vez mais fundos.»

J. Rentes de Carvalho, Os lindos Braços da Júlia da Farmácia

Afinal a rapariga que lhe pergunta sempre por livros com títulos recambolescos raramente se engana.

Ela utilizou mesmo a palavra «desintegrar». É isso. Ela sabe, eu sei, nunca expressei. São partes de mim espalhadas pelo chão.

domingo, 11 de dezembro de 2011

É. Talvez se misturem....

... talvez se confundam. Mas como te chego se as palavras não me chegam? Diz-me: como te explico a grandeza da falta se nem o dicionário me ajuda? Não há fidelidade na tradução. Na verdade, também já não as há nas minhas acções. Sussurro desculpas. (Desculpa.) Embora seja essa traição o meu maior castigo. Cada movimento lembrando-me que já nem sequer sei fingir o amor. Não sei que faça, agora. Logo eu, que só sabia fingir o amor.

(Se fosse fácil como nos filmes tocava-te à campaínha. Ou esperava-te no parque, à chuva. Se fosse fácil como nos filmes beijava-te e havia música. Tinha ao menos uma fotografia e bebiamos cafés em copos gigantes. Apontava para a timeline e dizia-te:
 - Não percamos mais tempo. Os segundos passam e Fevereiro está quase a ditar os créditos finais.
Mas não é fácil. Embora estranhamente eu me sinta num filme.)

Yes, you said that I'm the only one.



(And now my heart is kind of broken)

Eu gosto da Amy. A Amy é uma das minhas preferidas. Pelo seu talento e pela sua voz. Mas sobretudo por ela. Eu gosto da Amy não só porque ela é uma das minhas preferidas, também porque ela arranja sempre maneira de dizer o que eu dificilmente exprimo. E gosto dela pela forma como ama. Porque acho que somos estranhamente gémeas nessa coisa de amar. Não seremos as únicas. Isto de amar tão atabalhoadamente não é exclusivo. Encontro nela as palavras e canto-as como se os amores dela fossem os meus. Eu gosto da Amy porque ela transforma qualquer coisa numa coisa. Já conhecia esta versão dela e até já aqui a tinha publicado, mas agora que me ofereceram o cd no Natal, no carro, tenho sido quase obsessiva com a faixa quatro. Porque sinto que ela canta os meus sentimentos, como se me consolasse. Como se me desse palmadinhas nas costas e me confessasse, na sua voz especial: «Deixa lá, eu fiz esta versão porque passei pelo mesmo que tu. Vamos beber uns copos?». Esta, senhores e senhoras, é a banda sonora da minha (actual) vida.

(O uso dos verbos presente é a minha manifestação de que o passado nem sempre passa)

Tonight you're mine completely
You give your love so sweetly
Tonight the light of love is in your eyes
Will you still love me tomorrow?

Is this a lasting treasure
or just a moment pleasure?
Can I believe the magic of your sight?
Will you still love me tomorrow?

Tonight with words unspoken
You said that I'm the only one
But will my heart be broken
When the night meets the morning star?

I like to know that your love
This know that I can be sure of
So tell me now cause I won't ask again
Will you still love me tomorrow?

Will you still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


Um tatuador cinco estrelas e muita conversa boa, com risadas e tudo. Não doeu nada, até parecia uma espécie de massagem. Mas agora estou tão incapacitada que tive de me vir embora de um bar. Estou manca e dorida. Também quem mandou tatuar meia perna de uma só vez? E já agora... porque é que nunca ninguém me disse que doia muito depois? Mesmo muito?

Reacções:

Pai - Ai, mas para que é que tu foste fazer isso aí?
Mãe - Ai está a doer-te? Sabes que não tenho pena nenhuma, não sabes?
Um - Não sei se quero ver. Sim, quero ver. Espera. (Fecha os olhos). Mãeee, está tão gira! Isso doeu?!


Ok. Confesso.

Talvez esteja um pouco nervosa para a sessão de 3 horas de tortura que se seguirão mais daqui a nada.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Qui sait, les deux

“I believe that love that’s true and real creates a respite from death; All cowardice comes from not loving or not loving well which is the same thing, and when the man is brave and true who looks death square in the face like belmonte who is truly brave, it is because they love with sufficient passion to push death out of their minds, until it returns as it does with all men. Then you must make really good love again. Think about it.”


Ernest Hemingway, Midnight in Paris

Compras de Natal

Done.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Olha no que deu:

Estou impaciente. Estou inquieta. Não quero estar aqui. Não sei onde quero estar. Tenho a cabeça a explodir. De ideias, de sítios, de experiências. Estou exultante. Estou eufórica sem motivo. Estou com demasiada energia e desequilibrada. Estou com necessidade de parar de pensar. Estou com vontade de ir. E partir. Sinto que não é isto e não é aqui. Mas também não sei onde é. Na bagagem, só quero papel e caneta. De resto, é disso que me alimento. E o peso vai fugindo de mim.

Come close to me, only your love can do me...

(Carreguem no play lá em baixo e bem alto, todos comigo!)

Every little

Every little

The first time I met you
You were so quiet and cool you
Never thought that you would kiss my heart the way you did
All of the sadness in passing
Making me feel like I'm past it
But you reel me in in the sweetest way

Oh I'm so enamored by you
All in my music all you
Do you keep me surfing on the hope that we can be together, are you?
I hope you listen to this
I hope you get to feel this
Because everything is you
Come on

Come close to me
Only your love can do me
Every little thing I do you are
Baby you know your special
I don't care what the rest do
Every little thing I do you are

If love had a face then it's you
Made for me how did you know
The best type of love who must have led you to hurt me
If there's anything I can do
Let me know I'll be a fool
But don't take advantage cause I will hate to have to leave you

Your touch makes me feel like a woman
Takes me beyond feeling human
When you touch me oh the smell of you
When we're alone it's beautiful
Makes me not want to leave you no
Everything is you

Come close to me
Only your love can do me
Every little thing I do you are
Baby you know your special
I don't care what the rest do
Every little thing I do you are

Come close to me
Only your love can do me
Every little thing I do you are
Baby you know your special
I don't care what the rest do
Every little thing I do you are
Ooh when your lying next to me
I can't believe your next to me
It's only us in this moment
No interuptions we focus
Tell you I'm glad I risked it
God knows that I would have missed it
You're so amazing baby everything you do

Come close to me
Only your love
Everything little thing I do you are
Baby you know your special
I don't care about the rest
Everything little thing I do you are

Baby
Baby you are
Baby
You are
Baby you are
Baby

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Diagnóstico: recordações persistentes.



O meu problema é não esquecer. Pessoas. Músicas. Amizades. Sítios.
Afinal, a minha primeira tatuagem não foi feita a tinta, foi feita a memórias.

Estou aqui a pensar...

... que gosto dos improvisos da vida - nasci por causa de um, criei-me num e o meu melhor improviso chama-se Um e diz-me que me ama todos os dias. Por isso, assim de improviso, vou fazer planos para o improviso que são as minhas férias em Fevereiro. E olhem que é coisa para ser planeada ao mínimo improviso.

Please, wait. Improvisando...

(Talvez assim sacie um pouco a minha vontade de mandar tudo ao ar e de vender a minha alma ao mundo).

sábado, 3 de dezembro de 2011

Depois de um interregno pelo «paz à sua alma»...

«There is only one way to become a champion. Never fucking lose.»

Gannicus, Spartacus, Gods of the Arena

O vício voltou. E em grande. (Não é o meu Spartacus, mas pronto. Continua uma excelente história e uma excelente série, que deu a volta a um contratempo de uma excelente forma. E com excelentes... actores. Isso. Excelentes actores.)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Se ao menos eu soubesse cantar...

Assim:

Os mortos não têm tempo.

E marcado.

O desenho foi surgindo entre nós. Gostei. Marquei. E agora dou por mim a olhar para a perna como se ma fossem amputar. Não pela dor, não imagino sequer como será, mas não me assusta - se fosse muito grande, não havia tanta gente com tatuagens - mas sim pelo facto da minha perna nunca mais vir a ser mesma.
O meu problema com as tatuagens é só um: a sua eternidade. E é por isso que passei 27 anos sem fazer nenhuma, por mais maluquices que já tenha feito com o meu corpo ou imagem. Sempre tive problemas com o para sempre. E é exactamente por isso que a vou fazer: para superar este meu hadicap (acreditem que é mesmo, só quem sofre disto sabe) e, sobretudo, para me lembrar que nem tudo me foge. Por mais vezes que o mundo gire e se sacuda. (Esta última ideia pode parecer incoerente, mas olhem que a psicologia a explica muito bem. É mais básico do que parece).
Já disse ao Um. Não gostou. Disse que durante a noite me ia apagar a tatuagem. Eu ri-me. O mais bonito entre nós é que, sem querer, às vezes confunde-se quem é o adulto e quem é a criança. Afinal, temos um pouco de tudo dentro de nós, não?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Está decidido

Sexta-feira vou tratar da minha primeira tatuagem. E pronto. Disse à mãe e não disse ao filho. Porque a mãe não gosta, mas deixa, e o filho não gosta e, quando vir, é capaz de cair para o lado. O raio do miúdo odeia tatuagens... pelo menos nos próximos dois anos. Depois é ver para crer!

Cultura

Passo a hora de almoço no Museu Berardo, entre as exposições de «Vik Muniz» e a «A Arte da Guerra - Propaganda da II Guerra Mundial». Gosto do silêncio do espaço. Atrai-me deixar a mente à porta e entrar na cabeça dos outros. Gosto muito de Vik Muniz, da relação comida-arte (neste retrato que vos deixo, utiliza açúcar para recriar o rosto de crianças que conheceu em St. Kitts, nas Caraíbas) .
Gosto pouco da propaganda à guerra, mas gosto muito da exposição, dos cartazes. Muitos apelos se poderiam aproveitar nos dias de hoje: poupança de gasolina, poupança de comida, férias em casa e sacrifício por uma nação. Se calhar Portugal está em guerra e ninguém nos avisou. Sinto novamente uma estranha relação com os judeus - aparecem lágrimas num dos cartazes, dizendo «Os judeus não valem nada. Fora os judeus». Só nesse cartaz. E no final, é triste perceber os mentecaptos evoluíram muito pouco. Embora eu, em duas horas, tenha evoluído tanto.

T2 para um e meio: Cross Country boy

Eu sou fã de The Middle (No meio do nada). Domingo de manhã, lá estou eu horas seguidas a rir-me com aquilo.
Particularmente, adoro Sue Heck. E adoro a sua sweatshirt do Cross country. Por isso, quando ontem o Um me disse que tinha sido apurado para o corta-mato, não consegui deixar de me rir, a imaginá-lo, qual Sue Heck, meio-parolo, a exibir uma camisola amarela cheio de orgulho.
A diferença? O Um não é parolo. É giraço. Tem estilo. E vai trazer a medalha. A mãe acredita. As mães acreditam sempre.
PS - Temo que tanto empenho no apuramento tenha sido motivado pelo facto de, participando, lá se adiava um teste de ciências.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A primeira vez (nem sempre é a dois)

Presto a devida vénia à minha amiga, por tão bom gosto e tão boa recomendação: sem funanás, minha querida, fui uma experiência muuuuuuuuito próxima do amor!

Vou tentar esquecer-te de vez: 1, 2, 3.




Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir…
E se perder, vou tentar esquecer-me de vez... conto até três
Se quiser ser feliz…

domingo, 27 de novembro de 2011

Acabei-o e, pela primeira vez na vida, sinto que devia faltar uma peça.
Não faltou.

(Embora na verdade, lhe vá faltar sempre qualquer coisa.)

«O difícil é arrumar a tristeza»



O mundo está cheio de fronteiras e eu não percebo porquê. Ao longo dos tempos tenho sonhado com um planeta livre, sem limites. Mas o Mundo está posto assim.
Definido. Quis-nos diferentes. Origens, ideias e falas distintas.
O Mundo fez-nos assim: incapazes de nos entendermos. Distantes. Eu, sem saber como te explicar o que sinto porque as palavras não te chegam. Tu, sem perceberes o que sai de mim. Sorris. Sempre sorris, como se não importasse. E o mais irónico, é que nunca me importava. Nunca fui boa com as palavras e sempre achei que falar não importava. Mas agora que quero, que preciso dizer-te que estou diferente, não sei como. Não te chego. 
Eu sei, o amor não tem fronteiras. Faz-se igual por todo o lado. Mas tudo o que eu queria era dizer-te na minha língua. Em português. Não sei fazê-lo de nenhuma outra forma. Queria explicar-te a saudade. Que não te prendo porque é a liberdade do teu espírito que me agarra mas que a saudade é inevitável para mim. E eterna. Que a saudade não se mata, cresce. E dizer-te que se alimenta do meu sorriso. Da alegria nos meus olhos. Alimenta-se dos meus músculos e deixa-me inerte. A saudade come-me os pensamentos e não deixa restos. A saudade inebria-me. Como uma garrafa de vinho. E que preferia bebê-la contigo. Senti-la contigo.
Estou assim. Com esta sensação de que não te volto a ver. A beijar. A aninhar. Estou com esta sensação de que está completo o milagre, que sempre vem terminar com as esperanças e começar com os agradecimentos. Por isso, aconchego-me ao nosso silêncio. Agradeço. Choro. E deixo que a música faça por mim a expressão do meu sentimento. Mesmo que não entendas o que a Adriana diz por mim.
Vai. E quando fores, prova-me que o mundo não tem fronteiras. Promete só que um dia vens contar-mo. Vem dizer-me, sorridente, como sempre, que o mundo é só um. Sem limites. Como nós um dia fomos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Women, Bukowski

Women got together, yesterday.
E falaram, falaram, falaram.
No fim, confiaram-me um tesouro que já percorreu a América do Sul.
Ei-lo.
Estou devorando. E adorando.
(Obrigada. Aos dois.)

Madrinhices

Laços, saias, ganchos, vernizes, sapatos e conselhos sobre rapazes. Assim será.

É uma princesinha.

É um bocado safado mas...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Orage

O mais bonito da vida é isto: tu hoje podes até dizer-me que não. Mas sempre que trovejar, eu vou pensar em nós. E em tudo o que fomos naquele momento.
Luz e estrondo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Para a grávida mais grávida de sempre

Tu sabes: tenho esta obsessão em descobrir porque se cruzam os caminhos das pessoas. Nada é por acaso. Sobretudo, ninguém é por acaso. Se há coisa que me deita abaixo, são as pessoas. Também porque é com elas que sou genuinamente feliz.
Há muito que sei porque as nossas vidas se cruzaram: para partilharmos esta insanidade que às vezes nos assola. Só não sabia - fiquei a saber hoje - que os nossos caminhos se entrelaçaram para ser madrinha do teu filho. 
Madrinha. Madrinha. O meu primeiro afilhado.
Obrigada pela confiança. Obrigada por me fazeres sorrir.

Não há coincidências

Achei-te num outro corpo. Mais belo, perfeitamente perfeito. Descobri-te num outro beijo, numa outra língua. Mais doce, perfeitamente imperfeita. Entendemo-nos como se assim estivesse destinado, o mundo numa conspiração que nos uniu. Achei-te num outro corpo, os mesmos ombros, o mesmo peito, embora trouxesses uns olhos ainda mais bonitos.
E assim deixei-o entrar depressa, não fosse a terra tremer e levá-lo para longe. Mas foi. Mesmo depois de me agarrar com força, de me puxar para o seu corpo e de me fazer sonhar com novos suspiros e um amor inspirado. Tal como tu, foi. E eu deixei-me ir, também. Para um fundo que conheço de cor, onde a mente não descansa e o corpo não se materializa. Penso nele. Desejo-o aqui. E, sem querer, ponho-me também a pensar em ti.

Desapontamento

As pessoas vão-me comendo o coração.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sempre quero ver...

... se te chega esta mensagem, já que o meu telemóvel está sem saldo ;)

Provavelmente, nunca vou dizer que te amo. Provavelmente, muito provavelmente, nunca vais receber flores com o meu cartão. Provavelmente vou antecipar-me e estragar-te muitas outras surpresas. Sabes que sou eu. Sabes como sou.
Mas que importa esse meu feitio, que importa essa minha aparente frieza, se a maior surpresa que temos na vida, foi o facto dos nossos caminhos se terem cruzado? E eu ser tão feliz por isso?

Have a nice day,(e não engulas muitos sapos, que é coisa que faz mal ao MCF. =P)

Reflexões

Acusam-me de ser a rapariga com a «sorte» de conhecer gente em sítios improváveis. Ele é no multibanco, ele é no lixo... a minha pergunta é:
Para quando um gajo numa livraria? Gostava disso.

Não é preciso ser 1.1.11, 11h.11m.11s...

... e nem voltará a acontecer só daqui a 100 anos. Para mim, todos os dias, são dias do


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Se o mundo não anda do avesso...

... eu não sei não.
Acordei solidária com o povo (ar condicionado no máximo, dentro do meu mais-que-tudo suzuki ).
As transportadoras fazem greve. O povo irrita-se com as greves. Em jeito de silogismo:
O povo irrita-se com as transportadoras. Isso, isso!
Ora, se o objectivo das transportadoras é mostrar a falta que fazem, vêm tarde. É só passar pelas gasolineiras para se perceber que o comboio, o autocarro e os barcos não constituem hoje uma alternativa, são bem-essencial.
Se o povo já percebeu a ideia, não deviam as transportadoras pensar numa forma de irritar, efectivamente, quem ainda não o entendeu? Tipo... deixa cá ver... os governantes! É que eles andam de carro. De carro, meus senhores, e na faixa do bus. Logo, o trânsito caótico que se gera graças às greves dos transportes não só irritam o povo - coitado do povo, que já nem subsídio de natal tem - como não irritam o governo.
Olhem que eu não sou contra as greves, que nem sou. Também não sou a favor, a menos que seja uma coisa bem feita, como aqui foi há uns anos quando deixou de haver leite nas prateleiras porque os camionistas nem- ai-nem-ui-podem-todos-morrer-à-fome-que-não-estamos-nem-aí-por-aqui-está-tudo-carregado-de-batatas-e-cenouras-e já agora-também-temos-leite-E-gasolina. Mas se não houver uma lógica na coisa, para que servem as greves? Não terão os trabalhadores outras armas? Pensem lá bem...

Pronto, a coisa começou assim, mas terminou assado.

Chego a casa, e deparo-me com a notícia que os portugueses - esse povo que ainda há umas horas defendia eu acérrimamente - pretende gastar, em média, 540€ em prendas de natal. Mais do que os alemães, esses novos e tiranos donos da europa. Quinhentos e quarenta euros, meus amigos? (E disse em extenso para ainda parecer mais). Quinhentos e quarenta euros? (E repeti para sublinhar a minha indignação!).
Das três uma: ou sou mesmo sovina, ou a minha família é mesmo pequena, ou o Natal é uma coisa que realmente não me assiste.

(Dasse!)

Cenas que eu não suporto

A minha chefe ligar-me uma hora antes de eu entrar no trabalho ou duas horas depois de eu sair.

Chupa chupa chuupa, chupa no dedo! Eu, não atendo.

domingo, 6 de novembro de 2011

Adoro viagens low cost

Trinta e cinco euros e resolvia-se isto... se ao menos soubesse o teu nome.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

T2 para um e meio: Tirem-se conclusões

«Ah, e tal, as mães adolescentes não têm a mesma capacidade educativa. Beubéu, beubéu»

Professora: E o Um, acha que se está a integrar bem na escola?
Meio: Sim, ele está a adorar.
Professora: É que ele é tão calado nas aulas...
(Silêncio. É suposto, sempre pensei.)
Meio: Bem, ele é um pouco tímido...
Professora: Realmente... é que o resto da turma é tão indisciplinada.

Quer dizer... assim sendo, acho que não. Acho que ele não está integrado nessa selva que é a indisciplina. E ainda bem. Ainda bem. Devo ser eu a mãe mais nova dos colegas: não se tirem conclusões precipitadas... mas lá que o ando a educar bem, ando.

Lição nº 1                                    4 de Novembro de 2011
                           Sumário
A educação não escolhe idades.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Maravilhas do mundo

«Conto até aos cem e, se não chegares antes dos cem, vou-me embora. Não chegaste antes dos cem. Conto de cem a um e, se não chegares antes do um, vou-me embora. Não chegaste antes do um. Conto dez automóveis pretos e, se não chegares antes dos dez automóveis pretos, vou-me embora. Não chegaste antes dos dez automóveis pretos. Nem antes dos quinze táxis vazios. Nem antes dos sete homens carecas. Nem antes das nove mulheres loiras. Nem antes das quatro ambulâncias. Nem sequer antes dos três corcundas e, entretanto, começou a chover.»

António Lobo Antunes, O encontro, na Visão de 20 de Outubro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

T2 para um e meio: TPC's

As minhas amizades estão na idade de comprar babygrows e mudar fraldas. Já eu, estou na idade de fazer trabalhos sobre o Halloween. Em cartolina! 
Quem não tem saudades desses tempos de escola? Eu cá sempre adorei escolher as cores da cartolina. 
Um feriado diferente, portanto.

domingo, 30 de outubro de 2011

A vida é qualquer coisa...

... deliciosa. deliciosa.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

T2 para um e meio: o amor faz corridas

Não me sai da cabeça a imagem do Um a correr, escola fora, até ao portão. Sorriso na cara, casaco debaixo do braço e a pisar todas as poças de água. A felicidade de nos ver ali, eu e o pai. Não me sai da cabeça aquele menino, e o amor que sinto por vê-lo fazer as coisas mais simples do mundo. Como correr para mim.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Dubai

Hoje soube de ti. Um ano passado E lembrei-me disto: http://eucomocaracois.blogspot.com/2010/08/kisstupid.html (o tablet não é bom a fazer links). Do dia em que quis deixar-te um bilhete a dizer «gosto de ti». Não o fiz. Tola, se calhar, tinha agora um bocadinho de mim no Dubai.
E agora que penso nisso, porque raio foste sem um adeus? Um dia encontro-te e pergunto-te. Talvez nesse dia tenha mais coragem e te diga nos olhos. Cheia de coragem e de um sentimento nostálgico.
- Sabes? Um dia gostei de ti.

Vou explicar como posso

Eu não entendo o amor. E é por isso que não me meto nisso. Eu gosto dos beijinhos, dos abraços. Gosto de passear de mão dada e gosto de jantares regados a vinho. Gosto de fins-de-semana longe do mundo e gosto que me dêem boa noite, de preferência ao ouvido, mas se for por sms também sorrio. Sou como todos. Mas não consigo meter-me nisso de cabeça, porque não acredito no amor. Acredito em momentos de amor. Digam que isso vai mudar. Dizem-me muito. Eu acho que, com a minha idade e experiência, sei que é feitio. E crença que duas pessoas só se juntam por motivos práticos, como ter filhos ou sair de casa dos pais. E quando, por obra do senhor, é somente por amor, tcharammm, aparece uma brasileira ou um colega de trabalho a meter o bedelho e ai, jesus, que já fiz asneira.
Há consequências nesta minha forma de estar, há. Mas eu confio que as aguento melhor do que as cenas trágicas do amor. Se tivessem presenciado o que eu já presenciei, entenderiam a minha posição. Assim sou eu. Vocês, sejam como quiserem, há mercado para tudo e, no fundo, é-me igual. Agora, entendam que eu não vou entender certas coisas. Entendam que eu não vou  ser dramática nem trágica. Eu sou prática. Porque a vida me fez assim, mas sobretudo porque me superei assim quando não quiseram mais estar comigo. Entendam que eu não acredito em causas perdidas e que desisto das lutas só porque está na hora de baixar as armas e alguém tem de ter sangue frio para o fazer. Porque para mim, só há um caminho: se um não quer, dois não fazem. O resto, é história. E há tantas histórias para viver. Tantas. E das bonitas. Daquelas que dão direito a sorriso sempre que nos lembramos delas. E eu só guardo essas.ca

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Geografia

Toulouse é ali. Ali, olhem, ali. Eu sabia que Toulouse era ali.

Coisas da vida

Tenho a partilhar que a foto mais gira que já alguma vez me tiraram em 27 anos não é publicável só porque estou coladinha a um desconhecido. Giro que se farta, mas totalmente desconhecido. E eu respeito a privacidade alheia.
Embora gostasse mesmo de publicar a foto no facebook. Dammit!

domingo, 23 de outubro de 2011

Hoje era o domingo ideal



Mas vamos adiando, adiando...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Estou sensível e é tão bom

O senhor do café já sabe que gosto de Compal Laranja. Vi o vapor que se forma quando o sumo, frio, entra pelo copo e a forma que tomou quando desceu até ao fundo. Cruzei-me com pessoas que despertaram em mim uma vontade louca de abraçá-las. Ouvi com atenção boa música. Recostei-me numa cadeira e deixei que o sol me aquecesse. Estou numa terra que gosto e há aniversário. Também vão haver beijinhos, dos bons. E antes deles, vou fazer uma viagem que sempre me encanta. As lágrimas já me vieram aos olhos sem explicação plausível. Sinto-me grande. Maior que o mundo. Estou sensível.

E é tão bom.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

T2 para um e meio: Cenas que (não) acontecem (mais)

Assaltaram-no na casa de banho da escola. Levaram-lhe a carteira. E eu vou roubar-lhes uma cena básica: a integridade física. Amanhã estou lá à espera deles. Eu, e um punho fechado. Não sabem com que mãe se meteram. Mas eu vou-lhes mostrar.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pelos caminhos de Portugal

Hoje vou recordar os tempos de transportes públicos.  E uma vez que a viagem demora 2horas e meia, não, não estou minimamente entusiasmada.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

(Até que a morte nos páre)

Não consigo evitar o pensamento que dariamos um lindo casal de velhos. Viajando pelo mundo, à procura de prazeres num bom vinho. - Queres branco ou tinto? - À procura um do outro. Tu, numa casa nossa, batendo a porta sem dizeres onde vais. Um beijo na boca e um até logo. Eu tranquila, sabendo que voltarás, por mais voltas que dás. No nosso jardim, aguardando até ver o teu sorriso regressar no abraço que sempre há para mim. À noite. No teu corpo recitando o mundo até ao silêncio. Ou simplesmente a fazer amor.

(Aposto que já te passou pela cabeça)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Já não odeio os domingos à noite

Isto de trabalhar à bruta deu frutos. Vou continuar a trabalhar que nem um cão, mas à minha maneira. Diz que é bom apanhar os chefes bem-dispostos na hora de propor folgas à segunda-feira. E quem disse que eu odeio domingos? 

PS - E hoje conheci o director clínico de um hospital privado muito in e fiquei tão bem impressionada. Se fiquei. 

Uffffffffffa!

Às vezes olho para o caos de outras histórias e dou-me por feliz. Descubro que no meio do meu caos, que me pareceu mau, difícil e, por vezes, insustentável, houve sempre uma qualidade que me permitiu o grau de felicidade que hoje exibo: auto-estima. E como sei que isto da felicidade é efémera, ando por aqui mais descansada. Quando a próxima provação vier, dou-lhe com a minha dose de amor-próprio. Em dose dupla. Oh yeah!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

T2 para um e meio: aulas de português

As aulas começaram há um mês mas o Um continua sem aulas de Português. E, quero crer que ando a ver bem as notícias, há praí muito professor que quer trabalhar.
Põe-se para aqui uma mãe a incentivar o seu filho - que escrevia qual ucraniano acabadinho de chegar a Portugal - à leitura e à escrita (e com muito sucesso, devo dizê-lo com orgulho!) para isto.
Bom! Já que ninguém faz nada, decidi dar-lhe eu as aulas de português. E não é que vou, finalmente, cumprir um sonho de criança, este de ser professora de línguas? Não me tivesse eu visto o que os meus paizinhos aturam, e talvez tivesse sido essa uma das minhas primeiras opções. Mas vi. E hoje aturo go%&#/s. Sim. Diz que fere sentimentos dizer «gordos». Gordinhos, pronto. Gordiiinhos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

T2 para um e meio: Pedaços

Ainda não me habituei a isto de ter um filho pré-adolescente que tem a sua própria chave de casa. E quando entro, ao principio da noite, estranho sempre as coisas fora do lugar e o gato Sushi não reclamar um pratinho de comida. O Um não consegue não vir dar-lhe miminhos durante a tarde, quando sai da escola. Sorte a do gato Sushi. Sorte a da mãe também. O gato Sushi já não me morde quando entro, ao princípio da noite. Já não vinga a solidão. E eu, já não sinto - tanto -  o vazio desta casa quando ele está no pai. São os pedaços dele que vou apanhando pelo chão do quarto, por ele esquecidos. Abençoada desarrumação. Lembra-me a saudade que tenho dele, todos os dias. Lembra-me o meu coração.

I wish*

Trabalhei 12 horas. Trabalho 6 dias por semana. Trabalharei sem férias até Abril.
Se não vos vir até lá, um feliz natal e um excelente ano novo!

*Vacations!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Your kisses hold me hostage, and I don’t wanna stop it




(And I want you more than a new pair of shoes)



Eu sabia que isto estava a apertar, a apertar. O que nunca pensei foi ter de ficar tanto tempo sem aqui vir. E tanta coisa para dizer. Já me esqueci é do quê...

(Tenho o cérebro do tamanho de uma ervilha murcha)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

A verdade é que já não fico triste muito tempo.

Culpa tua, que me enches a cabeça de sussuros felizes. E é por isso que te tenho mantido por perto. Por isso, e pelo teu sorriso.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

(São as insónias)

Quero dançar contigo. Corpos suados em ritmo, movendo-se coordenados. Quero dançar contigo com o mundo à nossa volta, música que nos mexe, ar quente que nos exalta. Cores que te assentam. Leva-me a dançar contigo, em desalinho, roupas e mãos. Dancemos unidos, até à síncope dos sentidos. E depois, quando te cansares, empurra-me para qualquer quarto de hotel, esgota-me só mais um pouco as energias e deixa-me, finalmente, descansar em ti.

Há duas noites que não durmo.
Tenho saudades de adormecer enrolada no teu cheiro Chesterfield. Sonho-me abraçada no quarto, despida do mundo, só te vestindo a ti, e unidos pela cumplicidade de não amarmos. Tu não sabes, eu não quero. Amar, mais ninguém.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dietista? Sim, pois, isso.

Ainda nem são oito e meia da manhã quando vejo um anúncio do Magnum Limoncello. Voo directO para aquela lojinha em Roma, onde o senhor me deu a provar tantos licores, que saí de lá toda torta. Tenho de experimentar, ai tenho, tenho! Antes das nove. Vá.... da noite!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Prevêem-se dificuldades

Isto de me passar a levantar às 7h15m e chegar a casa depois das 20h00m não augura nada de bom para os próximos meses. Para começar, levo já com uma fortíssima dor de cabeça. E ainda só vamos no dia 1. (PS - Posso estar a ser injusta com a minha lesão na córnea, e ser ela, afinal, a protagonista principal desta grande dor de cabeça).

domingo, 18 de setembro de 2011

T2 para um e meio: A figura paterna

Estou em pânico. É muita mudança junta, e isto de amanhã o Um me entrar por uma escola nova, dois dias atrasado, está a dar cabo de mim. As feridas estão bem melhores, mas não resisto em precavê-lo (coisa de mãe):
Meio - Olha, se te perguntarem o que é isso, tu... - eu ia desatar a inventar desculpas parvas, do género, «diz que caíste», «fala da vitória do Benfica 4-1, mesmo que seja uma miúda a perguntar-te», ao que o Um me responde:
Um - Sim, eu já sei. O pai disse-me.
Meio - O quê?
Um - Para explicar que andei à porrada com um rapaz, que fiquei com estas feridas mas que o mandei para o hospital e que ele está bem pior do que eu.
E pronto. Posto isto, vou tomar banho a pensar que não há dúvida. Os rapazes que são só criados pelas mães viram homossexuais porque as mulheres são umas atadinhas. Nada como um pai para os tornar machos. Temíveis.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quando um abraço não basta...

... dá-me dois.

T2 para um e meio: Ah, que ele é rijo!

E já sobe às árvores! Só lhe falta voltar à escola. Segunda, disse o médico. E eu fico assim-assim.

Chegámos à conclusão, no médico, que ele não o visitava desde 2008. Rijo como a mãe. Ou então não.

Parabéns, minha querida!



Tu é que fazes anos e nós é que recebemos o presente.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

T2 para um e meio: Horários escolares

Fui à escola passar o horário escolar do Um e dei por mim a choramingar. Ou porque o sempre o imaginei lá comigo, entusiasmado a ver as novas disciplinas e as duas tardes livres. Ou por pensar que, a partir do dia em que entrar naquela escola, mochila às costas e sem a mãe pela mão, o meu menino vai crescer. Ainda mais. Ele. E eu tão (cada vez mais) pequenina...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

E, por fim, caio eu.

Depois de cuidar de tanta coisa, é tempo de me ir abaixo com um nariz todo ranhoso.

T2 para um e meio: Obrigada a todos

Pela preocupação, carinho e apoio que me fazem sentir. O Um está a recuperar, ainda que não esteja totalmente tratado. Pode não conseguir estar bom a tempo de começar as aulas e, isso sim, preocupa-me. Escola nova, amigos novos, não quero que perca nem um minuto deste momento importante.
Não sou crente, mas dou por mim a rezar para ele ficar bom até quarta. Tudo vale. Crucifique-me os verdadeiros crentes, não me importa. Uma mãe vende a alma ao diabo pelos filhos, porque razão não haveria de ceder aos eventuais milagres de deus?

domingo, 11 de setembro de 2011

Melhores dias virão

Duas urgências em três dias, antibióticos em quantidades industriais, o susto de um possível internamento, do Um, o fim de relação e o fantastma de um aborto. Se isto não são más energias a mais, não sei o que será. Mas que me estragou o fim-de-semana, estragou. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

De Roma, ainda com muito mais amor (Che siamo lontano ormai*)

Eis o filme que comprei em Roma e adorei. Aconselho aproveitarem esta raridade de ver filmes destes em Portugal a todos os amantes da cultura italiana. Eu própria já o vi demasiadas vezes e voltarei a vê-lo, agora com legendas e em ecrã gigante.
E para vos espicaçar a vontade, deixo a música - acho que já o tinha feito, mas ok - que me apaixonou no filme, e que oiço constantemente aqui em casa, em volume máximo.


(*ma non per molto)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

T2 para um e meio: Shiuuuuuuu

Eu e o Um temos um plano secreto.

Inclui aviões. Pizzas. E 10 dias de muito passeio.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Pela quantidade de livros sobre o assunto que já li

Acho que se gostasse de religião, gostava da judaica. É a cena com as palavras.

T2 para um e meio: Da próxima vez que me perguntarem se foi difícil ser mãe aos 17

Vou lembrar-me da dor da miúda que, aos 22 anos, fez uma interrupção voluntária da gravidez e nunca mais sorriu. Isso sim, deve ser difícil.

Pelo menos a minha escolha diz-me todos os dias que sou a melhor mãe do mundo. E eu acredito.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Hoje apetece-me chorar.



Não se admirem se começar aqui a depositar melancolia musical. Estou de rastos, sugaram-me a energia. Vou fechar para balanço.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Novidades

Tenho andando desleixada, eu sei. Mas eis o meu brinquedo mais amado - e desejado por todos os que o manipularam - dos últimos tempos.

T2 para um e meio: novas instalações

Com isto de ter um filho sócio do Benfica - uma bela prenda de aniversário - prevejo uma época com várias idas à catedral.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

De repente, já nos 10.

Estou a vestir-me para ir para o trabalho. O Um acorda. Sorri, puxa-me para junto dele.
Um - Já tomaste o pequeno-almoço, mãe?
Meio - Não...
Um - Anda, vamos. Eu faço-te companhia.

E é assim que eu percebo que não foi mentira a festa de sábado. O meu filho tem 10 anos e está crescido. Um rapazinho que faz companhia à mãe antes de sair para o trabalho.

P.S. - e se aos 10 as festas de anos duram até às 3.30 da manhã, imagino a festa do vigésimo aniversário...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

T2 para um e meio: Regressos.

Dizem que o melhor do mundo são as crianças. Tsc, tsc. Errado. O melhor do mundo, é a minha criança. Nos meus braços, bem juntinho de mim.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Embora triste, é mulher bonita. Toma um comprimido. Continua triste. Agora feia.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Fare a modo mio

Prepara uns ovos mexidos. Enrola-os em paio. Tostas com manteiga a acompanhar. Tomates cereja, a colorir. Abre um vinho. Tinto. Deixa-o respirar. Acende umas velas na sala. Outras na casa de banho. Envolve-te com Erykah Badu. Corre a água, enche a banheira. Apaga a luz. Entra, esquece. Sente o líquido que te acaricia. Flutua. Dança nas suaves ondas, da água ou da música. Lava-te com amor. Sente o que te pertence. Levanta-te apenas quando a Erykah se cansar. Entregue à moleza, espanta-te com um jacto de água fria. Sai. Serve-te de vinho. Bebe e enxuga o teu corpo - ou como dizem os italianos, por caminhos bem mais doces, asciuga il tuo corpo. Veste um roupão. Come o que preparaste. Usa as mãos. Delicia-te com as texturas, os sabores. Sente. O vinho mais uma vez. Escreve ou faz qualquer outra coisa que te dê prazer. Ouve os cães a ladrar e sente-te segura. Faz uma festa no teu gato e sente-te feliz. Ouve os grilos e lembra-te que é noite. De Verão.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Estou completamente viciada em Spartacus...

... pelo argumento. É isso. Minha nossa senhora, que argumento!

(PS - E fiquei a saber, notícia requentada, pois, que o menino já não vai contribuir para o belo argumento de Spartacus, pois tem um cancro há mais de um ano. Os deuses devem estar loucos. Ou sedentos de corpos jeitosos: primeiro o Angélico, agora andam a cobiçar o belo do Andy Whitfield?! Xô, xô! Este é para ficar na Terra, ouviram?)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Noites de verão

O calor, a sensualidade, a tentação. Aí. E aqui. A distância é lixada e o calor vai afastando os corpos. Os nossos. E outros ganham espaço, conquistam formas.
Não te esqueças, daí: deixa-me pedras no caminho. As migalhas, comem-nas os pássaros.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Não me apetece mesmo.

T2 para um e meio: até dia 20, é festa!

Meio - Estou desejosa de te dar a prenda de anos.
Um - O que é mãe?
Meio - Tu nem imaginas!
Silêncio.
Um - É um escudo e uma espada?
Meio - Uiii, é muito mais fixe!
Novamente silêncio.
Um - Não, não imagino.
Meio - Vamos fazer força para o dia 20 chegar depressa?
Um - Bem, se queremos que chegue depressa, temos de estar sempre a divertirmo-nos. É assim que o tempo passa muito depressa!
Meio - Excelente plano! Até dia 20, só nos podemos divertir!
Um - Vai chegar num instante.

O rei manda. Está mandado.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Diário de Giulia, em Augustus

"I poeti dicono che la gioventù è il giorno del sangue febbrile, l'ora dell'amore, il momento della passione. E dicono che con l'età vengono i bagni freddi della saggenzza, grazie a cui la febbre guarisce. I poeti sbagliano. Io conobbi l'amore solo molti avanti nella vita, quando non potevo più afferrarlo. La gioventù è ignorante, e la sua passione astratta."

Ain't no sunshine when he's gone

Irra, que dia mais nostálgico!
É a chuva.
E tu do outro lado do mundo.

domingo, 31 de julho de 2011

T2: Tão impaciente como há 10 anos atrás

Comprei uma prenda de anos ao Um e não sei se aguento até dia 20. Se eu abrir a caixa, usar e depois voltar a meter tudo direitinho na caixa dia 19, serei uma abusadora sem igual?



quinta-feira, 28 de julho de 2011