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domingo, 2 de maio de 2010

Leituras

Começou por uma atracção na livraria - começa quase sempre assim. Gostei das cores, da capa, do padrão. Há muito que me atraía o nome do autor. Mas não o trouxe comigo em nenhuma das vezes, foi um namoro longo, ponderado. E de repente, mandei-o vir ter comigo.   
Fico contente por não me ter enganado. Dou-me sempre por feliz quando um livro me faz entender um sentimento. Ele falou-me do fim da vida, de amizade, de simplicidade. Contou-me a velhice, mostrou-me que se pode ultrapassar a perda do único amor, mesmo aquele que foi nosso por cinquenta anos. E, ao falar-me disso, ao contar-me sobre isso, valter hugo mãe ensinou-me sobre ternura. Sem maiúsculas, fazendo-se valer apenas de pontos finais. Um livro sem sobressaltos. Que não se lê, saboreia-se.

domingo, 25 de abril de 2010

A propósito...

... do dia mais bonito da história de Portugal.

Reclamamos para nós a exclusividade da palavra saudade. Pois eu acho que também somos povo para reclamar o mérito da redefinição de liberdade. Diz valter hugo mãe, em a máquina de fazer espanhóis:

«as Liberdades também fazem isso, uma não importância do que se pensa, porque parece que já nem é preciso pensar. sabe, é como não termos sequer de pensar na Liberdade. é um dado adquirido, como existir oxigénio e usarmos os pulmões.»*

Hoje e sempre, não nos devemos restringir à liberdade de agir. É tempo de usar e abusar da liberdade de pensar.

*Ousadia a minha utilizar maiúsculas numa citação de valter hugo mãe. Mas só o faço porque se há ocasião em que realmente importam, é quando se escreve e pronunica esta palavra tão fantástica: Liberdade. Talvez ele não fique muito chateado.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Como me conquistar...

... só lendo os capítulos.

diz-me:
o amor é uma estupidez intermitente mas universal
avança com
a máquina de roubar a metafísica a um homem
e continua com
precisava deste resto de solidão para aprender sobre este resto de companhia.
e não páres. Ou não paro. E ainda nem comecei. Vamos para a cama?

Frases de valter hugo mãe em a máquina de fazer espanhóis

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Posso dar as medidas?

valter hugo mãe é uma promessa na minha vida. Daquelas «Um dia». O dia, não foi ontem. Será o dia em que a máquina de fazer espanhóis aterrar nas minhas mãos.
Quis fazer-me moderna (ou aproveitar um Happy voucher) e este chegará por correio.
Por enquanto, estou a odiar a sensação de espera desta experiência de encomendar livros online... acho que me faz falta a alegria de trazê-los num saco. Bertrand, de preferência (chamem-me nomes por pagar mais caro, mas sou fiel à loja, que fazer?).