sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Lolita confessa-se depois de um treino anormal (e viva Deus nosso Senhor!)

A moça entrou no ginásio e saltou enérgica para a máquina onde costuma fazer o aquecimento: step, pois.

(perdoem-me porque este post vai sair esquisito... ainda estou meia atordoada e já vão perceber o porquê!)

Ali estava eu, degrau a degrau, concentrando-me na música do MTV Dance, quando um homem se aproxima da máquina mesmo ao lado da minha: remo, isso.

(Ai)

Mais perto apercebo-me porque me sinto imediatamente a descompassar. O corpo é mais rápido do que a mente, está confirmado, e esse homem não era mais do que o meu objecto de paixão ardente, louca (bota louca nisso) e teenager.

(Eu sei. Neste momento as minhas amiguinhas estão a pensar na sua paixão adolescente e a fazer caretas. A maior parte desses rapazes, idílicos aos 15 anos, não cresceram muito bem, mas em jeito de desculpa pelo meu comportamento devo dizer que o tal sempre foi - sim, acreditem - e continua a ser... isso... bom... rapaz. Pois.)

Começo a suar (muito). Qual aquecimento, qual carapuça! O homem, que ainda hoje sei o nome completo de cor e tenho a confiança de que consigo trautear o seu número de telefone (não critiquem, qualquer pré-adolescente fez as mesmas loucuras que eu), começa a puxar pelo músculo e o meu aquecimento fica completo (mesmo que faltem 5 minutos para acabar)!!!

Fico com a certeza de que não são aqueles degraus que me levam ao paraíso (sim, eu tenho os meus objectivos pessoais e sim, a Gwen Stefani está colada no meu frigorífico). Naqueles minutos, o paraíso instalou-se a 15 centímetros de mim... e a puxar pelos bícipes (Oh, como Deus é grande!!!)!

Resultado: a "máquina" (sim, eu) aqueceu tanto que sentiu-se quase a explodir - malditas hormonas - e a função heart rate da outra máquina começou a piscar loucamente(isto é mesmo verdade!), mandando-me parar rapidamente, sob pena de ter um ataque cardíaco doloroso.

Respiro fundo. Tento (mas não me obrigo) desviar os olhos desses mesmos braços (ma-ra-vi-lho-sos) que me faziam tão feliz nos tempos em que nem sabia bem o potencial de interacção entre um homem e uma mulher.

O problema, minhas queridas... o problema é que hoje sei. E por isso, castigo-me. Hoje, o banho é de água fria.

2 comentários:

Ana Patrícia disse...

LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
Adorei as descrições ;)

João disse...

Uau! Quanta excitação. Até a minha.