terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Se eu fosse. E serei.

Um dia vou ter uma empresa. Tenho a ideia, tenho o plano delineado, tenho os produtos em mente. E nesse dia, só nesse dia, vos provarei que o que digo hoje é verdade. (Vou escrever este post ao jeito de composição de 1º ciclo.)

Se eu fosse...

Se eu fosse patroa, a quantidade de tempo que passasse a gerir o dinheiro seria igual à quantidade de tempo que dedicaria às pessoas.
Ouvia os trabalhadores, um a um, e deixava-os à vontade para dizerem o que quisessem, sem medo de represálias. Acreditava neles, porque a verdade de cada um é tão verdade como a verdade colectiva. Apaziguava as zangas, mas erradicava os perpetuadores de brigas. Despedia os abusadores de colegas e subordinados. Exigia boa disposição, bons dias e obrigados.
Premiava os que faziam mais do que o pedido - sempre que o fizessem no horário de trabalho - mas não prejudicaria os que fazem apenas o suposto - são uma fatia importante de uma organização.
Se eu fosse patroa, proibia o trabalho fora do horário de expediente, excepto em situações muito extraordinárias. Há prazos para cumprir tarefas e um intervalo de horas onde estas devem estar prontas. Quem não o conseguisse, perguntar-lhe-ia: porquê?
Se eu fosse patroa, não ignorava lágrimas de trabalhadores. Não ignorava problemas pessoais. Empenhava-me nas pessoas para que elas se empenhassem no trabalho.
Se eu fosse patroa, gostava de encontrar os meus trabalhadores no café, depois do trabalho, criando laços extra-organização. Esperava que me convidassem para os acompanhar. Dava-lhes privacidade para falarem uns dos outros. É normal. É saudável. É um escape.
Se eu fosse patroa, negava-me a defraudar as expectativas dos trabalhadores, por mim criadas ou alimentadas. E jamais diria a alguém que «ninguém é insubstituível». Porque todos somos insubstituíveis. Temos um jeito único de fazer as coisas. E porque até se arranjar substituto, há sempre o caos.

Um dia vou reescrever este post no presente. E será assim:

Sou patroa...

Sou patroa e a quantidade de tempo que passo a gerir o dinheiro é igual à quantidade de tempo que dedico às pessoas.
(...)

Pensamento do dia - quando não há mais nada, há sempre as pessoas. E as pessoas, são tudo para mim. Como este post é para ti. Obrigada.

4 comentários:

Ana Patrícia disse...

As pessoas são o que há de mais importante.

Beijinhos

Lurdes disse...

O se... passa a quando eu for patroa...
Tens o talento... a vontade e, mais do que tudo, a humanidade necessária para o seres... espero esse dia

Ela adormecida disse...

:D muito muito obrigada pela dedicatória* adorei o post! :') ...e lá veio a lagrimita também... beijinho!

desculpasemculpa disse...

gostei :)