sábado, 31 de dezembro de 2011

2012, vou andar devagarinho para não me cansar.

Dois mil e onze. Foi um ano que me trouxe muita gente. Dormi pouco, muito pouco. Bebi muitos cafés, e tornei-me oficialmente dependente da cafeína. Comi desastrosamente mal. Foram semanas ternas e muito maternais alternadas com semanas loucas. Literalmente, loucas. Muito dinheiro desperdiçado, muitos quilómetros rodados, um carnaval prolongado e, agora pelo fim, um cansaço grande, mas tão grande, que decidi à ultima da hora que dois mil e doze é o ano do equilíbrio.
Talvez por ter passado os últimos dias do ano a aprender algo que me fez verdadeiramente feliz, decidi que vou investir nisso. Vou apostar na minha paixão, sem expectativas, com tempo, só porque sim. E porque me equilibra as  60 horas semanais de um trabalho que odeio, mas que não posso deixar. Depois, viajar, conhecer mais. Porque se percorro 2500 quilómetros por mês obrigada, tenho de equilibrá-los com energia positiva, fazendo muitas milhas para experimentar o que me apetece viver. Quero ganhar mundo. E, por fim, vou estar com poucos, ou com menos. Só os que importam que, afinal, não são assim tantos.
Enfim, declaro oficialmente que 2012 é o ano para conseguir fazer o quatro sem cair para o lado. Começo hoje, à meia-noite.

Um feliz (e fácil) ano novo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Quarta noite

Produzimos em massa. Estamos nostálgicos e voltamos aos estranhos que fomos. Relembramos génios e caminhos. Incentivamos e somos incentivados. Desenhamos, com palavras, círculos. Terminamos e evoluímos. Entrámos brutos, saímos melhores. Escolhemos post-its da parede. Agarro este: «Hoje passaram por mim 3 dias e 30». Crio algo de amor. Nasce uma paixão. Hoje, não concluo nada. Vou continuar.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Terceira noite

Usamos as mãos para moldar, e as ideias para criar. Personagens. Não é fácil dar vida a tanta gente. Um retrato, um sapato. Surpreendente e amargurada. Damo-nos mais, revelamos origens e opiniões. Dou-me mais, em segredo. Recrio e destruo. Como foi, de facto. Sinto-me exausta. Não da experiência, mas de parir tanto, em tão pouco tempo. É que sai tudo de dentro de mim. Hoje, dei vida.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Segunda noite

Começamos sempre por limpar a cabeça. Desta vez com corta e cola. Uma flor. Hoje é dia de estimular os sentidos. Vamos para a rua à procura dos sons, cheiramos frasquinhos, ouvimos música e tocamos o mistério. Mato a mãe no dia de Natal e gostam. No fim da noite, lido o último parágrafo, dizem:
- É a _ _ _ _ _. - Cinco letras que apontam o meu nome e descubro que, se não tiver mais nada, tenho uma identidade.
Saio feliz. Hoje, libertei-me.

Primeira noite

Cinco pessoas numa sala, à noite, num dos sítios mais bonitos da cidade. Não nos conhecemos e os nervos dão cabo de mim. As apresentações não são feitas com nome, idade ou profissão, mas sim com um desenho e um texto. Depois saímos para o frio da noite, numa pausa conversada como estranhos que somos e temos de permanecer. Subimos e deixamos, finalmente, que o papel faça as honras da casa. Gostam do que digo, mas os nervos continuam a dar cabo de mim. Apelidam-me como a menina do coração amachucado. Faço uma careta e sorrio. As apresentações estão feitas, palavras ditas para quê?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Estou um pouco nervosa

Mas hoje vou iniciar um curso que queria muito, muito fazer.
Para terminar 2011 em grande.
Merece. O ano e eu.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Posso-te conhecer?#3

Numa lavandaria. Encaminhei-o à porta quando me perguntou se sabia onde ficava. Entrou. Passados dois minutos estava novamente junto de mim:
- Vem jantar comigo.
Embaraço e recusas.
- Anda, vem jantar comigo.
Olho para as minhas colegas. Nenhuma me acode.
- Pede-lhes. - sorri.
Tem um sorriso giro.
- Talvez um café? - digo, envergonhada
- Um café está óptimo.
Foi um café e dividimos um pastel de nata.
Gosto de ousadia. Porque acho que é preciso muita auto-estima para fazer um convite destes a uma desconhecida. Também gostei que me tivesse perguntado se gosto de dançar. Achei uma pergunta sensual. E depois? Depois gostei que dividisse o pastel de nata com uma dietista. Olhem que quem não se sente intimidado a comer doces em frente a uma, é porque tem mesmo muita auto-estima. Ou então, muita vontade. Afinal o rapaz chegou há três dias da Holanda e, caramba, tinha mesmo saudades de um pastel de nata! E do improviso das gentes portuguesas.

Posso-te conhecer?#2

No lixo. Não partilhei com vocês esse momento, mas é verdade. Já conheci um rapaz enquanto fui deitar o lixo, que me ajudou com os sacos e se apresentou de seguida. Convidou-me para um café que nunca se concretizou. 

Posso-te conhecer?#1

Tudo começou aqui. Num multibanco.

Nova rubrica

(Uma vez que há matéria para tal)

Sobre sítios estranhos para se conhecer rapazes

Senhoras e senhores: Posso-te conhecer?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Isto das acções da EDP serem compradas pelos chineses...

... parece-me um bom negócio. É tudo mais barato na loja dos chineses.

Quem sabe...

... não vai ser este o nosso primeiro filme juntos? Está no cinema em Portugal, mas vou mandar vir o DVD de Itália.

T2 para um e meio: Há músicas mesmo parvinhas...




... mas é digno ver-me a mim e ao Um a cantar e a dançar esta música. Tanto que nos rimos! E taaaanto que gostamos das sextas-feiras! Embora, lamentavelmente, eu trabalhe ao sábado.

P.S. - Pensando bem, eu não gosto de Boss AC mas não é a primeira vez que me promove momentos divertidos!

Começo a compreender

Acho que é de ti que ela fala. Ou de alguém como tu. Tranquilo. Com quem possa falar horas. Sobre filmes. Sobre filmes italianos. Sobre tardes perdidas no aquecedor, enrolados em mantas. Sobre música, sobre danças. Acho que é de ti que ela fala, ou de alguém como tu: que me faça rir e, por vezes, poucas vezes, corar. Alguém que não se repara ao início, mas com quem vai apetecendo estar mais e mais. Alguém que se procura no meio de um grupo e sem se dar por isso, já está junto de mim outra vez. Conversando. Alguém que, subtilmente, revela uma beleza inesperada. Sim, é de ti que ela fala. Alguém com quem tenho algo em comum, tão raro, como poder cantar uma música italiana perfeitamente desconhecida de todos. Vou pensar em ti e tomar-te como exemplo. E da próxima vez que me apaixonar, será por alguém como tu. Prometo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cinco preciosos minutos

Num mar sem ondas, num dia de sol. Fui à praia e sentei-me, mais uma vez, junto à casinha. Tentei recordar-me que o amor ainda existe. E soube-me tão bem.

Foi a felicidade

Ontem fui jantar aqui (perto). Eu fui muito feliz aqui. Contigo. Fiquei com o coração pequenino. Sou uma saudosista incorrigível. O frio a bater-me no corpo, um passeio pelas ruas quase desertas e o desfiar das lembranças. Foi um ano difícil. Vivemos coisas inimagináveis. Acredito que aprendemos mais lições do que as que pagámos. Não estavam incluídas no pacote e nem sempre foi fácil, mas estivemos sempre juntas. O jardim, os patos, muitos gelados, um especial. Uma aula de fotografia, as tuas gargalhadas mais contagiantes do que as memórias. Lágrimas, algumas. Confissões e indignações. Arritmias com fotografias em grande e a tua mão sobre o meu coração, que ainda hoje fecha essa prova de que um dia eu também amei. Pessoas que se perderam com o Valentim e a nossa ingenuidade. Ontem fui jantar aqui e vim de lá a chorar. Uma lágrima. De saudade dos tempos em que só ganhei: a percepção de que a escrita é mais do que um capricho em mim e uma amizade basilar, que me convence de que há pessoas fantásticas neste mundo. Mesmo que andem por ele com muita discrição.

O calor não vem

Rir. Gargalhar. Fazer soar no frio da noite a alegria que transborda. E depois chorar. Sem lágrimas. Agora sempre sem lágrimas. Cerrar os olhos, apenas húmidos. Vergar os lábios ao peso do sabor amargo que sobrou. E convulsar. Peito e corpo. A mente como uma esfera. Em perfeita forma. Também em perfeito desequilíbrio.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

I dream of you (but I wake up alone)



This face in my dreams seizes my guts
He floods me with dread
Soaked in soul
He swims in my eyes by the bed
Pour myself over him
Moon spilling in
And I wake up alone

If I was my heart
I'd rather be restless
The second I stop the sleep catches up and I'm breathless
This ache in my chest
As my day is done now
The dark covers me and I cannot run now

(Eu, Amy Winehouse e uma caixa de Schogetten Yoghurt-Strawberry. À espera que o sono se deixe de pesadelos.)

Habemus Papam

Sem dúvida, um dos filmes mais amorosos que já se fez sobre religião, uma exclente lembrança da beleza do Vaticano - e do meu Luke, aiii o meu Luke -, o desenferrujar da língua italiana e um aperitivo ao retorno à Bella Italia que, senhoras e senhores, é oficial, acontecerá já no próximo verão.
Aconselhadíssimo, pelo sorriso que me provocou durante todo o filme.

domingo, 18 de dezembro de 2011

A forma como a minha cabeça processa as coisas e as transforma em sonhos, é um pesadelo.
Ó cabeça, há pessoas que não são para se juntarem, nem em sonhos. Nem em sonhos!

(É que depois passo o dia angustiada, pá!)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Planos para 2012:

Um desconhecido. Cinco mil euros. E a apresentação de um livro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

I told you:

- I'm a messed up girl.
And you smiled.
- Messed up is good.
See where it took us? Messed up is everything but good.

(And now I'm in love)

Sem qualquer falta de auto-estima...

... mas há tanta gente fantástica, criativa e inteligente, que às vezes me pergunto o que raio ando eu aqui a fazer.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Coisas que eu gosto muito



De ver e ouvir. E aprender.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Leituras

«Noites que não iria esquecer, horas loucas, momentos em que o mundo em redor parecia habitado por gente cuja existência somente se justificava porque serviam de figurantes no teatro da sua paixão. O prazer deixara de ser repetitivo, para se tornar crescendo cujos limites se dilatavam em permanência, cada vez mais longínquos, cada vez mais fundos.»

J. Rentes de Carvalho, Os lindos Braços da Júlia da Farmácia

Afinal a rapariga que lhe pergunta sempre por livros com títulos recambolescos raramente se engana.

Ela utilizou mesmo a palavra «desintegrar». É isso. Ela sabe, eu sei, nunca expressei. São partes de mim espalhadas pelo chão.

domingo, 11 de dezembro de 2011

É. Talvez se misturem....

... talvez se confundam. Mas como te chego se as palavras não me chegam? Diz-me: como te explico a grandeza da falta se nem o dicionário me ajuda? Não há fidelidade na tradução. Na verdade, também já não as há nas minhas acções. Sussurro desculpas. (Desculpa.) Embora seja essa traição o meu maior castigo. Cada movimento lembrando-me que já nem sequer sei fingir o amor. Não sei que faça, agora. Logo eu, que só sabia fingir o amor.

(Se fosse fácil como nos filmes tocava-te à campaínha. Ou esperava-te no parque, à chuva. Se fosse fácil como nos filmes beijava-te e havia música. Tinha ao menos uma fotografia e bebiamos cafés em copos gigantes. Apontava para a timeline e dizia-te:
 - Não percamos mais tempo. Os segundos passam e Fevereiro está quase a ditar os créditos finais.
Mas não é fácil. Embora estranhamente eu me sinta num filme.)

Yes, you said that I'm the only one.



(And now my heart is kind of broken)

Eu gosto da Amy. A Amy é uma das minhas preferidas. Pelo seu talento e pela sua voz. Mas sobretudo por ela. Eu gosto da Amy não só porque ela é uma das minhas preferidas, também porque ela arranja sempre maneira de dizer o que eu dificilmente exprimo. E gosto dela pela forma como ama. Porque acho que somos estranhamente gémeas nessa coisa de amar. Não seremos as únicas. Isto de amar tão atabalhoadamente não é exclusivo. Encontro nela as palavras e canto-as como se os amores dela fossem os meus. Eu gosto da Amy porque ela transforma qualquer coisa numa coisa. Já conhecia esta versão dela e até já aqui a tinha publicado, mas agora que me ofereceram o cd no Natal, no carro, tenho sido quase obsessiva com a faixa quatro. Porque sinto que ela canta os meus sentimentos, como se me consolasse. Como se me desse palmadinhas nas costas e me confessasse, na sua voz especial: «Deixa lá, eu fiz esta versão porque passei pelo mesmo que tu. Vamos beber uns copos?». Esta, senhores e senhoras, é a banda sonora da minha (actual) vida.

(O uso dos verbos presente é a minha manifestação de que o passado nem sempre passa)

Tonight you're mine completely
You give your love so sweetly
Tonight the light of love is in your eyes
Will you still love me tomorrow?

Is this a lasting treasure
or just a moment pleasure?
Can I believe the magic of your sight?
Will you still love me tomorrow?

Tonight with words unspoken
You said that I'm the only one
But will my heart be broken
When the night meets the morning star?

I like to know that your love
This know that I can be sure of
So tell me now cause I won't ask again
Will you still love me tomorrow?

Will you still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


Um tatuador cinco estrelas e muita conversa boa, com risadas e tudo. Não doeu nada, até parecia uma espécie de massagem. Mas agora estou tão incapacitada que tive de me vir embora de um bar. Estou manca e dorida. Também quem mandou tatuar meia perna de uma só vez? E já agora... porque é que nunca ninguém me disse que doia muito depois? Mesmo muito?

Reacções:

Pai - Ai, mas para que é que tu foste fazer isso aí?
Mãe - Ai está a doer-te? Sabes que não tenho pena nenhuma, não sabes?
Um - Não sei se quero ver. Sim, quero ver. Espera. (Fecha os olhos). Mãeee, está tão gira! Isso doeu?!


Ok. Confesso.

Talvez esteja um pouco nervosa para a sessão de 3 horas de tortura que se seguirão mais daqui a nada.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Qui sait, les deux

“I believe that love that’s true and real creates a respite from death; All cowardice comes from not loving or not loving well which is the same thing, and when the man is brave and true who looks death square in the face like belmonte who is truly brave, it is because they love with sufficient passion to push death out of their minds, until it returns as it does with all men. Then you must make really good love again. Think about it.”


Ernest Hemingway, Midnight in Paris

Compras de Natal

Done.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Olha no que deu:

Estou impaciente. Estou inquieta. Não quero estar aqui. Não sei onde quero estar. Tenho a cabeça a explodir. De ideias, de sítios, de experiências. Estou exultante. Estou eufórica sem motivo. Estou com demasiada energia e desequilibrada. Estou com necessidade de parar de pensar. Estou com vontade de ir. E partir. Sinto que não é isto e não é aqui. Mas também não sei onde é. Na bagagem, só quero papel e caneta. De resto, é disso que me alimento. E o peso vai fugindo de mim.

Come close to me, only your love can do me...

(Carreguem no play lá em baixo e bem alto, todos comigo!)

Every little

Every little

The first time I met you
You were so quiet and cool you
Never thought that you would kiss my heart the way you did
All of the sadness in passing
Making me feel like I'm past it
But you reel me in in the sweetest way

Oh I'm so enamored by you
All in my music all you
Do you keep me surfing on the hope that we can be together, are you?
I hope you listen to this
I hope you get to feel this
Because everything is you
Come on

Come close to me
Only your love can do me
Every little thing I do you are
Baby you know your special
I don't care what the rest do
Every little thing I do you are

If love had a face then it's you
Made for me how did you know
The best type of love who must have led you to hurt me
If there's anything I can do
Let me know I'll be a fool
But don't take advantage cause I will hate to have to leave you

Your touch makes me feel like a woman
Takes me beyond feeling human
When you touch me oh the smell of you
When we're alone it's beautiful
Makes me not want to leave you no
Everything is you

Come close to me
Only your love can do me
Every little thing I do you are
Baby you know your special
I don't care what the rest do
Every little thing I do you are

Come close to me
Only your love can do me
Every little thing I do you are
Baby you know your special
I don't care what the rest do
Every little thing I do you are
Ooh when your lying next to me
I can't believe your next to me
It's only us in this moment
No interuptions we focus
Tell you I'm glad I risked it
God knows that I would have missed it
You're so amazing baby everything you do

Come close to me
Only your love
Everything little thing I do you are
Baby you know your special
I don't care about the rest
Everything little thing I do you are

Baby
Baby you are
Baby
You are
Baby you are
Baby

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Diagnóstico: recordações persistentes.



O meu problema é não esquecer. Pessoas. Músicas. Amizades. Sítios.
Afinal, a minha primeira tatuagem não foi feita a tinta, foi feita a memórias.

Estou aqui a pensar...

... que gosto dos improvisos da vida - nasci por causa de um, criei-me num e o meu melhor improviso chama-se Um e diz-me que me ama todos os dias. Por isso, assim de improviso, vou fazer planos para o improviso que são as minhas férias em Fevereiro. E olhem que é coisa para ser planeada ao mínimo improviso.

Please, wait. Improvisando...

(Talvez assim sacie um pouco a minha vontade de mandar tudo ao ar e de vender a minha alma ao mundo).

sábado, 3 de dezembro de 2011

Depois de um interregno pelo «paz à sua alma»...

«There is only one way to become a champion. Never fucking lose.»

Gannicus, Spartacus, Gods of the Arena

O vício voltou. E em grande. (Não é o meu Spartacus, mas pronto. Continua uma excelente história e uma excelente série, que deu a volta a um contratempo de uma excelente forma. E com excelentes... actores. Isso. Excelentes actores.)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Se ao menos eu soubesse cantar...

Assim:

Os mortos não têm tempo.

E marcado.

O desenho foi surgindo entre nós. Gostei. Marquei. E agora dou por mim a olhar para a perna como se ma fossem amputar. Não pela dor, não imagino sequer como será, mas não me assusta - se fosse muito grande, não havia tanta gente com tatuagens - mas sim pelo facto da minha perna nunca mais vir a ser mesma.
O meu problema com as tatuagens é só um: a sua eternidade. E é por isso que passei 27 anos sem fazer nenhuma, por mais maluquices que já tenha feito com o meu corpo ou imagem. Sempre tive problemas com o para sempre. E é exactamente por isso que a vou fazer: para superar este meu hadicap (acreditem que é mesmo, só quem sofre disto sabe) e, sobretudo, para me lembrar que nem tudo me foge. Por mais vezes que o mundo gire e se sacuda. (Esta última ideia pode parecer incoerente, mas olhem que a psicologia a explica muito bem. É mais básico do que parece).
Já disse ao Um. Não gostou. Disse que durante a noite me ia apagar a tatuagem. Eu ri-me. O mais bonito entre nós é que, sem querer, às vezes confunde-se quem é o adulto e quem é a criança. Afinal, temos um pouco de tudo dentro de nós, não?